CAPÍTULO 29

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Leandros

— Então é aqui que você está... — eu sussurrei pra mim mesmo, vendo o local exato em que ela se encontrava no satélite. Então completei olhando pra tela do meu próprio celular. — Quem diria, não é. 

Eu tinha acabado de rastriar seu celular, e não poderia ter me saido melhor que isso. Acabei descobrindo que ela tinha acabado de chegar aqui. Um Bar não muito longe da fazenda. Eu criei especialmente para as pessoas dessa região, só que o lugar ficou tão popular, que acabou atraindo a atenção dos moradores da cidade. Tanto, que eles não se importavam de dirigir para o outro lado da cidade, a procura de diversão.

Relaxei na cadeira do meu escritório. Não acreditando na minha sorte. Ariel parecia tão empenhada em me irritar hoje na hora do almoço, que se recusou a me dizer para onde ia. Pois bem, ela acabou vindo pra mim do mesmo jeito. E o melhor de tudo, é que Ariel nem sonhava que o lugar que ela estava agora, pertence à mim.

Claro que mesmo ela indo para outro lugar, eu iria atrás do mesmo jeito. Nem fodendo eu iria deixar ela sozinha! Na verdade, eu estava contando com isso. Por isso rastriei seu celular, pra saber onde ela iria essa noite. Ariel estava muito enganada se pensou que eu iria depender da nossa conversa do almoço. Eu não era esse tipo de homem, que ficava esperando as coisas caírem do céu. Se eu quisesse saber seu paradeiro, eu saberia. Nem se pra isso, eu gastasse uma bela grana. Eu não precisava da sua boa vontade, ou do seu bom humor, pra saber aonde ela pisava o pé. Não precisava mesmo. 

Deixei meu celular na mesa e levantei, pegando um copo de caipirinha que eu tinha mandado trazer pouco tempo antes. Caminhei até ficar de frente pra única parede de vidro fume, que me permitia ter uma visão privilegiada de todo o lugar. Dei um gole na bebida enquanto observava as pessoas rindo e se divertindo lá em baixo. Algumas preferiam ficar no Bar, outras na pista de dança, e algumas outras mais, na área vip. Que por sinal estava lotada. A música tocava alto, tanto que a parede de vidro a minha frente tremia toda vez que Brunno cantava mais alto.

Meu pau endureceu quando eu lembrei do que iria fazer com ela quando eu a encontrasse. Ela tinha me tirado do sério, aponto de eu chegar a desligar o telefone na sua cara. Ariel tinha que aprender a falar direito comigo, eu não era um dos seus negos. Eu era louco por ela. Totalmente obsecado, mas ela tinha que aprender a parar de ficar descontando sua raiva e frustração em cima de mim. Como se eu fosse o culpado de todas as coisas que a incomodava.

Você é um dos meus problemas! Tenho que lidar com vocês todos os dias!

Ela tinha dito isso hoje pra mim. Como se fosse um sacrifício ficar comigo. Fiquei tão furioso quando ela gritou isso pra mim... Ariel não reclamava quando eu fazia ela gozar repetidas vezes seguidas, e era com isso que eu estava contando.

Descidido a colocar minhas mãos em seu corpo o mais rápido possível, sai do escritório e fui até a sala de segurança. Chegando lá. Um dos seguranças que estava sentado de olho no grande munitor que exibia as imagens que as câmeras de segurança registravam em tempo real, perguntou.

— Algum problema, Senhor?

— Quero encontrar uma pessoa, ela acabou de chegar. Deve estar lá fora ainda — eu respondi também de olho nas imagens a minha frente. — Quero ver todas as câmeras de lá de fora, por favor.

Rapidamente, o munitor começou a exibir as imagens que eu pedi. Lá fora, uma fila enorme com pessoas empolgadas esperavam pra entrar. Não demorou muito pra encontrar a Ariel. Ela estava com um vestido preto que se encaixava muito bem nas curvas do seu corpo, que faziam os homens entortarem a cabeça pra olhar. De longe a mulher mais linda. Ela era a última da fila, com Ângela e uma outra mulher logo a sua frente, que eu dedusi ser sua irmã. Elas estavam rindo, animadas. Nem pareciam se importar com a fila enorme, ao contrário de mim.

Duas Semanas De Puro PrazerOnde histórias criam vida. Descubra agora