Assim, tudo começa na gravidez, na criação de expectativas de uma família.
É importante definir claramente as tarefas de cada um, para que nos possamos organizar e saber exatamente qual o seu papel nesta nova família.
Há que promover a readaptação, a esta nova fase. Não é pior, nem melhor, é diferente!
Após o nascimento da criança, o "tempo de casal", por exemplo jantares a dois, saídas à noite, idas ao cinema, e "tempo individual", cuidados com a sua imagem, idas ao ginásio, saídas com amigos ou simplesmente almoçar fora, estão altamente comprometidos pelas rotinas e necessidades dos bebés. Há que nos adaptar aos novos horários e necessidades.
Há que aproveitar todos os recursos da vida social, por exemplo familiares, amigos, padrinhos, infantários, para que o casal possa retomar, aos poucos, algum do seu "tempo de casal" e voltar a ter alguns dos seus momentos de interesse, intimidade e paixão.
O meu primeiro choro foi o primeiro grande momento inesquecível da maternidade. Mas como assim, não seria o choro do Rui e do Sérgio ao nascer?
Não! A transformação definitiva, a sensação de que a minha vida ia mudar por completo, o tal cair da ficha, só se deu realmente, quando fui ao primeiro ultrassom, momento este que eu elejo como inesquecível, pois foi através dele que eu percebi que todos os títulos que outrora acumulei, que todas as conquistas até ali, de nada valiam ou importavam, pois a minha vida recomeçava a partir dali.
O dia em que escutei as primeira batidas do coração do Rui e do Sérgio.
O som mais forte e compassado, a música mais intensa, o calor mais acolhedor, som que desencadeou uma sequência de emoções, que culminaram em choro.
O choro dum pai que nascia ali, do homem que se redescobria, ao entender que uma nova fase tomava forma, choro com um misto de insegurança, novidade.
O choro que revelava um novo Filipe ao mundo e a mim mesmo, o choro capaz de selar completamente o meu destino.
Choro que imprimiu no meu coração, na minha alma, que agora a vida fazia sentido, que tudo se encaixava, que eu era pai. Nós éramos pais, e que o amor pulsava forte dentro de nós.
Simão estava tão emocionado quanto eu.
A maternidade nos transforma não é mesmo?
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Amor sem limite
RandomMinha história podia ser como tantas outras, mas começou de uma forma muito diferente. Me casei com um homem, que já fora mulher, e mudou para me fazer feliz e ser feliz. Com ele tive 2 filhos gémeos, 100% nossos. Mas filhos, não é só coisas boas...