— Espera... Max? — Parece incrédula.
— O próprio. — Faz pose de superior, mas há humor em sua voz.
— Como você está diferente. — O abraça, sorridente. — Pensei que só viesse a tarde.
— Quis fazer uma surpresa. — A aperta em seus braços.
— E que suspresa boa. — Se afasta.
— Você também está diferente. — A olha dos pés a cabeça. — Como cresceu e ficou bonita.
— Espera, então antes eu não era? — Finge estar brava.
— An... Mais ou menos. — Ela cruza os braços. — Brincadeira, sempre foi.
— Ah bom. — Faz bico e ele suprime o riso.
— Então, onde estão nossos pais? — Seu olhar parece perdido.
— Filho! — Sua mãe diz assim que o vê e vai em direção a ele para abraçá-lo.
— Oi mãe. — Sorrir. — Pai. — O abraça, assim que ele se aproxima.
— Como você mudou meu filho. — Diz ela, tocando em seu rosto. — Como tem pessado.
— Muito bem mãe. — Afirma, mas seu olhar denuncia que está mentindo, porém apenas Allison percebe.
— Venha, chegou a tempo. — Sua mãe segura em sua mão. — A comida logo será servida. — Avisa.
— Mãe, não precisa disso. — Encara sua mão e ela o solta. — Já estou grande.
— Mas sempre será o meu garoto. — Confessa e Allison suprime o riso.
— Preciso arrumar minhas roupas em algum quarto e tomar um bom banho. — Ela assente com a cabeça. — A viagem fora longa.
— Venha comigo, vou lhe mostrar onde você ficará. — Allison o chama. — Logo alguém virá pegar suas coisas e arrumá-las em seus aposentos.
— Está bem. Vamos. — Ele a segue.
— Este é um dos quartos de hóspedes. — Avisa. — Espero que se sinta confortável aqui. Ele é bem espaçoso e aconchegante.
— Concordo. — Balança a cabeça positivamente. Alguns empregados chegam com suas bagagens e algumas coisas para o quarto, como: forro de cama, cobertor e até travesseiros, apesar de já terem alguns na cama.
— Bom, vou deixá-lo a vontade e qualquer coisa é só chamar. — Sorrir gentilmente.
— Obrigada Alli. — Ela apenas assente com a cabeça e se retira.
(...)
— Onde está Max? — Pergunta sua mãe, assim que a vê descendo os degraus da escada cobertos com veludo bordô.
— Não o vi desde que saí do quarto para que ele ficasse a vontade. — Explica.
— Deve estar descansando. — Deduz. — A viagem fora muito longa e cansativa.
— Bom. — Respira fundo. — Vou para os meus aposentos. — Se retira.
Allison entra em seu quarto e fecha a porta, mas logo alguém bate.
— Posso entrar senhorita? — Pergunta do outro lado da porta.
— Entre. — Permite. — Venha aqui. — Murmura e ele se aproxima mais. — Eu quase descobri o que meus pais escondem. Acredita que meu pai agora está do lado de minha mãe. — Franze a sombrancelha.
— Eu escutei a discussão. — Confessa. — Não que eu estivesse ouvindo atrás das portas, mas...
— Tudo bem. — O interrompe, começando a ficar impaciente. — Você sabe de algo? — Fala quase num sussurro. Ele olha para os lados, se certificando de que ninguém está os escutando.
— Eu ouvi o rei falando sobre guerra. — Sussurra. Ela fica boquiaberta e coloca a mão na boca, perplexa.
— Guerra? Como assim? — Pergunta incrédula.
— Não sei ao certo, mas parece que a rainha está preocupada. — Engole em seco. — Ouvi eles falando sobre o reino está com problemas e que provavelmente, pode haver uma guerra. — Explica.
Allison sente suas pernas ficando bambas e se senta no sofá de veludo para não cair. A garota balança a cabeça algumas vezes, em sinal de negação e tenta digerir o que acabara de ouvir.
— Não, não pode ser. — Passa a mão na cabeça. — Isso seria... — Sua voz trava.
— O fim. — Ele completa. — Ao que parece, todos estão preocupados. — Se abaixa e a encara. — Mas não quiseram lhe falar nada, para que não ficasse preocupada.
— Agora entendo o porquê de meu pai concordar com minha mãe, a respeito de eu ter que me casar. — Suspira.
— Não sei exatamente o que isso quer dizer, mas não diga que te contei, por favor. — Pede.
— Está bem, não direi. — Ele assente com a cabeça, levanta e vai em direção a porta. — Gus... — Ele se vira e a encara. — Obrigada por me contar. — Ele lhe dar um sorriso e se retira.
Ela finalmente consegue se levantar, pega duas toalhas e vai para o banheiro. Toma um banho e enquanto sente o frescor da água, se permite esquecer do que acabara de saber. Logo se enrola na toalha e enrola outra no cabelo. Assim que sai se assusta.— Oh céus! O que está fazendo aqui? — Tenta se recuperar do susto.
— Desculpa eu... — Passa a mão no cabelo, claramente constrangido. — É que eu me perdi. — Max tenta explicar.
— Oh. Para onde estava indo? — Se aproxima e ele recua, com um brilho estranho no olhar. Ela pega seu vestido lilás que havia deixado em cima da cama e vai para o banheiro. — Espera só um momento. — Pede e fecha a porta do banheiro.
Ele anda de um lado para o outro, um pouco nervoso. Não sabia ao certo o porquê de estar assim, provavelmente era por conta desse momento constrangedor. Após anos, nunca havia visto sua irmã assim e se sentia envergonhado, ou talvez, fosse ppr conta do que ele escondia de Allison.
— Pronto. — Sai do banheiro usando o vestido e com o cabelo já penteado. — Então, não lembra onde é seu quarto?
— Sinceramente, não. Muito menos onde é a cozinha e estou com fome. — Passa a mão na barriga e ela suprime o riso.
— Vem. — Segura em sua mão. — Vou te mostrar todos os cômodos, principalmente a cozinha. — Brinca e ele sorrir.
Reino Watson
— Senhor, o que acha de se encontrar com algumas donzelas? — Pergunta o conselheiro real.
— Explique. — Pede, não entendendo onde ele quer chegar.
— Digo, poderíamos organizar um encontro com algumas jovens de alguns reinos, para que o senhor as conheça e assim, no dia do baile já tenha em mente a escolhida. — Faz uma pausa e pensa um pouco. — Ou pelo menos já conheceria algumas e tornaria o clima mais agradável no dia do baile.
— Quer saber Jordan, acho uma boa ideia. — Fica animado. — Amanhã mesmo farei uma lista com o nome de alguns reinos e pedirei que espalhem cartazes por eles, para informar as damas a respeito disso. — Sorrir. — Quem sabe assim eu encontre minha futura esposa e no baile só torne tudo oficial. — Seu olhar fica distante.
— Espero que sim. — Afirma Jordan, balançando a cabeça positivamente.
(...)
Desculpem se houver erros. Espero que estejam gostando da história ☺🤗
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Até que A Vingança Nos Separe
RomantikEle só tinha doze dias para escolher a mulher perfeita para se casar, antes que tivessem que escolher para ele, ou pior, ele tivesse que sofrer graves consequências. Ela jurou que jamais se apaixonaria, e que iria se vingar daquele que a comprasse...