17º Capítulo

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Acordei mais uma vez com o toque do despertador. Abro lentamente os meus olhos e o meu olhar estava na direção da minha janela que deixava passar alguns raios de sol.

'' Mais um dia. '' murmurei para mim ao cair em mim que ia ter que voltar para a escola e encarar certas pessoas. Reviro os olhos e bufo longamente, esforçando-me ao máximo para sair da cama. Movo pesadamente as minhas pernas levantando-me, levo as minhas mãos ao cabelo ao reparar na bagunça que estava.

Apresso-me para o meu banho matinal enquanto vou diologando comigo mesmo num murmuro. Nunca fui muito normal e não era agora que ia passar a ser, certo? Sim. Assim que acabo o meu banho quente, apresso-me a secar-me e enrolo uma toalha á minha volta e outra no meu cabelo. 

Assim que entro no quarto, ouço o som de um telemóvel vindo do andar debaixo. Demoro cerca de 10 minutos a arranjar-me, coloco um pouco de maquilhagem e estou pronta. Agarro na minha mochila e no meu telemóvel e faço a minha descida diária pelas escadas, obviu.

- Vick, a tua mãe está ao telemóvel. - o meu olhar vira-se para William, que já estava pronto e o meu olhar ilumina-se num instante. A minha mãe, mais so que nunca, faz-me falta, principalmente, nestes dias em que vou ter que aturar a Sierra e a sua cobaia. Não era que ela fosse um apoio danado mas era a única com que eu sentia-me bem. Mais uma vez, é um setimento inexplicável.

- Passa. - Estendi a mão e o Will passou-me o telemóvel. - Mãe? 

# Filha? Victória, como tens estado, amor? #

Senti um grande nó a formar na minha garganta e sentia a minha voz presa na minha garganta. - Bem e tu? Como tens corrido ai em Milão?

# Bem. Tem sido maravilhoso, já sabes como sou, adoro tudo o que seja com raízes italianas. Está um pouco frio, como é obvio. #

- É bom saber que estás a gostar. - neste momento, William faz-me um gesto a dizer que estaria à minha espera no carro e apenas sorriu de leve para que ele perceba que, assim que acabe de falar com a minha mãe, irei ter com ele.

# Com vai a escola? #

Ela não sabes disfarçar e pelo tom de voz dela percebi que a ''escola'' que ela perguntava era outro assunto, um assunto chamado ''namoros''. - Hm, vai ahm bem, acho... - hesito a responder-lhe e pergunto-me porquê. Claro que vai bem, vai maravilhosamente, tenho como namorado o rapaz mais desejado e lindo de toda a escola. - Sim, vai bem. - corrigi-me.

# De certeza? Vá diz à mãe quem é o sortudo. #

Eu sabia, viram? - Ahm Edward... - murmurei - E a sortuda aqui sou eu.

# Eu bem vi que esse rapazinho andava de olho em ti - gargalhou - Porquê que tu és a sortuda e não ele? Ele conquistou o teu coração, coisa que muitos poucos conseguiram. #

É verdade mas será que conquistou mesmo? Eu gosto dele mas será que o amo, será que é com ele que quero passar o meu tempo? Unf, dúvidas. - Porque ele, pelo que percebi, é o rapaz mais desejado naquela escola e não são todas que chamam a atenção dele. Nem sei o que ele viu em mim. - dei de ombros mesmo sabendo que o meu gesto não seria visível por ela. - Já tive problemas à custa disso.- dei um sorriso ao lembrar-me que toda a raiva de Sierra era apenas inveja.

# Que problemas é que isso te traz? - riu de leve #

- Inveja, mãe. Já recebi uma chapada por isso e- - 

# Chapada?! - ela interrompe-me e a sua voz estava ligeiramente mais alta que antes. #

- Sim, mãe. Chapada. Ela aproveitou a aula de representação quando ensaiavamos '' chapadas fitícias '' e depois fez-se de cuitadinha. - olhava as minhas mãos em punho que agora faziam pressão sobre a mesa da cozinha. - Mas não te preocupes, ela também levou. - noto uma certa calmeza por parte da minha mãe e isto porquê? Porque antes nunca respondia devidamente e ao saber que já sei '' responder '' acalmou-lhe um pouco, porque sabe que as percentagens de isto voltar a acontecer são nulas ou muito improvalveís. 

o nosso erro || l.tOnde histórias criam vida. Descubra agora