■ ʟɪᴠʀᴏ 1
Melissa Lee sofre com um dom de ver espíritos e sua vida se resume em trabalhar num lugar para loucos, buscando ter a sanidade mental e morando com um pai que a rejeita.
Harry Styles é um rapaz que começa a fazer parte da vida de Melissa...
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Aquilo era algo sério a se considerar, porém muito importante para mim. Eu não me importava se estava errado, se desobedecia as regras da natureza, se eu seria punida por ter deixado que os meus sentimentos recorressem para outro canto ou qualquer outra condição. Não havia mais ódio entre nós, aquele era o ponto. — Tudo está mudando de sentido — falou Harry, bem baixinho enquanto acariciava o meu rosto. Era até estranho o modo como eu me sentia e chegava a ser espantoso. Eu sequer conseguia respirar direito por conta das suas palavras e, principalmente, por conta daquele seu toque. — Não era o meu objetivo aparecer para você e... sentir isso. Eu não tive a intenção, acredite. — Mas... — Era fácil no começo — Harry me interrompeu, apressado e com medo de alguma coisa —, porque eu só tinha um objetivo em mente, uma coisa a fazer, logo conseguia tratá-la da maneira como era previsto. Sentimentos doem, Melissa, e foi o que aconteceu comigo quando eu estive aqui, nesse mundo. Então você não pode... sentir isso por mim. — Eu não tenho como mudar. — Está errado — repetiu ele, depois me soltou e foi para longe. Daquela vez parecia preocupado, como se fosse perder o controle. Não consegui evitar o vazio quando ele simplesmente se afastou, afinal, por que ele estava agindo daquela maneira? Ele me beijava e dizia todas aquelas coisas, então como queria que eu pensasse? O que ele realmente desejava? — É impossível de acontecer, Melissa.
Bufei, evidentemente irritada. — O que você pretendia quando me mostrava tudo aquilo? E quando me beijou e me olhou daquela maneira? — Era só manipulação, mas... — Mas o quê?
Harry balançou a cabeça, como se quisesse afastar os próprios pensamentos. — Esqueça isso, esqueça tudo o que eu disse! — pediu, e eu acabei ficando perplexa com aquilo. — Por favor, volte a fazer o que você estava fazendo. — Não!, você me deve respostas. — Não seja tão ingênua — Harry reclamou, se aproximando novamente. Naquele momento, fiz questão de me afastar dele. A sua aproximação fazia tudo parecer muito complicado, ele passava a mexer comigo de formas que eu não estava habituada. — Por favor, Melissa... — suplicou, tentando se aproximar mais uma vez. — Como pode mudar de atitude assim de uma hora pra outra?! O que você acha que eu sou, afinal? Um brinquedo? — ataquei, chateada com ele e comigo mesma. Harry era caótico, porém eu também nutria da mesma natureza. — Eu sou um ser humano e sinto as coisas, Harry. Não sei se você já percebeu, mas sou sensível demais, as emoções me contaminam de forma exagerada. Talvez posso não demonstrar, mas sinto cada sensação. Se odeio, odeio com todas as minhas forças. Se amo…
Parei, muito incomodada. — Eu sei que pareço confuso, mas isso tudo é para o seu próprio bem — falou ele, com ar de insultado. — Talvez não resolva tanto, mas será menos pior quando tudo acabar. Nunca imaginei que poderia acontecer, Melissa..., não me culpe.