Capítulo XV: Guido

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Estou correndo pela floresta, Eu senti 2 Ma muito poderosos nessa floresta. 1 deles era o do Ariel, será que ele está bem?. - Penso. Continuo correndo até que um pouco longe de mim, eu vejo uns homens, são policiais. Eu me escondo atrás de uma árvore, O que a polícia está fazendo aqui?. - Penso. Olho para o lado e vejo o Ariel jogado no chão desacordado. Fico surpreso e tampo minha boca com minhas mãos para não chamar a atenção dos policiais. Vou até o Ariel e balanço ele, - Ariel, Ariel. - Chamo. Fecho seus olhos sendo forçados e eles se abrem e me vêem. - Guido?. - Ele se levanta. - Você está bem? Parece cansado. - Pergunto, preocupado. - Estou bem. Só usei muito minha energia Ma. Você encontrou o Luís?. - Ele pergunta. - Ainda não, mas vou pra cidade procurar ele, você vêm?. - Pergunto. Acho que vamos encontrar um inimigo se formos pra lá, e o Ariel não pode lutar agora, seu Ma está fraco... Mas não posso deixar o Luís sozinho, ele tinha ido atrás do Alison... - Penso. - Se você não quiser ir... - Eu começo a falar, mas ele me interrompe dizendo - O Luís é meu amigo também, ele pode precisar da gente. Eu quase morri agora... Se eu puder ajudar de alguma forma, eu vou. - Ele diz. Fico feliz e sorrio pra ele.

Estamos fora da floresta, andando pelas ruas, Ariel disse que aqui era a parte mais pobre de Sol do Sul. - 1 Ma era meu e o outro você não sabe?. - Ele pergunta. - Acho que era do Alison, mas estava diferente de quando a gente lutou com ele, não sei explicar. - Digo. - O Rafael deve ter encontrado ele e devem ter lutado. - Ele diz. Olho pra ele confuso. Antes que eu pergunte, ele se adianta dizendo - Encontrei o Rafael e ele me disse que o alvo dele era o Alison, disse também que o Alison tinha alguém ajudando ele. Podemos supor que ou o Rafael conseguiu matar os dois, ou matou o parceiro e morreu pro Alison, ou não conseguiu matar nenhum deles. -. - Isso é bom não é? Porque de qualquer forma mais ser menos inimigos pra gente né?. - Digo. - Acho que seria melhor pra gente se o Rafael matasse eles dois. Ele me disse que não se interessava pelo teste. - Ele diz. To olhando pra ele e olho para frente e vejo um homem grande andando no fundo, de início eu não tinha reconhecido ele por estar sem camisa, mas a calça jeans e o martelo me fizeram perceber que ele é o Luís. - LUÍS!. - Grito, correndo até ele. Ele me olha, me assusto com seus olhos brancos. Luís pega o martelo das costas e tenta me atacar. Eu não consigo reagir, mas alguém me pega e pula pra trás. - Cuidado, Guido, ele está diferente. - Ariel diz. Não consigo tirar o olho do Luís, sem entender o motivo daquilo. - Olhe. - Ariel diz. Olho envolta e vejo mais pessoas se aproximando, todas com olhos iguais ao do Luís. - O que está acontecendo?. - Pergunto, sem ter uma resposta.
- Hahahahah! Se não é o garotinho e seu amigo!. - Ouço a voz da Irani. Olho para o fundo, lá atrás das pessoas, está ela, com a jaqueta do Luís. Ver ela daquele jeito me irritou. - Irani! O que você fez com o Luís?!. - Pergunto. Ela não me responde, apenas me olha com aquele sorriso e olhos que demonstram confiança. Junto as mãos preparando meu Ma e vou andando até àquelas pessoas. Ariel me segura pelo ombro. - Me solta, Ariel. - Digo. - Se você for até lá, você só vai ser morto... - Ele diz. - E o que vamos fazer?! Olha o que ela fez com o Luís e toda essa gente! Vamos trazer eles de volta logo!. - Grito, soando e com os dentes batendo. Ariel também está soando, mas aparenta estar calmo. Ele diz, - Eu não acho que dê para salvar eles mais. - Sem perceber, minhas mãos ficam fracas e um peso cai sobre mim. Volto a olhar para o Luís, ver ele daquele jeito me deixa sem saber o que fazer. - Hahahahah! Tolo! Você ainda não percebeu não é? Olhe para o peito de todos esses lixos. - Ela diz. Faço o que ela mandou e olho para o peito de um homem, vejo um buraco, no peito de uma criança também tem o mesmo buraco. Meus joelhos ficam fracos e caiu no chão. Sinto um frio em meu peito. - Ariel... Eu tô com medo... - Digo, sentindo uma lágrima descer pela minha bochecha.

Eu não quero olhar... Eu não quero olhar...

- Eu sempre disse que esse teste não é para crianças. Não venha chorar na minha frente, garoto! Você ainda vai ter que ver seu outro amigo virando uma das minhas marionetes!. - Ela diz, com aquela raiva de sempre.

Marionetes... Marionetes... O Luís virou uma marionete?... O Ariel vai virar uma marionete?. - Penso.

Me levanto, olhando para o chão. - Eu quero poder para matar a Irani. - Falo bem baixo. - O que você disse, Guido?. - Ariel me pergunta. Olho para a Irani, crio coragem e olho para o Luís, com um furo no peito, onde fica seu coração. Libero minha energia Ma. Vejo que a Irani se assustou.

Esse poder foi dado para te matar. - Penso.

Junto as mãos e meu poder fica maior ainda. Corro na direção da Irani. Ouço o Ariel me chamar, mas agora é tarde demais. O Luís entra na minha frente, com seus olhos brancos me olhando, na verdade não estão olhando nada, o Luís está morto. - Você vai matar seu amigo?! Não seja idiota! E se você chegar mais perto de mim, nunca mais que ele vai voltar ao normal!. - Ela grita, percebo um medo na sua voz. Paro na frente do Luís, não olho para seu rosto, ainda sinto medo de acreditar nisso. Passo pelo seu lado rapidamente e continuo indo até a Irani. - Guido!!!. - Novamente o Ariel me chama, mas agora eu quero apenas mata-la. Separo meus punhos e com a força necessária, dou um soco na sua barriga. O sangue dela cai na minha cara. O sangue dela não para de sair da sua boca e cair no meu braço. Ela vai pra trás, quase caindo, mas consegue se afastar de mim.
- Como você conseguiu esse po- der?. - Ela cai de frente no chão. Seu sangue está todo espalhado envolta dela. - Guido!. - Ariel me chama. Eu não olho pra ele, com vergonha, ele entendeu o que eu fiz. Ele pega meu ombro e me vira pra ele. - Me diz, como você conseguiu tanto poder?!. - Ele pergunta, preocupado. Olho para baixo e digo - Decidimos que você que ia ganhar, não é?. - Digo, vendo minhas lágrimas caindo no chão. Ele me balança e olho para ele, está dizendo alguma coisa, mas não consigo ouvir, não consigo ouvir mais nada. Aquele vazio volta. Todo o Ma que tinha em meu corpo some aos poucos. O Ariel continua me balançando mas agora vejo as nuvens. Quando foi que eu cai?. - Penso. Ariel me pega nos braços e me leva pra algum lugar. Minha respiração está ficando pesada. Não sinto mais o sangue quente da Irani no meu rosto. Tudo fica escuro.

Ainda bem que eu consegui te salvar, Ariel. E te vingar, Luís.

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