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Acordei no hospital confuso e com dor de cabeça. Olhei para a janela do quarto onde dava para ver a recepção. Meu pai estava lá conversando com a mãe do Scott que é enfermeira, e sentada na poltrona eu avistei a menina misteriosa olhando para mim. Ela estava com cara de preocupada. Ela se levantou e veio até o meu quarto. Quando ela abriu a porta, uma corrente de ar fresco me atingiu, ela era tão radiante. Ela se aproximou da minha cama e disse:

- Você está melhor?

- Sim.

- Ótimo.

Ela se virou para ir em bora, mais não podia ser só aquilo, ela não podia estar ali só para me perguntar isso:

- Hey! VOLTA AQUI! Como assim é só isso? Você está me seguindo e eu não tenho nem  o direito de saber o seu nome?

- A muito que você não precisa saber.

- Ao menos me diga o seu nome.

- O meu... - Ela deu uma pausa - O meu nome é Lydia. Lydia Martin.

- O meu nome é...

- Stiles. É, eu sei o seu nome.

Antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa, ela saiu do quarto sem olhar para trás. Eu me levantei e abri a porta do quarto querendo seguir ela, porém meu pai me viu e veio me abraçar perguntando o que havia acontecido, eu expliquei tudo para ele:

- Eu estava saindo da casa do Scott. Quando entrei no meu Jeep, logo depois um carro veio e bateu na frente do meu, e depois disso eu desmanei e acordei aqui.

- Mais você está melhor né?

- Claro! Só com um pouco de dor de cabeça. E o motorista que bateu no meu carro? Como ele está?

- Não havia ninguém no outro carro. O carro estava desligado e parece que aquele carro estava estacionado na sua frente e você quem bateu nele. Tem certeza que não foi você quem bateu nele?

- Sim. Sim, pai! Eu ainda nem tinha ligado o meu carro. 

- Isso é estranho. Você não estava bêbado né?

- Claro que não, pai!

- Tudo bem. Você já está liberado para ir para casa. Não teve lesões graves a não ser um pequeno corte na mão. Vá para o estacionamento e me espere no meu carro. 

Eu fui indo para o estacionamento. Quando ia entrar no carro do meu pai olhei para o lado, vi uma sombra, era uma águia e vinha na minha direção. Atrás dela vinham mais águias e elas voaram para cima de mim, fizeram eu perder o equilíbrio até que eu cai no chão e bati minha cabeça tão forte que me fez desmaiar. 

A menina da recepção [Stydia]Onde histórias criam vida. Descubra agora