Capítulo 26

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_Como você acha que ela vai ser?.-Pergunta Cecília ao meu lado.

_Para de falar que é uma menina, você nem ninguém sabe ainda.- A olho.

_Eu sinto isso.-Ela sorri pra mim.

Estavamos apenas nos duas deitadas na cama, com as pernas no ar encostada na parede,como fazíamos quando criança. Desde que sai do hospital ela não me deixou um minuto se quer, muito menos minha mãe e Isabella minha irmã.

_Quando vai contar pra ele? Já pensou nisso?.- Ela me faz essa pergunta todos os dias e a resposta é sempre a mesma.

_Ele não merece saber, ele não ta aqui, ele me traiu entende. Não quis ficar comigo aqui quando ainda fui atrás dele. Porque seria diferente agora com uma criança? Sem contar que ele tem o futuro dele, mesmo sendo direito dele,eu não quero.- Ela para pra pensar no que acabei de falar e me olha.

_Você tem razão. Vai ser apenas nossa garotinha. Eu vou amar tanto sua filha, vou comprar brinquedos,roupas,vou levar pra passear.- Seus olhos brilham ao falar do meu bebê.

_Eu tenho sorte por ter você do meu lado. Saiba que te tenho como uma irmã e que te amo demais.- Deito no seu peito e fico ali, sentindo seu cuidado por mim.

Ficamos assim por um tempo como nos velhos tempos. Minha mãe chamou a gente pra almoçar e depois de tantos dias sozinha em casa eu me senti bem com elas ali junto comigo. Meu pai veio poucas vezes em casa, apenas me via e conversamos um pouco depois ele ia embora. Miguel não pisou aqui um dia sequer e agradeço por isso.

_Vou me deitar um pouco. To morta de sono. Vocês sabem, gravidez não é fácil.- Uso a desculpa que venho usando a dias e subo pro meu quarto ouvindo a gargalhada delas. Minutos depois Cecília vai pra faculdade e fala que volta amanhã novamente.

Deito me na cama e acaricio minha barriga,um pequeno volume já é bem notável e sorrio.

Roberta narrando.

_Mãe?- Chamo ela assim que entro em casa.

Não obtenho respostas e subo pra ver se ela está em seu quarto, mas ele ta vazio. Sigo pro meu quarto pensando que talvez ela tenha saído pra fazer compras.

Assim que abro a porta, me deparo com a pessoa que mais tenho nojo em toda minha vida.

Meu pai.

_Saí do meu quarto.- Mando e espero na porta ele sair.

_Sua mãe saiu já tem uns minutinhos, que tal aproveitarmos dessa vez? Que nem antigamente? Só que bem melhor dessa vez.- Ele me olha com desejo e sinto vontade de chorar mas me seguro.

_Não vou mandar outra vez você sair daqui.- Ignoro o que ele disse e vejo ele levantar.

Quando ele ia passar por min ele agarra meu braço forte e me empurra pra dentro do quarto. Antes que eu comece a gritar ele tampa minha boca.

Sua outra mão passeia pelo meu corpo e começo a chorar. Ele me joga na cama de uma vez e vem pra cima de mim, tento a todo custo me soltar mais não consigo.

E é ai que acontece. Ele levanta meu vestido e me toca, como tem feito a oito a anos. Mais pela primeira vez ele abusa de mim. Me bate enquato se empurra pra dentro de mim, puxa meu cabelo e fala coisas nojentas no meu ouvido. Eu não consigo fazer ele parar, minha voz ta embargada de choro. Depois dele chegar ao seu ápice dentro de mim ele me da um tapa.

A Procura Do Amor /1° Da DuologiaOnde histórias criam vida. Descubra agora