Capítulo 4- 16/05/2010 Sex Tape

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16/05/2010

Vicente entrou em seu carro, ascendeu seu marlboro e começou a tragar devagar o cigarro, enquanto ligava o veículo. Era domingo, dia de sua mãe e irmã irem pra igreja, o que era ótimo pra ele ter que sair sem dar satisfações pra nenhuma delas. Sempre que ficava muito tempo sem aparecer em casa, que era quando ia ficar com Cléo, em sua volta sempre havia questionamentos de Vitória, de onde ele estava, e por que tinha ficado tanto tempo fora. Ele respondia que ia para sua casa na serra. Não era mentira, entretanto ele tinha convicção de que ninguém o seguiria até lá. E mais, sempre que Vitória começava a questionar muito as idas e vindas do irmão, sua mãe logo lhe cortava, pedindo para deixar Vicente em paz.

O homem foi dirigindo calmamente, não tinha pressa nenhuma de chegar lá, por mais que estivesse um bom tempo sem ir até o cativeiro de Cléo, e ele até cogitou não ir lá por mais tempo, mas lembrou-se que o estoque de comida poderia ter acabado, além de itens para higiene pessoal da cativa. Antes de subir a serra, Vicente parou em frente a um supermercado para fazer compras.

Cléo acordou sentindo uma forte dor de cabeça. Não comia há bastante tempo, e seu último alimento havia sido um iorgute, porque ela morreria de fome mas não comeria a maçã com casca escurecida dentro da geladeira.

Caminhou até o banheiro e se olhou no espelho, e sentiu o desagrado de poder se enxergar. Embaixo dos olhos havia bolsas e olheira, e seu cabelo estava bastante emaranhado, mas e daí? Não havia necessidade de se arrumar. Cléo retirou sua roupa e ligou o chuveiro, entrando devagar em baixo da água, e mesmo que estivesse limpa, tomava banho para poder ter seu tempo ocupado.

Enquanto a água caia em sua cabeça, a moça sentiu pontadas dolorosas no pé de sua barriga, e uma das pontadas foi tão profunda que ela chegou a se curvar de dor. Ainda sentindo pontadas doídas, Cléo desligou o chuveiro para se vestir com pressa para poder se deitar. Em sua cabeça, a dor era fruto da fome, já que não comia há horas. Todavia, lembrou-se que aquela dor não era uma dor habitual de quem sente fome, era cólica, cólica menstrual, e ela confirmou isso ao ver o sangue escorrendo em sua perna enquanto ela se secava.

- Que merda! - Esbravejou a menina. Não havia mais papel higiênico e tão pouco absorvente. Cléo retirou o vestido preto e amarrou entre as pernas ensaiando uma possível frauda, e voltou para cama, ainda molhada para tentar se aliviar da sensação incômoda da dor, mas não aguentou ficar em silêncio, sentia muitíssima dor.

Vicente estacionou seu carro na habitual cerca que ficava antes da pequena ladeira que dava para sua casa, e fumando outro cigarro, pegou as sacolas de mercado no porta-malas e deu a volta na cerca para poder caminhar até o cativeiro de Cléo.

O local onde Vicente havia comprado sua casa era tremendamente bucólico, havia poucas casas, e a maioria delas pequenas com pessoas idosas morando. Não havia muitos comércios, só uma farmácia na estrada e mato.

Ao chegar na residência, ele destrancou calmo a porta da sala e entrou, retirando os sapatos sujos de terra. Colocou as sacolas ao lado da porta e foi até o banheiro urinar. Ao sair do banheiro, caminhou devagar até subir ao segundo andar, onde ficava Cléo. Ele tentava fazer o mínimo de barulho possível para não despertar a atenção da menina e pegá-la de supresa. Vicente destrancou a porta abriu devagar, adentrando sem fazer barulho. Cléo, como sempre estava dentro do quarto, mas ele ouvia gemidos e pequenos chorinhos. Vicente trancou a porta e colocou a chave dentro de suas calças indo devagar até o quarto ver o que a garota tinha.

Assim que adentrou o local, viu a moça curvada chorando com a mão na barriga. Vicente fitou a garota por um tempo sem falar nada, será que ela estava passando mal de fome?

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