Capítulo 18

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Liam: Kate, será que podemos falar, em particular. *sorri para mim*.

Eu: Claro, vamos.

Pegamos nas nossas mochilas e despedimo-nos dos nossos amigos e fomos dar uma volta pelos jardins da escola. O que vai acontecer? Quero lhe gritar para se desembuchar, mas não queria ser indelicada. Por fim, começou a falar.

Liam: Kate, eu xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Cap. 18

Liam: Kate, eu… ahm, eu…

Eu: Desembucha rapaz! *rimo-nos*.

Liam: Bem, eu… eu queria saber se tu…

Eu: Sim…?

Liam: Bem, se querias vir num encontro, assim, caseiro. Ver um filme em minha casa ou assim.

Eu: Um encontro, encontro?

Liam: Sim, um encontro encontro. *sorri*.

Eu: Bem, eu…

Liam: Se não quiseres é só dizer, eu percebo…

Eu: Porque é que nunca me deixam acabar de falar? Eu ia dizer eu só preciso que me digas a tua morada.

Liam: Eu percebo que não… espera, disseste sim?

Eu: Sim. *coro*

Liam: *cora, e muito* bem, agora nem sei que dizer, vou sair com a rapariga mais linda da escola!

Eu: Hahah, tens piada Liam, tens muita piada.

Liam: Não, eu estou a falar a sério. *coloca as mãos na minha cara e ficamo-nos a olhar nos olhos* tu nem és linda, isso é pouco. Tu és perfeita.

Ficamos assim o que pareceu uma eternidade, e eu gostei, mas a certo momento recuperei a noção da realidade e baixei e cabeça e ele deu um passo atrás.

Liam: Ahm, que achas de amanhã às 15:00h?

Eu: Perfeito 

Liam: A minha morada é (inventem uma).

Eu: Fica combinado então.

Liam: Boa. *sorri*.

Depois disso houve um silêncio muito, Muito, MUITO esquisito. Nenhum de nós os dois sabia o que dizer agora. Eu brincava com os dedos e ele roí-a as unhas. Estava a ser mesmo constrangedor e no meio de tanta coisa para dizer, eu não me lembrava de nada. Talvez algo alheio sirva para quebrar o silêncio…

Eu: o que achas de Aliens?

Liam: Aliens? *ri-se*

Eu: Sim… Aliens. *aliens? A sério Kate?*

Liam: Acho que são… fixes talvez. E tu?

Eu: penso que seria muito interessante a existência comprovada deles.

Liam: uau, resposta complexa, hahah.

Eu: parvinho! Hahah. *dei-lhe um ‘murro’ no braço*.

Três vivas para mim, consegui quebrar o silêncio! Hahah. Ele pôs o seu braço na minha cintura e puxou-me para ele, coisa que eu já estava acostumada. Voltamos para o pé dos nossos amigos, mas lentamente, pois estávamos a aproveitar o passeio. Toda a gente que nos vê pensa que somos um casal, e sorri para nós. Já nos desejaram felicidades e isso e eu nunca sei se hei-de sorrir e não dizer nada ou negar. Pois eu acho que eu o quero…

Mal chegamos à beira dos rapazes e da Rhi a campainha da escola tocou. Acertamos em cheio -.- cada um foi para a sua aula e desta vez eu ia a falar com a Rhi, mas sempre abraçada ao Liam.

A aula de físico-química passou bastante rapidamente, estivemos a fazer experiencias e essas coisas todas, que eu adoro.

No fim da aula despedi-me da Rhi com um abraço e do Liam também era suposto ter sido só um abraço mas depois do abraço ele deu-me um beijo no canto da boca e eu corei como… como… como uma pessoa cora! O meu pai vinha-me buscar hoje e mal entrei no carro ele perguntou-me logo porque é que eu estava corada. Eu apenas respondi que estava calor dentro da sala.

Chegamos a casa e a empregada já tinha feito o almoço. Bife e batatas fritas! Yummy. Comi tudo, repeti a segunda vez e comi um gelado de sobremesa. Acho que estou a ficar como o Niall o.e Decidi ir dar uma daquelas caminhadas depois da refeição e avisei o meu pai que ia sair. Ele disse para eu ter cuidado. Fui buscar o skate e o capacete e pus-me a caminho. Só ia andar de skate quando chegasse ao parque então pulo debaixo do meu braço. Não demorei muito até lá chegar, só uns 10 minutos, nas calmas.

Quando cheguei coloquei o meu skate no chão e pus o capacete na minha cabeça, apertando de uma forma segura. Pus um pé no skate e dei lanço com o outro. Sorri, pois estava a aguentar-me. Dei mais lanço e comecei a sentir os meus cabelos esvoaçarem por trás de mim. Eu não estava a andar assim tão depressa quanto isso, mas para uma principiante estava-me a dar lindamente. Tentei por os dois pés em cima do skate e até agora tudo bem. De vez em quando ia dando lanço. Olhei para o lado, para apreciar a vista. Não, não estava a apreciar rapazes, o parque é que era realmente bonito. Fechei os olhos e abstrai-me do mundo, o que foi um erro, pois já estava no chão. Tinha ido contra uma rapariga, que parecia ter a minha idade.

Xx: Mas tu ‘tás doida? Vê por onde andas!

Eu: Desculpa a sério, não era minha intenção ir contra ti, eu é que ainda não sou boa nisto mas depois ganho um bocadinho de jeito e penso que já sei isto como um peixe sabe nadar.

Xx: *suspira* Não tem mal.

Eu levantei-me e ela também, quer dizer, tentou.

Xx: AU!!

Eu: O que foi?

Xx: Ah… acho que torci o tornozelo.

Eu: Oh Meu Deus!!!!! Eu vou te levar ao hospital.

Xx: Não, não é preciso!

Eu: É sim, tens de verificar o tornozelo.

Xx: Ahm… ok.

Eu ajudei-a a caminhar, tentando apoia-la e quando chegamos à rua fiz o meu melhor para fazer um táxi parar. Passado uns 5 minutos de tentativas ela já estava farta de esperar e assobiou bem alto e um táxi parou ao pé de nós. Uau. Entramos no táxi e ela deu indicações do hospital, provavelmente, mais próximo. Para tornar o momento mais ligeiro eu comecei a falar.

Eu: Ainda não me disseste o teu nome.

Xx: Eu chamo-me Rachel Bermington, mas podes me tratar por Rae. E tu, como te chamas?

Eu: Chamo-me Kate Sousa, mas trata-me por… na verdade nem tenho alcunha, o meu melhor amigo chama-me Boo mas de resto todos me chamam Kate.

Rachel: Mas Kate já é uma alcunha.

Eu: Ãh?

Rachel: Então, Kate já é alcunha ou diminutivo de Katherine.

Eu: Pois, tens razão… é que nunca me ninguém me chama Katherine que eu nem me lembro que esse é o nome propriamente dito.

Ela riu-se e eu também. Ao primeiro ela parecia ser um pouco arrogante com o “Vê lá por onde andas.” Mas agora estava a revelar ser bastante simpática. Decidi continuar com a conversa.

Eu: E então, quantos anos tens?

Rachel: 16, faço 17 em novembro.

Eu: Eu tenho 17, fiz à poucos dias.

Rachel: Parabéns atrasados então! *sorri*

Eu: Hahah, obrigada.

Continuamos a falar, maioria de coisas alheias, e ela parece ser muito boa amiga. Talvez seja uma nova amizade que se iniciou de uma forma no mínimo… mal, mas que agora dá indícios de se estar a encaminhar bem. Três vivas para moi! 

Que tal? Se gostaram ponham like e sintam-se à vontade para fazer comentarios bons ou maus, para eu poder melhorar a fic em algum aspeto. 

Everything Can Change - a rescreverOnde histórias criam vida. Descubra agora