Freedom

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Luke POV

Los Angeles, eu gosto dessa cidade. Estar longe de casa durante as férias é terrível, sinto falta da minha família e dos meus amigos, mas eu preciso desse tempo sozinho. Essa pequena liberdade ajuda a esquecer de tudo o que passei nesses últimos meses, minha vida havia virado de ponta cabeça e eu precisava coloca-lá no lugar.

Segui pela estrada em direção à praia de Malibu, um pouco se sol e água vai me animar, quando cheguei estacionei o carro e fui em direção ao mar. A praia estava vazia, o que não era muito comum, mas me lembrei que era outono aqui, o clima estava frio. Ninguém gosta de praia no frio.

Caminhei pela areia durante alguns minutos, depois me sentei e fiquei apenas encarando o mar. Apesar do frio o sol brilhava forte, era fim de tarde então ele caminhava lentamente em direção ao mar.

Assisti o pôr do sol sozinho e, pela primeira vez desde que cheguei aqui, me senti totalmente abandonado. Peguei meu celular e liguei para minha mãe. Havia alguns dias que eu não falava com ela e isso fez com que ela ficasse bastante preocupada.

– Você deveria vir pra casa, não gosto da ideia de você sozinho na Califórnia – ela disse.

– Não se preocupe, eu vou ficar bem. Se eu não ligar nos próximos dias, não se preocupe. – eu disse.

– Tudo bem, mas, se você se sentir sozinho, volte pra casa. Não insista em ficar ai.

– Tudo bem, tenho que ir. Eu te amo, tchau.

Desliguei o celular e me levantei pra voltar para o carro. No caminho, vi um grupo de garotas, reconheci uma delas. Apesar dos cabelos estarem agora negros e não mais vermelhos lembrei-me dela, era uma integrante de uma girl band que tocou na Times Square ano passado. Após o que pareceram alguns empurrões, ela veio até mim.

– Hey Luke, você se lembra de mim? – ela perguntou.

– Hey! É claro que lembro. Dani Cimorelli, certo?

– Isso. O que te traz a Califórnia? Achei que a banda estivesse de férias.

– E estamos, mas eu decidi vir pra cá – expliquei. – Passar um tempinho longe deles.

– Eu queria poder fazer isso, mas não dá pra passar 'um tempinho' longe dos seus companheiros de banda quando são seus irmãos – ela disse rindo.

– É uma sorte e um azar ao mesmo tempo.

– Verdade – ela fez uma pausa. –Ei, você vai fazer alguma coisa hoje à noite?

– Não sei, por quê?

-– Bom, vai ter essa festa legal na casa de uma amiga minha, se você quiser pode ir comigo.

– Eu adoraria.

– Ótimo – ela disse animada. – Eu te encontro lá às oito.

– Tudo bem.

Ela me passou o endereço da festa e depois voltou para perto de suas amigas.

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O lugar estava lotado de crianças, bem não eram crianças, mas duvido que alguém aqui tenha mais de 18 anos. Encontrei Dani no lado de fora próximo a piscina, ela conversava animadamente com sua irmã mais velha, Lauren.

– Parece que seu cara chegou – sussurrou Lauren para Dani pensando que eu não podia ouvir.

– Cala a boca – Dani respondeu, segurei a risada e fingi que não havia escutado nada.

– Hey, Dani, Lauren – cumprimentei as garotas.

– Oi Luke. Quanto tempo, como tá todo mundo? – Lauren perguntou.

– Estão curtindo as férias. Calum, Sara, Clary, Michael e Lissa estão no Brasil. Ashton resolveu ficar na Austrália mesmo e eu quis passar um tempinho aqui – respondi.

– Isso é bem legal. Se você falar com eles, fala que eu mandei um 'oi' e diz parabéns para Sara e Calum pelo bebê.

-– Pode deixar.

– Agora, se me dão licença, tem um boy muito lindo me olhando ali.

– É impressão minha ou ela tá bem diferente? – perguntei.

– Acho que a idade faz isso com as pessoas – Dani respondeu.

– Então, por que isso parece uma festa de criança?

– Eu tenho 15 anos, Luke. Esse é o tipo de festa que pessoas da minha idade vão.

– Sinceramente, eu tenho uma ideia melhor do que essa festa.

– Desde que não seja ilegal. Isso aqui tá um tédio mesmo.

Saímos da festa e entramos no meu carro, seguimos até um parque de diversões em L.A.. Aquele lugar me trazia muitas lembranças. No dia da Derp Com, eu e os meninos trouxemos as meninas para um tipo de encontro em grupo aqui. No fim, eu perdi uma aposta e tive que sair correndo de roupa íntima por toda a parte do fliperama.

– Eu adoro esse lugar – disse Dani.

– Eu também, já fui preso por correr de roupa íntima aqui – sorri com a lembrança. Na época, aquilo havia sido horrível, mas agora era só uma história engraçada.

– Então vamos a qual primeiro? – ela perguntou animada.

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No fim da noite, eu estava estacionado na porta da casa da Dani.

– Obrigada por me levar ao parque de diversões, foi muito melhor que a festa, e obrigada pelo ursinho de pelúcia que você ganhou – ela disse abraçando o objeto peludo.

– Por nada, essa noite foi bem divertida.

– Concordo.

-– Eu vou ficar na cidade pelo próximo mês e tava pensando seria muito legal se a gente repetisse isso – fiz uma pequena pausa. – Se você quiser, é claro.

– Eu adoraria.

– Sexta então?

– Sexta tá perfeito – ela disse sorrindo. – Tenho que ir. Te vejo sexta.

Ela me deu um beijo no rosto e saiu do carro. Voltei para o hotel e me joguei na cama.

Hoje, pela primeira vez em meses, eu pude pensar em outra garota e esquecer totalmente a Lissa.

Always By Your Side // 5SOS (Concluída)Onde histórias criam vida. Descubra agora