Conversa Fatal (Creepypasta)

255 16 4
                                    

Suzane era a garota mais popular do colégio, ou quase isso. Muito querida e sociável, era a estrelinha do lugar. Numa tranquila noite de quase natal, férias começando e a saudade do colégio batendo, ela resolve ficar navegando na internet, se comunicando via facebook com seus amiguinhos que não veria por meses até ano que vem.

Seus pais resolvem sair para fazer compras de festividades de fim de ano e a deixam sozinha em casa. O tempo passa  e ela está ha quase duas horas teclando sem parar com os amigos e amigas, até que em seu Skype chega uma solicitação, na qual prontamente ela aceita. Tinha como apelido o nome de “@rL&Qu1n_58A”, totalmente sem sentido.

A pessoa misteriosa prontamente começou uma conversa com Suzane. Disse ser um amigo de amigo dela da escola, que no momento nem estava online. E que gostaria de conhecê-la. Ela, sempre simpática, deu abertura e iniciaram uma conversa básica de nome, idade, onde mora etc, passando de leve para um novo sentido e nível.

- Suzane, sempre reparei muito em você na escola. Saudades de poder te ver. Manda o seu facebook?

- Claro rs. – Prontamente manda o seu link.

- Já te adiciono, mas antes vou olhar um pouco suas fotos, ok?.

- Tudo bem.

- Havia até me esquecido como você é fabulosa, menina. Muito linda. Liga a cam para mim.

- Muito obrigada. Vai ligar também?

- Não tenho como ):

- Ah sim, tudo bem. Eu ligo para você, mas rapidinho porque vou dormir. – Suzane liga a sua webcam para o ser.

- Sua pele branquinha. Maravilhosa. Linda. Perfeita.

- Ai, obrigada, moço. Haha.

- Seus cabelos loiros e lisos. Tão grandes. Linda demais.

- Obrigadaaa. Não vou cortar mais rs.

- Olhos bonitos.

- Dizem que são bonitos mesmo. Que bom que você também acha. (:

- Boca bonita.

- Ui rs. Obrigada.

- Corpo bonito.

- Ok, já entendi.

- Unhas bonitas.

- Tudo bem. Chega.

- Coração bonito.

- Hã?

- Quero pegar e apertar o seu coração.

- Como assim?

- Aposto que seus órgãos internos também são muito bonitos.

- Pára. Está me assustando.

- Suzane, eu quero você. Pegar sua barriga e abrir. Poder olhar você por dentro. Beijar seu estômago. Alisar seu coração.

- Estou com medo de você. Sério.

- Quero botar a mão nas suas tripas, ainda viva.

- Quem é você? Pára de brincar com isso, idiota. – Suzane desliga a webcam.

- Ainda estou observando você enquanto usa seu facebook e conversa comigo pelo skype.

- Mentira. Vai arrumar algo para fazer, seu trouxa.

- Você está na sala, deitada no sofá com o notebook no colo. Usa pantufas de ovelha.

- Ai... – Suzane olha para os lados, amedrontada. As pantufas não havia como adivinhar. – Pára de brincar comigo, por favor. Estou assustada.

- Pergunte onde estou. Você vai saber quem sou.

- Não. Pára. Por favor. Deixe-me em paz. Eu vou chorar aqui.

- Onde eu estou, Suzane. Pergunte.

- Está bem... Onde você está?

- Na cozinha.

Suzane lacrimeja de tão assustada. Não consegue olhar para trás, onde a cozinha está.

- Por favor, pára. Já me pegou. Estou morta de medo. Agora diz quem é logo.

- Morta não está. Não ainda. Venha. Cozinha...

Ao olhar para a cozinha, uma sombra é avistada se movendo.

Ela grita alto e deita a cabeça no sofá se cobrindo o máximo que pode com a coberta, tremendo de medo, indefesa. Algo encosta nela segurando-a e apertando-a. Seu grito aumenta ferozmente e assustadoramente.

Horas depois seus pais chegam em casa e se deparam com uma cena horrível. Muito sangue em cima do sofá e sua filha de quinze anos deitada morta, toda aberta de cima para baixo. Seus órgãos internos não estavam mais lá. A única coisa que sobrou foi seu laptop com o facebook aberto e mensagens de amigos que jamais receberiam respostas.

Contos Diversos e Universos ParalelosOnde histórias criam vida. Descubra agora