Henrique narrando
_Ana?.- Grito ao entrar no meu apartamento._O que foi menino? Quer me matar do susto. - Ela pergunta eufórica, vindo até mim.
_Calma, só quero que capriche no jantar hoje, teremos visitas. -Digo passando por ela e subindo até meu quarto.
Me jogo na cama morto de cansado, após mais um dia de trabalho, morar no exterior tem suas vantagens, mais as desvantagem falam mais alto. Me levanto e sigo até o banheiro me despindo logo em seguida e tomo um banho quente pra relaxar.
Seus olhos azuis me vêem na minha mente e eu sorrio. Eu to com tanta saudade dela, só se passaram alguns meses desde que aconteceu tudo. Lembro bem da nossa última noite juntos, a forma que fizemos amor, ver ela na cozinha da minha casa, me fez imaginar como seria nossa vida morando juntos. Eu iria adorar.
Mais eu não posso, tive que me afastar dela. E o pior de tudo é que não posso ao menos contar a conversa que tive com sua mãe. Eu fiz tudo para o bem dela. Eu a amo ao ponto de deixar ela ser feliz, mesmo que não seja comigo.
Saio do banheiro minutos depois e enrolo a toalha na minha cintura, vou até o closet e escolho uma roupa confortável. Me visto em seguida e passo perfume.
_Assim que terminar você está liberada para ir pra casa. -Digo a Ana enquanto desso as escadas.
_Tudo bem menino. -Ela sorri malicioso pra mim e reviro os olhos rindo.
Ana é uma senhora que cuida da minha casa quando vou pra faculdade e quando faço estágios, ela é uma pessoa maravilhosa e a tenho como se fosse uma mãe. Horas depois a campanhia toca, me encontro sozinho e olho tudo ao meu redor pra ver se tem algo fora do lugar, quando vejo que está tudo pronto vou até a porta.
_Oi Henrique. - Valéria sorri ao me ver.
_Oi meu bem. -Digo e abraço a mesma.
Mando a mesma entrar e nos sentamos no sofá em seguida.
_Como você tá?. -Ela pergunta.
_To bem, hoje foi cansativo. -Olho a mesma e sorrio.
Puxo ela mais pra perto de mim e ela deita a cabeça no meu ombro. Valéria é uma jovem que estou tendo um caso, não é namoro ainda porque tenho que ter certeza do que sinto para primeiro começar algo com ela ou com alguém.
Ela me olha por alguns minutos e eu sei exatamente o que ela ta pensando, Valéria sabe toda minha história com a Valentina e mesmo assim ela decidiu ficar. Eu sei o motivo? Não sei o motivo, mas, ela quer ta aqui e não posso impedir.
_Vamos jantar?. -Ela pergunta se levantando.
_Sim, estou faminto.- Sigo a mesma até a cozinha.
Ela sabe aonde fica cada coisa na minha casa, bom, a gente é ótimos amigos além do nosso caso, mesmo que nos pegamos na maioria das vezes.
Ela fica meio que na ponta do pé pra pegar os pratos que estão um pouco acima, sorrio da cena e vou até a mesma. Chego por de trás de Valéria e alcanço o prato, ela fica tensa por minha repentina chegada atrás dela e vejo a mesma arrepiada.
_Henri... -Ela se vira e me olha.
A olho por inteiro e sinto um desejo que a tempos não sentia por ninguém além da Val. Mais hoje senti por ela, talvez por carência? Foda-se. Coloco a mesma em cima do balcão e a beijo. Seus braços automaticamente se envolve em meu pescoço e ela me puxa mais pra perto e fico no meio de suas pernas.
Ela geme baixo quando desço meus beijos por seu pescoço voltando a sua orelha e mordiscando a mesma.
_O que a gente ta fazendo Henrique?. -Ela pergunta em um sussurro beijando meu pescoço e arfo.
_Apenas deixe Valéria, eu sei que você quer isso tanto quanto eu. - Puxo ela colocando a mesma no meu colo e ela envolve suas pernas no meu quadril e levo a mesma pro meu quarto.
Deito ela na cama devagar e subo em cima da mesma sustentando meu peso em meus braços. Ela começa a desabotar minha camisa apressada e acaba rasgando a mesma de uma vez.
Ela muda de posição ficando em cima de mim e tira sua blusa, aprecio seu sutiã vermelho e volto a beija-la.
Tiro sua saia e em seguida minha calça e sento ela em meu colo, ela rebola devagar e beija meu pescoço, passo minhas mãos por suas coxas e ela arfa, sigo minha mão para dentro da sua calcinha e vejo o quanto ela está molhada, coloco um dedo dentro dela e ela geme um pouco mais alto quando coloco dois dedos.
_Vamos logo Henri, não me provoque. -Ela sussurra.
A deito na cama e tiro sua calcinha e minha cueca, pego um preservativo e coloco, me acomodo no meio de suas pernas e penetro a mesma.
Ela geme meu nome a cada estocada que dou, cada vez mais fundo e rápido, vejo que ela já está bem perto e diminuo os movimentos, rapidamente meus pensamentos vão até Valentina, meus pensamentos vão para o dia que fizemos amor. Dispenso esses pensamentos pra longe e decido terminar logo com isso. Coloco mais fundo e segundos depois chegamos ao clímax juntos._Nossa Henrique... - Valéria fala ofegante.
Não respondo nada e saio de dentro dela seguindo para o banheiro.
Jogo o preservativo fora e ligo a ducha tomando um banho, raiva me sobe ao perceber que não consigo transar com ninguém sem me lembrar dela uma vez se quer. Assim que termino volto pro quarto e vejo Valéria de costas já vestida com sua roupa._ Será que seria possível não ficar nada estranho depois disso? Nunca rolou sexo além de beijo entre a gente. -Pergunto pra quebrar o silêncio enquanto fico parado no mesmo canto.
_Claro! Nada vai mudar Henrique. -Ela fala com a voz embargada e percebo que ela esteve chorando.
Você é um burro Henrique.
_Porque ta chorando Valéria?. -Pergunto ficando em frente a mesma.
Seus olhos estão vermelhos e lágrima escorrem de seus olhos.
_Isso não pode acontecer Henrique, não mais, foi momento de fraqueza nosso, não vou aguentar transar com você sabendo que vai gemer o nome dela sempre tivermos transando. -Ela me fala chorando mais ainda.
Droga! Como eu pude gemer o nome da Valentina enquanto tava com ela?
_Sei que desculpas não vai resolver, mais eu prometo nunca mais te tocar, juro. Quero apenas que fique e seja minha amiga, não quero brincar com você Valéria e muito menos ter um relacionamento sendo que ainda amo ela. -Digo com sinceridade.
_Eu entendo! Me desculpa também. Mais eu preciso ir pra casa, depois nos falamos. Não se preocupa, nada vai ficar estranho. -Ela sorri triste e sai do quarto.
Bufo de raiva por minha incompetência e me jogo na cama. Sou um estúpido.
Um tremendo estúpido.
Até a próxima
17/04
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A Procura Do Amor /1° Da Duologia
Roman pour AdolescentsUm futuro inteiro planejado. Sonhos a ser conquistados. Um amor perfeito. Mais nem tudo que planejamos, realmente da certo. Não tem como planejar uma vida inteira sem saber dos pequenos detalhes que podem acontecer e fazer seu futuro tomar um rum...