ESPECIAL 03: only love it when have sex

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especial 03: only love it when have sex


- Mãe, pede pro pai me deixar ir, por favor! Não vai acontecer nada. – Rafaella implorou pela milésima vez naquela manhã.

- Rafaella, vai dormir, vai encher o saco da sua vó, sei lá. – Eu falo tentando me concentrar nos vestidos que estava desenhando. Ela bufa. – Se o seu pai não deixou, paciência. Você não vai morrer porque não foi para uma festa, não se preocupe.

Ela revira os olhos. – Mas mãe, todo mundo da minha sala vai!

- Eu não queria dizer isso, mas você não é todo mundo. – Segurei a vontade de gargalhar ao dizer essa frase. – Você é uma piveta, só tem quatorze anos, e outra, se você fosse você iria pedir dinheiro para quem? – Ela fica pensativa. – Exato, quando você começar a trabalhar não vai mais precisar pedir para o seu pai, mas por enquanto você vai ficar bem caladinha na sua.

Minha filha era bonita para um caralho. Seus cabelos eram tão loiros a ponto de cegar um, seus olhos eram azuis, ela tinha um corpo avantajado para sua idade, e bem... ela era meio "idiota" como a mãe, então eu entendo completamente a decisão de Rafael não a deixar ir.

- Eu queria dizer que você era hipócrita porque você vivia festejando na minha idade, mas é mãe, você era quieta. Droga, eu não tenho argumentos. – Ela pragueja e eu não consigo segurar a gargalhada.

- Escuta o que eu vou dizer. – Largo o desenho e ela olha fixamente para mim. – Você não vai perder nada. Nessas fotos as únicas coisas que têm é: maconha, droga, cerveja, mais droga, e quem sabe algum espertinho querendo te comer. – Eu era bem liberal com a Rafaella, eu queria que ela entendesse o mundo que nós vivíamos, e bom, nada que eu falar vai ser pior do que minha mãe me falava. – E a última coisa que você vai querer é ser viciada, ficar bêbada ou perder a virgindade com um babacão qualquer, procede?

Ela suspira, mas assente. – Mas mãe, o Gustavo vai... as minhas amigas vão também. – Ela reformula a frase, mas eu já tinha pegado a danada.

- O Gustavo não vai gostar mais de você porque você vai para festas, acredite em mim. Vamos fazer assim, vai para o Shopping com a filha do Luba, ou com a da Maethe, ou com a da Gabs, vocês não são todas amigas? Ou pede uma pizza e madruguem no seu quarto. – Eu dou as opções e ela fica pensativa. – Quando você completar seus quinze eu deixo você ir para uma festa, e aí você vai escolher voltar ou não.

- Tá bom, vou ver com as minhas amigas se elas querem ir para a tal festa ou vir aqui para casa, e vou falar com a Aline, Clara e Bianca também. – Ela cita o nome das filhas dos meus amigos.

- Boa garota. – Falo e pisco para a mesma. Ela sai do meu escritório e eu tento voltar a me concentrar no desenho, mas eu broxei completamente naquilo, e decidi ir cozinhar alguma coisa. Quando chego na cozinha Rafael está fazendo café. Reviro os olhos.

- Está com fome? – Pergunto pegando uns pães bolas e hambúrguer.

- Fome de sangue. – Ele debocha e toma um gole de seu café. – Você não deixou aquela pirralha ir para aquela porra, né?

- Já estamos conversadas. – Falo simples e deixo o hambúrguer descongelando na pia, e vou pegando outras coisas para colocar no lanche. – Ela vai chamar umas amigas aqui para casa, ela vai pedir alguma coisa para comer e elas vão ficar assistindo.

- Porra de geração. – Ele resmunga e eu gargalho fritando meu hambúrguer. – Faz um para mim, por favor. – Ele pede e eu jogo outro hambúrguer na panela.

- MÃE O GUST... – Rafaella grita e entra correndo na cozinha, ela não termina a frase ao ver seu pai a olhando com a cara mais feia do mundo.

- Quem, garota? – Ele fala devagar, até eu estava com medo. Ela olhou para mim com os olhos suplicantes, mas eu apenas mexi os lábios a mandando um "se fodeu", e voltando a fazer minha comida.

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