CAPÍTULO 9: Revelações

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      Eu nunca pensei que ia chegar nesse dia, eu tentei de todas as formas fazer com que Pablo mudasse de ideia, mas eu falhei miseravelmente em todas elas. Agora eu estou na frente da casa da minha tia, estava petrificado parado no portão de ferro, agora a casa dela parecia sinistra pra mim, meu estômago embrulhou com meus pensamentos. Pablo insisitiu que tinha que me apresentar como o namorado dele pra ela, eu desejava que ele não fizesse isso, eu desejei que as coisas fossem mais devagar, lentas, quase que parando. Mas ele estava indo com isso até as últimas consequências, oque deixaria qualquer outro cara mais apaixonado, mas não eu.  

— Você quer me matar Pablo Daniel. — Repreendi ele.

— Você está verde,está bem? — Ele tocou meu rosto, eu senti sua mão quente queimar meu rosto, então presumi que eu estava frio, talvez eu já estivesse morto.

— Estou bem, eu acho.

— Calma amor, você está tremendo.

— Claro você acha que eu estaria como? Eu não sei porque eu estou aqui com você, e o pior é que você está rindo, e está muito calmo! — Ele pegou no meu rosto e me deu um beijo, isso me deixava mais calmo, mas dessa vez não surtiu efeito nenhum.

— Vamos amor eu vou estar do seu lado, prometo não deixar ela te matar! — Falou ele rindo.

— Por favor, não faça piadas. — Ele passou sua mão pela minha cintura e me levou para dentro.

      A casa era como a dele, enorme, espaçosa e com muitas flores, claro isso não é igual a casa de Pablo, havia rosas em volta da casa toda, seria uma visão linda, se eu não estivesse em choque.

— Não posso! — Travei quando chegamos na porta.

— Vamos logo. — Ele me puxou pra dentro da casa.

      Ela não estava na sala, foi um alívio não dar de cara com ela.  Mas ela apareceu do nada, descendo a escada. Ela usava um longo vestido florido. 

— Mãe! — Anunciou Pablo.

— Meu filho aqui, que bom que veio ver sua mãe.

— Desculpe não ter vindo antes,estava muito ocupado!

— Você sempre está ocupado igual seu pai, e por isso que terminei com ele. — Ela desceu a escada vagarosamente.

— Oii tia Clara. — Falei, ela me olhou como se estivesse surpresa por eu estar aqui.

— Olha só os dois juntos, isso é épico. Quando eu te via pela última vez, você era só um garotinho magrelo Vítor, e olha pra você agora, um homem muito belo! — Eu estava mais que vermelho.

— Nos vimos no hospital tia.

— Nem me lembre disso.

      Minha tia clara era muito linda, olhos azuis, cabelo louro, era alta e magra, faria qualquer jovem ter inveja do corpo dela, Pablo lembrava muito ela, a diferença é que Pablo não tem olhos azuis e sim verdes. Mas não deixava de ser lindo e chamativo. As vezes isso me irritava, o fato dele sair comigo e as garotas e alguns garotos ficarem secando ele.

— Então, qual o motivo dessa visita? — Minha tia se sentou no grande sofá braco, e Pablo me sentou logo em seguida, eu não conseguia nem me mover, isso vai ser constrangedor.

— Eu não gosto de rodeios, então vou ser direto. — Eu olhei pra ele e engoli seco, minha tia olhava para ele com olhos cuidadosos. — Eu sou gay, e Vítor e eu estamos namorando. — Minha tia se levantou do sofá em um salto.

— Você espera que eu aceitei isso? — Ela não estava com raiva. — Você ser gay, é novo pra mim Pablo,até porque você…

— Mãe, cuidado com as suas palavras. — Pablo a interrompeu, fiquei intrigado, por que ele não deixou ela terminar?

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