- An.. É porque...
- Porque eu caí em um lago. - Ela o interrompe. - Estava afogando-me e ele estava passando, ao me ver naquela situação, ajudou-me. - Mente.
- Ah sim. Em nome do rei e da rainha, lhe agradeço por salvá-la. - Aperta sua mão. Cristopher tem que controlar o impulso de não sorrir. Ele realmente havia acreditado naquilo? "Ela é boa." Pensou.
- O que houve? - Ergue a sombrancelha.
- Podemos ir? Quando chegarmos eu lhe explicarei. - Ela assente com a cabeça.
- Espera, esqueci algo. - Lembra-se. Cristopher olha para seu pescoço e entende o que ela acabara de esquecer.
- Quer que eu lhe acompanhe? - Augustus se adianta.
- Não precisa. Serei rápida. - Explica e se retira.
- Eu vou indo. - Cristopher lhe dar um aperto de mão.
- Novamente lhe agradeço... - Augustus começa.
- Não precisa. Faria isso por qualquer pessoa. - O interrompe e se retira.
Allison lembra exatamente onde fica o caminho para aquela cachoeira. Assim que chega encontra a caixinha próxima ao lago. A pega e abre, o colar ainda está lá dentro.
- Ainda bem que não roubaram. - Respira fundo. No caminho de volta esbarra em alguém.
- Olhe por onde anda! - Levanta rapidamente e ao olhar para a pessoa que acabara de esbarrar, estremece. Não sabe ao certo o que é essa sensação estranha, mas não lhe parece boa. - Austin. - Sorrir.
- Meu amor. - Num impulso a abraça e sela seus lábios.
- Ei, aqui não! - Lhe repreende.
- Quero que vá comigo a um lugar. - Estende a mão.
- Mas Austin, tenho que voltar. Augustus...
- Serei rápido. - Afirma e ela assente. Sabe quem é Algustus, uma vez ele quase lhe viu no quarto de Allison, ainda bem que ele conseguiu escapar a tempo.
- Estamos chegando? - Pergunta um pouco nervosa. Se Augustus perceber que ela está demorando muito, sabe que ele irá atrás dela e isso não será nada bom.
- Na verdade, já chegamos. - Para em frente a uma pequena cabana. Vai até ela e a abre. - Primeiro as damas.
- Faz um gesto com as mãos, para que ela entre. Seu queixo cai ao entrar.É tudo simples, porém lindo. Há um caminho de pétalas de rosa que vai até uma cama, com um lustre logo acima, no teto. Há um sofá num canto com uma mesinha na frente e em cima dela tem um vaso com rosas vermelhas e lindas. Do outro lado, um pouco distante da cama, tinha uma mesa com velas e um lustre acima também. Por fora é muito simples, até mais que a casa de um camponês, mas por, dentro é tudo simplesmente incrível e bem detalhado.
- Bem-vinda ao meu humilde lar. - Fala sorridente.
- Não seja modesto. - O encara. - Aqui é maravilhoso.
- Que bom que gostou. - Se aproxima mais, deixando um caminho de beijinhos por seu pescoço.
- Agora tenho que ir Austin. - Se afasta um pouco. - Augustus deve estar esperando-me. - Explica.
- Ah! Fica só mais um pouco. - Faz biquinho, arrancando-lhe um sorriso.
- Gostei de conhecer esse lugar, mas você sabe que tenho que ir.
- Por favor, amor. - Pede passando a mão em seu cabelo.
- Outro dia venho lhe visitar, para passarmos mais tempo juntos. - Afirma, mas ele a beija.
Suas mãos estão sobre a cintura dela, segurando-a firme. A princípio ela corresponde, mas logo se preocupada. Realmente precisa ir, mas Austin a segura firme, impedindo-a de sair.
- Fica só mais um pouco. - Fala a fazendo cair na cama e se deitando lentamente.
Ela sabe que isso é errado e nem mesmo ela quer isso, apesar de estar tudo lindo, não sente-se preparada. Se desvencilha de seus braços e levanta rapidamente.
- Austin você sabe que isso não está certo e o que acontecerá depois. - O lembra. - Seremos exilados, ou chicoteados em praça pública ou até mesmo seremos obrigados a se casar. - Continua, enquanto ele se aproxima.
Mal ela sabe que é exatamente isso que ele quer, que ambos sejam obrigados a se casarem. Só assim conseguiria passar o resto da vida com a pessoa que ama, mas ele também sabe que isso está errado. Que as consequências será pior pra ela, que é mulher, mas conseguiria superar. Ela vai em direção à porta, mas ele segura seu braço, a puxando para perto. Continua a beijando, enquanto ela tenta sem sucesso, se desvencilhar de seus braços. Agora o desespero toma conta dela. Apesar de amá-lo, ela não é tola e sabe que ele está matendo-a ali, à força.
- Austin, solte-me! Você está me machucando. - Reclama, mas ele finge não ouvir. - Austin, por favor. - Implora, mas ele continua segurando-a forte. Ela tenta tão desesperadamente se desvencilhar de seus braços, que acaba perdendo as forças e desmaiando. Ele começa levá -la para perto da cama, mas alguém aparece, o fazendo estremecer.
- Solte ela! - Cristopher ordena. Ele passara por ali e ouviu seus gritos, reconhecendo a voz de Allison.
- Senhor eu...
- Não tente explicar nada. - Fala furioso. - Apenas me dê a garota, que a levarei para casa. Austin hesita, mas a entrega em seus braços. - Mas tarde conversaremos sobre isso. - Diz por fim e se retira, com Allison em seus braços. No caminho encontra Algustus.
- O que houve? - Se desespera.
- An... Não sei. Acho que a pressão caiu e ela desmaiou. - Explica.
Ele aprendeu algumas coisas de medicina com sua mãe, para que quando ele precisasse, soubesse se ajudar e/ou ajudar alguém, pois somente o rei e a rainha podem ter conhecimentos de medicina e outras coisas, mas o resto do reino não, exceto os que tivessem esse posto, como os próprios médicos
- Me dê ela, irei levá-la para o castelo. - Estende os braços e ele a entrega. Pega a caixinha com o colar e o entrega. Ele guarda no bolso e a leva para a carruagem.
- Eu os acompanho. - Se aproxima.
- Não será necessário. - Afirma.
- Eu insisto. Estou preocupado e gostaria de saber se ela está bem. - Algustus assente, se dando por vencido. - Irei logo atrás, a cavalo.
E assim eles foram. Ao chegarem no portão os guardas abriram caminho no mesmo instante que os viram com a princesa nos braços.
- O que aconteceu?! - A rainha foi a primeira a perguntar, assim que entraram.
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Huum, que tensão não acham? Perdoe-me a demora para atualizar o capítulo, é que ultimamente estava bem corrido. Mas em breve postarei mais capítulos aqui e nos outros livros.
😚❤
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Até que A Vingança Nos Separe
RomanceEle só tinha doze dias para escolher a mulher perfeita para se casar, antes que tivessem que escolher para ele, ou pior, ele tivesse que sofrer graves consequências. Ela jurou que jamais se apaixonaria, e que iria se vingar daquele que a comprasse...