Ela se afasta num impulso, cambaleando para trás e balançando a cabeça na tentiva de voltar a si. Se vira e encara um olhar furioso direcionado a Cristopher.
— Não, claro que não Austin. — Consegue dizer, assim que se recompõe.
— Eu já estava de saída. — Avisa Cristopher, com um tom de voz sério e frieza no olhar. — Com licença. — Faz um aceno para Allison, com a cabeça e se afasta.
— Ah, mais uma vez, obrigada. — Lhe dar um sorriso, que ele devolve no mesmo instante e enfim, se retira.
— O que estava acontecendo aqui? — Pergunta Austin, com o tom de voz um tanto possessivo.
— Nada, apenas estava conversando com o príncipe. Nada mais. — Afirma. Ele lhe dar um selinho. — Ei, aqui não! — Olha para os lados, verificando se ninguém os viu.
— Soube que seu pai não está bem. — Cruza os braços.
— Agora está, graças a Cris... O príncipe. — Limpa a garganta, tentando disfarçar o nervosismo.
— Você e o príncipe estão bem próximos. — Fita seus olhos, parecendo curioso.
— Apenas o agradeci por ele ter cuidado do seu pai. — Dá de ombros.
— An... — Levanta a cabeça, parecendo se lembrar de algo. — A propósito, estou sabendo que o príncipe iria a um encontro com uma jovem que tem o mesmo nome que o seu. — Franze a sombrancelha.
— Era comigo. — Sussurra e abaixa a cabeça.
— Como?! — Dar um sorriso irônico. — E você não foi, não é mesmo? — Espera ela negar, mas pelo contrário, ela assente com a cabeça e ele fica boquiaberto. — Não acredito. — Passa a mão no rosto, em seguida no cabelo, tentando se acalmar.
— Eu... Eu não tive escolha. — Levanta a cabeça. — Minha mãe praticamente obrigou-me a ir. — Balança as mãos nervosamente, a medida que tenta se explicar.
— E por que não continuou firme? — Passa a mão na nuca.
— Não percebeu como ela é? — Bufa. — Ela sempre dar um jeito de conseguir o que quer.
— Inclusive te fazer conquistar o príncipe. — Ela arregala os olhos. — Ou estou enganado? — Se aproxima e olha no fundo dos seus olhos. — Quem sabe de que forma ela está tentando te usar, para que o faça se apaixonar por você. — No mesmo instante sua mão acerta a face dele em cheio.
— Pensei que você confiasse em mim. Pensei que fosse... diferente. — Balança a cabeça e respira fundo, tentando segurar as lágrimas. Ele leva sua mão onde ficou as marcas de seus dedos. — Vejo que não te conheço. — Se afasta e vira de costas para ele.
— Não, espera. — Segura em seu braço, fazendo-a virar e encará-lo. Seus olhos brilham por conta das lágrimas que segura e se mantém firme, tentando não deixar transparecer o quanto essas palavras a afetou. — Eu... Eu não queria dizer... — Balbucia e aperta os lábios. — Eu sinto muito. Agi como um completo idiota. Perdoe-me pelas palavras e pela forma como te tratei. — Se afasta e soca o ar, como quem estivesse batendo em algo sólido. Bagunça os cabelos e respira fundo. Ela apenas o observa, enquanto tenta digerir todas as suas palavras.
— Eu... — Olha para os lados e engole em seco, tentando afastar as lágrimas que fazem seus olhos arderem com a insistência de quererem molhar sua face e lhe fazer perder toda a postura que tenta manter. — Acho melhor eu entrar.
— Espera, por favor. — Se aproxima. — Allison eu realmente sinto muito por agir desta forma. Fui um... Um grosso. — Segura em sua mão. — Mas eu te amo e não quero te ver assim. Só estou com medo de te perder. — Morde o lábio inferior, dando um longo suspiro. Ela não consegue mais se segurar e lá se vai sua postura e firmeza no olhar. As lágrimas parecem lavar sua alma, de dentro para fora e embora ela sinta alívio, também sente dor. É como se precisasse doer ainda mais, para só então ela sentir um pouco de alívio.
Ele a puxa para um abraço apertado e caloroso. Em seguida beija o topo de sua cabeça. Ela afunda a cabeça em seu peito e se permite ser consolada, mesmo que seja pela pessoa que acabara de lhe magoar. No momento ela não considera isso importante, só precisa de um ombro para chorar e aliviar todo o peso de seus pensamentos bagunçados. Assim que para de chorar, funga, enchuga as lágrimas com as costas da mão e o encara.
— Se me ama de verdade, por que me machuca e me faz sentir a pior pessoa do mundo? — Franze a sombrancelha.
— Eu a faço se sentir assim? — Ela assente com a cabeça, como se fosse o óbvio. — Perdão, eu não sabia. Tudo o que menos quero é te fazer sofrer. Eu quero cuidar de você meu amor, quero que se sinta bem ao meu lado.
— Não é agindo dessa forma que vai conseguir isso. — Ele assente com a cabeça, parecendo chateado consigo mesmo. — Eu preciso de um tempo. — Olha para os lados, não sabe se conseguirá encará-lo depois do que dirá. — Um tempo para pensar e colocar meus pensamentos em ordem...
— O que está querendo dizer? — Pergunta receoso.
— Preciso de um tempo de nós. — Sua expressão fica séria e ela o encara. — Nós dois precisamos desse tempo. — Completa.
— Não. — Balança a cabeça negativamente. — Não precisamos, eu não preciso. — Parece incrédulo. — Só preciso de você. — Sussurra. — De você meu amor. — Toca em seu rosto e ela o vira, fazendo-o recuar, magoado.
— Acho melhor... — Começa, mas ele a interrompe com um beijo que lhe desperta alguns sentimentos que pareciam congelados. Seus sentimentos por ele. Queria poder não sentir isso e ser forte, mas perto dele se sente fraca. Esse é o problema, ele é seu ponto fraco. Mas até quando? Não sabe ao certo, mas de uma coisa tem certeza, seu relacionamento com Austin está desgastado. Disso não tem dúvidas e é esse pensamento que tenta manter em sua mente, para não se perder nos encantos de seu namorado. Ou seria amado? Até disso duvida. Amar não é fazer o outro sofrer e é também isso, que tenta guardar para si, com convicção.
Assim que eles se desvencilham ambos se entre olham. Seu olhar vacila, mas logo ela se mantém firme novamente. Não irá voltar atrás da sua decisão, não agora que tomou coragem.
— Austin eu... — Engole em seco. — Não voltarei atrás. Precisamos de um tempo e essa é minha decisão.
— SUA decisão, não minha. — Suspira. — Então não sentiu nada com esse beijo? Tudo o que sinto não significa nada para você? — Parece magoado.
— Claro que significou e muito. — Seu tom de voz sai mais alto do que o esperado. — Você sabe que sim. — Murmura.
— Então por quê? — Faz um esforço para tentar entender, mas não consegue.
— Você sabe o porquê... — Ele abre a boca para questionar, mas ela o interrompe. — Ou pelo menos tem uma noção. E por favor, não insista. — Pede, parecendo implorar apenas com o olhar. — Não estou terminando, é apenas um tempo. — Explica. Ele nega com a cabeça, inconformado.
— Tudo bem. — Suspira, se dando por vencido. — Mas logo verá que não precisamos desse "tempo"... — Faz aspas com o dedo. — E eu estarei te esperando. — Afirma.
Ele a abraça, mais uma vez beijando o topo de sua cabeça. A aperta contra si, inspirando o cheiro do seu cabelo, que tem um aroma doce e suave de morango. Ela se desvencilha de seus braços e ele segura seu rosto.
— Eu te amo. — Lhe dar um selinho demorado e carregado de dor. — Não se esqueça disso. — Acrescenta. Ela assente com a cabeça. Austin segura em sua mão e Allison vai se afastando as poucos. Conforme vai tomando distância suas mãos também se afastam, até não se tocarem mais. A jovem respira fundo e vira de costas, indo para dentro do castelo. Não tem coragem de olhar para trás. Ele apenas a observa se afastar, com um aperto no peito.
(...)
— Quem era aquele homem que estava contigo agora pouco? — Pergunta Maxwell, assustando-a e ela arregala os olhos.
~~🌷~~🌷~~🌷~~🌷~~🌷~~🌷~~🌷~~🌷~~Que discussão hem!
O que vocês acham: ela deve ou não voltar com Austin e esquecer essa coisa de "dar um tempo"?
Contente aí! Não esqueça de deixar sua estrelinha.
Peço desculpas se houver erros, escrevi um pouco as pressas.
Beijo, beijo e até breve. 😘👑
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Até que A Vingança Nos Separe
RomanceEle só tinha doze dias para escolher a mulher perfeita para se casar, antes que tivessem que escolher para ele, ou pior, ele tivesse que sofrer graves consequências. Ela jurou que jamais se apaixonaria, e que iria se vingar daquele que a comprasse...