Capítulo 11 .1

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EMMA

Josh para o carro em frente ao meu prédio e eu agradeço pelo caminho silencioso, ele não puxou assunto e eu muito menos. Tiro o cinto e abro a porta do carro agarrando minha bolsa com força. Me viro e encaro Josh que faz o mesmo comigo só que mais intensamente.

— Obrigada pela carona Josh, de verdade — ele sorriu e ameaçou sair do carro, mas eu segurei seu braço o impedindo.

Grave erro, o leve toque em sua pele fez com que meu corpo todo desejasse mais, e aquela sensação fez afastar-me tão rápido quanto foi toca-lo.

— Er... Não precisa se incomodar, eu consigo sair do carro, juro que dessa vez eu não vou torcer meu pé — ele solta um riso gostoso, é claro que eu fiquei uns segundos admirando aquela cena linda —Ah, e antes que eu me esqueça... Obrigada por me ajudar com aquilo.

Josh cerra o cenho confuso, o que não me engana, conheço e sei que ele está se fazendo de desentendido. Caçoando de mim.

— Aquilo? — reviro os olhos.

— Não me faça falar Joshua, por favor, a humilhação já foi grande o bastante — ele ri.

— Tudo bem, tudo bem, vou deixar passar essa.

Sorrio, fico um tempo só o olhando, ele faz o mesmo, queria muito saber o que ele pensa toda vez que para e me analisa desse jeito. Eu sou a primeira a desviar o olhar e meio desconcertada descer do carro.

É a primeira vez desde que cheguei que nós dois estamos no mesmo lugar e não brigamos uma vezinha sequer, digo até que o clima está agradável, o que é muito raro. Josh não fez nenhuma de suas piadinhas, nem tentou se aproximar de mais. Hoje foi minha vez de me aproveitar dele e confesso que gostei um pouco. Não tem preço sua cara de perdido quando mandei ele me beijar. Não é como se ele nunca tivesse feito isso, não é mesmo?

Abro a porta de trás e com um pouco de dificuldade consigo pegar os papéis e pastas que tinham se espalhado pelo banco traseiro.

Dou um último aceno para o homem maravilhoso dentro do carro e caminho para dentro do prédio, não ouço ele ligando o carro para ir embora e isso só fez meu coração disparar. Suspiro e me obrigo a caminhar sem olhar para trás.

Depois que chego no meu apartamento, deixo as pastas em cima da mesinha de centro e vou direto para cozinha, onde encho um copo de água da torneira e tomo em um gole só. Fecho os olhos e espero que a água apague o fogo que se instalou dentro de mim.

No exato momento em que coloco o copo na pia, a campainha começa a tocar, suspiro e vou para abri-la. E quando eu a abro minha boca se abre ao ver Josh parado de cabeça baixa, ele ergue o olhar e sorri levantando a mão com o meu celular balançando entre seus dedos.

— Eu acho que você esqueceu isso no carro — sorrio e estico o braço para pegar, mas ele afasta de mim — Sua dívida comigo só vai aumentando, Emma.

— Você só trouxe meu celular, Joshua — ele dá de ombros.

— Não deixa de ser um favor — reviro os olhos.

— Era só isso?

Ele olhou para os lados, então colocou as mãos no bolso da calça, com o celular junto, abaixou o olhar e quando os voltou para mim, vi uma malícia ali que me fez recuar um passo.

— Não vai me devolver o celular? — ele sorri de lado, e nega com a cabeça.

— Não, até você não me convidar para entrar.

No limite do Desejo - Série Mitchell | Livro 02Onde histórias criam vida. Descubra agora