capítulo 41.

3 0 0
                                    

                  5 anos depois.

  Arrumo a minha beca enquanto me olho no espelho. Olho o meu reflexo e vejo o quanto mudei, o quanto o meu físico mudou porque a minha mente continua a mesma de criança.
  Riu com meus pensamentos.
  Olho para o meu celular e vejo que Caio está me ligando. Atendo.

  - oi Caio.

  - Já está pronta? Eu só vou ter que passar numa loja e já estou indo.

- Já estou pronta a muito tempo, diferente de você que passa quase duas horas dentro do banheiro arrumando esse cabelo incebado.

- Não enche. Já tô indo.

  - Tá, estou te esperando.

  Caio mudou um pouco comigo, porque ele está triste por sua mãe faleceu a pouco tempo e ela era a pessoa mais importante pra ele.
  Ele ainda está arrasado.
  Há, meu pai e a Villu, já chegaram e daqui a pouco vamos nos ver na Universidade.

     [...]

  - Finalmente a minha princesa se formou. - Meu pai fala me abraçando. 
  Ele cumprimenta Caio que está com um sorriso amarelo e logo sai.
  - O que ele tem? - Ele me perguntando sem entender o porque de sua "fuga".
  - A mãe dele morreu a pouco tempo e, ela esperava muito por isso.
  - Nossa! Coitado, espero que ele fiquei bem. - Villu fala com um semblante triste por causa da mãe do Caio.

  Passei horas com meu pai e Villu, saímos para um restaurante, conhecemos meu lugar favorito. Pena que Caio não está conosco.
  Na volta peço para meu pai me deichar no apartamento de Caio.
- Tchau pai. - Digo de fora do carro para o meu pai, já que a Villu voltou de táxi para o hotel porque não estava passando muito bem.
  - Tchau filha, se cuida em. - Ele vai embora é eu entro no apartamento de Caio. Eu tenho uma chave reserva do apart dele assim como ele tem uma do meu apart.
  Entro e está tudo escuro, ligo a lâmpada e vejo ele no canto do cômodo principal chorando.

  - Caio! - Digo indo em sua direção e me sentando ao seu lado.

  - Por favor a única coisa que eu quero é que não sintam pena de mim. - Ele fala sem olhar nos meus olhos.

  - Caio, não estou com pena, só estou preocupada com você, por favor para com isso é olha pra mim. - Digo levando a minha mão ao seu rosto e virando seu olhar para mim. Seus olhos estão vermelhos, seu cabelo está bagunçado.

  - Caio você ainda está com a Beca.

  - Tô. - Ele fala abaixando o olhar novamente.

  - Vem, levanta, você vai tomar um banho. - Digo me levantando e ergo a mão para ele se levantar.
  Ele me da sua mão e eu ajudo ele a se levantar.
- Vai, toma um banho que eu fico esperando aqui tá bom? - Falo olhando em seus olhos extremamente triste.

  - Tá. - Ele vai em direção ao seu quarto e eu fico esperando na sala.
Ligo a TV e fico assistindo uma novela mexinaca. - Que canal é esse que eu nunca vi. - Riu com o drama dos personagens.

  Depois de uns vinte minutos ele sai do quarto com uma toalha no cabelo o que me faz cair na gargalhada.

  - Do que você está rindo? - Ele fala olhando pra mim sério.

  - Você está ridículo com isso na cabeça. - Falo apontando a toalha enrrolada em sua cabeça.

  Ele vem em minha direção e senta nos meus pés. - Arruma o meu cabelo. - Sua voz sai roca.

  - Tá. - Tiro a toalhado e começo a arrumar com os dedos o seu cabelo. Caio tem uma corte militar que realça seu rosto.

  - Fernando não me deixe, eu te amo. - Falo com o sotaque mexinaco brincando com ele que ja está melhor.
  Caímos na gargalhada e continuamos a imitar os personagens e tentando reproduzir o drama sem necessidade.

   
                Dias depois

  Eu e Caio estamos voltando pra Buenos Aires, meu pai nos ajudou a conseguir emprego para nossas áreas.
  Quando chegamos no aeroporto meu pai e Villu estavam nos esperando.
Chegamos em casa e que saudade do meu quarto. Caio vai ficar aqui por um tempo ele não quer voltar para a casa da mãe dele.
  Descemos para jantar e junto á nós na mesa tem uma mulher muito bonita e eu olho para ela sem disfarçar meu semblante de dúvida.
 
  - Filha. Essa é a Sara. - A tal Sara se levanta e vem me cumprimentar.

  Sentamos todos juntos na mesa e         Caio fica me encarando com vontade de rir, porque eu fico olhando pra a Sara com um olhar de quem ainda não entendeu o que está passando por a qui.
  Depois do jantar chamo meu pai para o escritório.
 
  - Pode falar filha.

  - Quem é essa Sara? que do nada caiu de paraquedas aqui em casa! - Meu pai olha pra mim coçando a cabeça.

  - Ela é.... uma amiga.

  - Uma amiga íntima que vem até jantar na sua casa?. Diferente essa amizade não é!.

  - Você vive grudada com o Caio e eu nunca falei nada.

- É diferente pai. Você quer me contar logo quem é essa Sara.

- Tá. Eu fiquei com medo de te contar antes. A Sara é...... A minha...... Namorada. - Ele me olha com o olhar assustado com medo da minha reação.

  - ... - Eu não consigo falar, afinal não consigo fazer com que a fixa caia, eu nunca imaginei meu pai com outra mulher, afinal dês de quando eu era pequena ele nunca apareceu com nenhuma mulher.
  Eu saio do escritório praticalmente correndo e vou para meu quarto. Minutos depois Caio entra.
 
- O educado,  você não sabe bater não? - Falo olhando pra ele enquanto o mesmo se deita do meu lado.
 
- Não. - Passamos alguns minutos olhando para teto. - Iai vai me contar o que aconteceu ou você quer que eu descubra?- Ele fala sem olhar pra mim.
 
- Meu pai arrumou uma namorada.

- Uau. Essa foi nova. Então aquela..

  - Sim. Aquela mulher é minha nova "madrasta". - Faço aspas com as mão e rimos juntos.

  - E qual o problema?

  - Não tem problema nenhum. É o costume de ver sempre o meu pai sozinho, ai do nada eu chego e essa mulher aparece. Eu só fiquei sem reação.

  - Agora você tem uma nova mãe. - Quando ele fala eu me lembro da minha mãe.

  - Ela nunca vá ser a minha mãe. - Falo almentando o tom de voz.

- Tá. Calma. Ela vai só ocupar o cargo de general aqui da casa. - Dou um soco em seu ombro.

  Passamos a noite assistindo filme, apesar de tudo só Caio sabe me fazer sorrir.
 

A garota da bolsa vermelha. Onde histórias criam vida. Descubra agora