— Essa não, essa também não, quando foi que comprei isso? — Eu estava na frente do espelho tentando decidir o que usar. Não podia aparecer na frente de Pablo como um mal trapilho, não que isso fosse realmente importante, mas queria parecer seguro. Eu desisti de procurar qualquer coisa, então peguei a primeira calça que avistei e uma camisa listrada.
Fui tomar outro banho, agora eu não estava com tanta pressa, nem sabia se devia mesmo encontrar com Pablo. Sai de roupão do banheiro e minha mãe estava sentada na cama!
— Você vai sair hoje?
— Claro que não, Pablo está vindo pra cá. — Falei rindo.
— Ah sim, vocês estão se dando tão bem. E como ele está?
— Graças a Deus está curado. — Eu disse arrumando minha sombrancelha. Foi fácil convencer ela, pois eu estava sendo verdadeiro. — Ou não. — Dei de ombro.
— Enfim, vim avisar que eu e seu pai vamos sair, no domingo voltamos!
— O que? Mas mãe, é quinta-feira!
— Eu sei, eu e seu pai precisamos de um tempo pra nós, e pra fazermos se...
— Não se atreva a terminar de falar mãe, que horror! — Falei levando as mãos aos ouvidos.
— Não seja dramático. — Ela se levantou. — E eu sabia que você e seu primo iam acabar juntos!
Eu nem ligava para o que minha mãe dizia, ainda mais se ela falasse que eu ia ficar com Pablo pra sempre, parecia absurdo pra mim, até porque o gosto dele por médicos não se refletia a mim.
Fiz apenas sorrir, estava ficando difícil resistir a essa hipótese.
Já era sete horas quando escutei alguém buzinar na frente da minha casa, era Pablo claro, em um carro conversível preto (Afinal quantos carros ele tem?), esse era muito mais bonito que o outro, e com certeza mais caro.
— Nossa que carro incrível. — Disse observando o atentamente.
— Mais incrível está você Vítor, desta vez você caprichou! — Revirei os olhos.
— A gente faz o que pode né!
— Mas você está bem de qualquer jeito! — Eu fiquei vermelho. — E quando você fica vermelho é mais lindo ainda.
— Agora pare! — Afinal quanto vermelho mais eu poderia ficar?
— Cadê seus pais?
— Viajaram. — Falei um pouco apressado.
— Então não vou deixar você sozinho aqui, que tal você ir conhecer minha casa?
— Eu sei que você mora em um apartamento.
— Jamais, só fico lá de vez em quando. — Olhei para ele e cruzei os braços.
— Pensei que você quisesse conversar.
— Vamos conversar no caminho, você tem dez minutos para fechar tudo.
Eu sai rindo da vida, nada podia ser mais perfeito que isso, estar com ele sozinho, era tudo que eu queria. Mas eu queria deixar claro, ainda estou chateado.
— Vamos logo! — Ele abriu a porta pra mim.
— Bem educado!
— Pronto para conhecer minha "casinha"? — Não sei porquê ele colocou tanto ênfase na palavra casinha.
— Ah sim, sempre sonhei ir pra sua casa. — Falei brincando.
— Por que você saiu daquela forma do hospital? — Perguntou ele sério.
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Laços Do Destino
RomanceO ódio pode ser uma forma de amor! Mas ele escolheu ficar escondido camuflado com sua armadura de ira! O amor é algo muito delicado é o sentimento mais louco que ninguém consegue entender, o único sentimento que pode trasformar seu inimigo em amigo...