uma desavença.

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                         Capitulo 7.

                      Luiz narrando:

Finalmente último dia de aula, não aguentava mais meu Deus, faltava pouco pra mim degolar aquela velha abusada. Ela não me deichou em paz o resto do ano inteiro.

Quando sai da escola fui logo pra casa, depois de ter levado tanta bronca fico até com medo de pensar no que pode acontecer se eu não chegar no horário em casa.

Quando cheguei, me deparo com a minha mãe que estava com os olhos manejados, enquanto olhava algumas fotos. Eu jogo logo a mochila no chão e vou em sua direção, só em ver aquela cena me preocupou muito. Sentei ao lado dela no sofá, e abracei a mesma que deitou sua cabeça no meu peito.

- menino quando você ficou tão forte desse geito. - ela fala tentando disfarçar sua tristeza.

- mãe não muda de assunto, me fala o que está acontecendo, você sabe que eu fico triste só de ver alguém chorando. - eu falo soltando ela dos meus braços e fazendo ela me encarar.

- não é nada que você tenho que se preocupar meu filho. - ela levanta do sofá limpa as lágrimas e vai direto para a cozinha, pegando um copo e colocando um pouco de café.

Peguei as fotos que estavam em cima da mesa de centro, e olhei. Era uma garota muito linda, que parecia bastante com a mãe, so que mais linda. Eu ainda acho que a minha Cecília é mais bonita, ela é um anjo.

- é a sua filha?. - falo levantando do sofá e indo em direção para a mãe, e mostrando a foto para ela.

Ela acena com a cabeça, me afirmando que a garota da foto é a filha dela.

- meu ex-marido foi embora com ela quando bebê, nunca mais os ví. Descobri esses dias o endereço deles e mandei um presente para a minha filha. - ela fala largando os lábios do copo e comecando a chorar mais ainda.

- eu fui uma covarde de ter deixando Algusto levar a minha filha, minha filha, meu bem mais precioso. - ela fala quase num tom de soluço.

Vou em sua direção para te dar outro abraço. - ela respondeu?. - pergunto acariciando seus cabelos lisos.
- não, isso que me deixa mais nervosa e desesperada, tenho medo de Algusto ter visto e não ter entregado o meu presente pra ela. - ela chora mais um pouco em meu peito.

-calma mãe, toma um pouco de água. - vou em direção a geladeira e ofereço água pra ela, que bebeu a água com mãos trêmulas.

Nessa hora eu bocejo, e ela me manda subir para meu quarto. Eu estudo de tarde, e como hoje agente saiu seis horas então falta pouco pra anoitecer.

Esperei até ela parar de chorar, e subi para o meu quarto. Tomei um banho, e logo depois que sair do banheiro só me troquei, passei meu perfume e saio pra ver se a mãe ja dormiu.

Quando vou ao quarto da mãe ela está dormindo profundamente. Volto para o meu quarto e durmo. Amanhã vou poder dormir até tarde, afinal estou de féria.

                         
                              ***
                 
                  Cecília narrando:

Olá sou Cecília e tenho 16 anos, sou bem extrovertida e quieta no meu canto, ja que outra pessoas gostam de dizer o contrário de mim. Tudo por culpa da Camilla, que não aguenta a sucesso dos outro e fica jogando pedra no telhado de quem não deve. Ela acabou me prejudicando e me enfiei na maior fria.
Camilla e eu éramos melhores amigas, quando entrei no colégio ela foi a primeira pessoa que eu conheci, eu sempre fui tímida, mais Camilla foi diferente, doidinha extrovertida, mais muito falsa. Eu estava ganhando a confiança de todos, era a queridinha da sala, a mais bonita, a mais meiga. Nunca morei em favela, eu vivia com a minha mãe na zona Sul, ela acabou tendo uma doença e faleceu, tive que vir pra favela morar com meu pai. Ele me colocou nesse colégio.
Camilla sempre foi invejosa, a maioria das pessoas me alertaram sobre Camilla, mais eu não acreditei achava que eu estava mudando ela. Mais não foi bem assim. Começou a correr um boato de que uma das professoras mais rígidas do Colégio (velha drogada), a Sirlei. Me falaram que uma das filhas dela, a mais velha estava grávida de um moleque que não tinha onde cair morto.
Que a Sirlei tinha colocado a filha pra fora de casa por conta disso.
Até ai tudo bem, nao era comigo mesmo então não me preocupei.

Depois de uns dois dias por ai, eu cheguei na escola todo mundo olhando estranho e de lado pra mim, rindo e apontando pra mim com cara de (você não vale o que come). Até o Luiz o garoto que eu gosto me olhou mal.

Eu não sabia o que tinha acontecido até eu chegar na sala e depois de cinco minutos, a diretora chega na sala, me chamando.

Acompanhei ela até a sua sala, e quando cheguei lá me deparo com a Sirlei. O que será que eu fiz que eu não sei.

- senti-se - a diretora fala rígida comigo.

- posso saber por que fui chama, não faço a menos ideia do que está acontecendo. - falo já sentada na cadeira, e vejo a Sirlei secando as lágrimas.

- quem te contou sobre a minha filha?. Você não tinha o direito de falar pra escola toda sobre a minha vida que não tem nada haver com você. - ela fala quase soltando fogo pelas narinas, e apontando o dedo na minha cara.

Ela estava muito brava. - mais do que vocês estão falando?. - digo sem entender a situação e o motivo daquela mulher falar daquele geito comigo.

-nao se faça de tola garota!. - a diretora fala pra mim com cara de remorso.

- só quero que você não repita isso, porque da próxima vez eu não respondo por mim. - meu Deus o que eu fiz.

- saia daqui!. - ela fala gritando e apontando para a porta.

Eu saio da sala com lágrimas, afinal não estava entendendo o que estava acontecendo, e nunca fui tratada assim.

Depois de alguns dias, que eu fui descobrir o porque de tanta revolta, de tanto desprezo. Tudo por culpa da Camilla. Como uma pessoa pode fazer tal barbaridade como essa.

Mais eu fiquei muito triste. e nem o Luiz falou mais comigo, dês do que aconteceu.Afinal, ninguém fala mais comigo depois do que aconteceu.

A garota da bolsa vermelha. Onde histórias criam vida. Descubra agora