Capítulo 22

25 1 0
                                    

Saio do banheiro mais uma vez após ter vomitado mais uma vez. Não ta sendo nada fácil esse negócio de gravidez.

Desço e sigo até a cozinha e preparo um chá pra mim mesma, percebo que chove forte la fora e ta fazendo um pouco de frio. Pego minha xícara de chá e subo até a varanda que tem ao lado do quarto que era dos meus pais.

Me sento no sofá e me encolho um pouco por causa do frio, fico observando a chuva cair e pela primeira vez desde que descobri que estava grávida eu podia pensar no que realmente fazer. Imersa nos meus pensamentos vejo meu pai sentar ao meu lado.

_Acordado uma hora dessas?.- Pergunto quebrando o silêncio.

_Você não foi nada discreta enquanto estava na cozinha fazendo sei lá o que.- Ele exclama.

_Desculpe, não queria ter lhe acordado. - O olho.

_Não tem problema. Aline me disse que viu você vomitando a uns dias, ta realmente tudo bem com você?.- Ele pergunta preocupado.

O olho atônita e penso que essa é a hora de contar porque não terei outro momento.

_Não pai! Não estou nada bem.- Sinto o medo chegar e lágrima vem aos meus olhos.

Ele vai me explusar de casa com toda certeza e não vou ter aonde ficar porque ainda estou brigada com minha mãe.

_Então vamos no médico, é sua saúde em jogo.- Ele fala realmente preocupado.

_Eu estou grávida pai. De um mês e três semanas basicamente.-Digo de uma vez olhando pra ele deixando minhas lágrimas de medo sair.

Ele fica sem saber o que dizer, sua boca se abre mais não sai nada, ele está muito chocado com a notícia. O nervosismo bate em cheio e acabo vomitando na planta que tinha ao lado do sofá. Sinto meu pai pegar meus cabelos e prender os mesmo pra não sujar.

_Obrigada! - Digo ao ter terminado.

_Eu não acredito nisso ainda, sinceramente filha.- Ele fala passando suas mãos na cabeça demostrando nervosismo.

_Eu peço desculpa! Não se preocupe, eu vou doar a criança assim que nascer.- Falo de uma vez enquanto uma enxurrada de lágrimas desce pelo meu rosto.

_Você tá louca? É uma criança Valentina, não tem culpa de nada. Você vai sim arcar com as consequências da sua burrice, e vai aprender a cuidar dessa criança.

Começo a chorar mais ainda ao escutar isso, agora sei de verdade que ele vai me explusar de casa.

_Olha! Não precisa ter medo, eu vou estar do seu lado pra tudo, a gente reforma o quarto de hóspede e pronto. Não doe seu filho. -Ele me olha com seus olhos marejados.

_Tudo bem pai, não vou fazer isso.- Sorrio pro mesmo.

_Apesar que vou ser avô muito cedo, mais tudo bem, vou amar ele mesmo assim.- Ele vem até mim e me abraça.

Controlo minhas lágrimas em vão e o abraço. Acho que agora é o momento em que tenho que pensar na minha vida, no que realmente eu vou fazer em relação a tudo que está acontecendo.

A Procura Do Amor /1° Da DuologiaOnde histórias criam vida. Descubra agora