CAPÍTULO 32: Mudanças de planos

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Os dias foram se passando, e Robert estava cada vez mais obcecado em tirar Katarina do lado de Pablo, mais interessado que eu.

- Podemos mandar uma carta dizendo que ela ganhou uma viajem para Londres, e ai sequestramos ela e a jogamos no rio. - Eu ri.

- Muito pesado.

- Então vamos pegar a filha dela. - Eu bati no ombro dele, mesmo sabendo que ele estava apenas brincando.

- Não vamos tocar naquela menina, ela é tão inocente.

- Tá bem, então não sei oque podemos fazer.

- Vamos deixar isso pra lá. - Eu me sentei na cama junto com ele. - Eu não sei se quero mais isso.

- Então está dizendo que não quer ver Pablo livre? - Eu não falei nada, essa é a coisa que eu mais queria. - Você é estranho. - Ele riu.

- Que tal sairmos hoje? Slá podemos jantar juntos.

- Hmm um jantar romântico. - Brincou ele. E depois ficou sério. - Estou brincando, vamos então como amigos. - Sorri sem graça, eu sofria muito por não poder dar para Robert oque ele queria.

- Eu te vejo mais tarde então. - Falei.

Fui para casa sozinho aquela tarde, algo me incomodava, mas eu não sabia oque. Olhei para meu celular que vibrava com uma mensagem.

*Beto: Será que podemos nos ver? Estou com saudades.

Eu sorri, sentia tanta falta do meu doutorzinho, ele me salvou tantas vezes que vou ser grato a ele pra sempre.

*Podemos nos ver, eu vou na sua casa.

*Beto: Ok.

Mudei a rota e fui para casa de Beto. Ele morava em um apartamento, mas eu não tinha certeza, depois que ele começou a namorar com Carlos os dois acabaram indo morar juntos, então tentei a sorte.

°°°

- Minha nossa, você está muito gato. - Beto me abraçou forte.

- É, todos dizem isso. - Sorri. Beto estava diferente, tinha um cavanhaque e o cabelo estava um pouco comprido, isso deixava ele mais maduro.

- Mas continua com a mesma cara de trouxa.

- Ei. - Bati em seu ombro. Seu apartamento era de muito bom gosto, nas quatro paredes da sala tinha estantes lotadas de livros. E também tinha pinturas, que eram caras demais.

- Se sinta a vontade, temos tanto oque conversar, posso te oferecer algo?

- Um copo d'água por favor. - Me sentei em um dos seus sofás de couro vermelho. - E onde está Carlos?

- Na casa dele.

- Hmm vocês não moram juntos? - Ele voltou para a sala e se sentou na minha frente.

- Não estamos mais juntos.

- Oh, mas por que?

- Eu vou ser direto com você. - Ele sorriu. - Carlos nunca deixou de gostar de você Vítor. - Agora eu estava mal, sou o causador de tantas tragédias assim?

- Eu não sei oque falar.

- Mas tudo bem, Carlos precisa de um tempo pra ele. - Ele se levantou e me sentou perto de mim. - Ele não vai desistir de você. - Me senti desconfortável.

- Eu não pretendo dar uma chance pra ele. - Eu estava sendo verdadeiro, Carlos e eu? Sem chance.

- Eu sei, e por isso não estou preocupado. Você já esqueceu de Pablo? - Por que todo mundo agora está interessado no que eu sinto por Pablo? Isso me deixava tão irritado.

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