A jaqueta e o sofá

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Conrad segurou o rosto dela com as mãos e a beijou, seus lábios, eram suaves, doces e quentes, assim como no sonho. Ela repousou suas mãos sobre o peito dele, que  desceu suas mãos para a cintura dela, puxando-a mais para si e aprofundando-se em seus lábios com fervor.

Julia cessou o primeiro encontro de seus lábios. Conrad a observava. Júlia abaixou o olhar e levou os dedos da mão direita até seus lábios, levantou os olhos que se encontraram com os dele, que brilhavam e a miravam fixamente.

Ela se virou e subiu correndo as escadas, que davam acesso a entrada do prédio, não dando chance e muito menos tempo de Conrad falar ou fazer algo, ele apenas a olhou, ainda estava hipnotizado pelos lábios e o belo par de olhos verdes que se assemelhavam aos dos anjos.

 Naquele momento ele podia jurar que havia encontrado o amor de sua vida.

Ela entrou no apartamento rapidamente e escorou-se na porta já fechada, estava ofegante, só não sabia ao certo o motivo, se era por haver subido as escadas correndo ou pelo tremendo beijo, aquele dado a minutos atrás e que sua mente não deixava de reviver.

Já estava escuro, as luzes estavam apagadas e a noite já se fazia presente, o local estava silencioso, ela ligou a luz, foi quando percebeu que ainda estava com a jaqueta de Conrad; e também que esqueceu-se de sua mochila no carro dele. Ela retirou a jaqueta e a segurou com as duas mãos; caminhou até a sacada onde era possível ver a entrada do prédio, o carro de Conrad já não estava ali, ele tampouco. Então voltou seu olhar a roupa que ainda se encontrava segurando, a levou até seu rosto e sentiu aquele perfume amadeirado que ai podia ser sentido, era gostoso, o cheiro, e o que ele recordava. Era como se naquele instante voltasse a estar em seus braços, ela mergulhou a face ali como se mergulhasse nos lábios dele novamente.

Naquele instante ela se deu conta de que o que sentia era mais que deslumbramento ou apenas paixão. O amor havia feito morada em seu coração.

Julia deixou a jaqueta sobre um dos sofás da sala, caminhou vagarosa até a porta do quarto de sua amiga e tocou duas vezes, Daniela não respondeu, Julia abriu a porta tentando não fazer ruídos, a luz estava desligada, viu uma silhueta coberta na cama.

"— Ela está dormindo, não vou incomoda-la." – Pensou Julia.

Então foi para seu quarto, tomou um banho, colocou sua camisola preta e por cima o roupão, então secou seus cabelos rapidamente. Clarões entravam pelas janelas, haviam voltado a chover, porém mais intensamente.

Foi até a cozinha e pôs água a ferver no fogão, queria um chá, sua amiga estava dormindo e ela estava sem fome depois de tudo, só queria pensar em tudo que aconteceu, portanto não faria janta.

Estava colocando a água já fervente na xicara e perdida em seus pensamentos quando a campainha do apartamento toca e ela se assusta, derramando um pouco dela no dorso de sua mão. Fazendo-a dar um grito de dor.

Quem estava na porta ao ouvir preocupou-se e adentrou o apartamento, olhou para a moça e a viu colocando a mão embaixo da agua da torneira. Deixou as coisas que trazia em suas mãos sobre a mesa, fechou a porta e aproximou-se dela. Ela olhou-o assustada.

— O que faz aqui? Como entrou em minha casa assim??? – Disse Julia.

— O que aconteceu aqui? –Olhou a chaleira – Derramou agua quente não foi?

— Foi! Você ainda não me respondeu como entra assim na minha casa sem ser convidado! –

— Julia deixe-me ver a sua mão! Depois a gente conversa sobre o que você quiser. Prometo-lhe. – Disse Conrad, olhando no fundo dos olhos dela.

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⏰ Última atualização: Sep 08, 2021 ⏰

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