Capítulo 3: O "acidente"

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Fico um tempo deitado, assustado, paralisado por causa do que havia acabado de ocorrer. Me levanto, pego um casaco, as chaves do carro e saio pela cidade, de madrugada, para tentar me acalmar e raciocinar um pouco.


Enquanto passeio pela cidade, paro em uma loja de posto, para comprar alguns doces. Quando paro no posto, pelo retrovisor, enxergo ele de novo. Nem abro a porta, apenas ligo o carro de voltam e saio correndo dali.


"O que é isso!?"


Fico perguntando em minha mente, repetidamente, para mim mesmo. Até que o escuto falando para mim:


- Pare de tentar me evitar.


Dou um grito desesperado e paro o carro no encostamento mais perto, por sorte estava ao meu lado.


- Quem é você!?


Pergunto novamente.


- Eu sou você Luis.


- Por que você insiste em dizer que é eu!?


- Porque, eu, sou você. Eu sou toda a maldade e coisas ruins que você tem em sua alma, em forma humana.


Assustado, pergunto:


- Então por que você não é igual a eu!?


- Eu quis ter uma forma própria, não quis ser um lixo.


Ofendido, começo a chorar.


- Por que você existe?


- Sua alma é formada por sentimentos, momentos e ações. E cada um desse itens são... "Espíritos" e eu simplismente sou a junção de tudo o que é ruim.


- Quer dizer que eu estou sem um pedaço da minha alma!?


- É... Exatamente!


Eu arregalo meus olhos e começo a tocar em mim mesmo, como se quisesse sentir algo.


- Por que eu me sinto normal?


Pergunto.


- Você não sente que tem uma alma, não? Enfim, agora me de a direção desse carro.


Quando pisco, estou no banco do passageiro. Não sinto conseguir me mexer, então olho para o lado e ele esta na direção.


- O-o que você pretende fazer?


Fazer você sofrer é claro!


De repente ele acelera muito forte, em direção a uma árvore gigante e eu dou um berro.


- Me diga como vai ser no Hospital.


Ele fala com uma cara de maníaco e logo após some.

O meu eu do malOnde histórias criam vida. Descubra agora