Capítulo 25 - Love Hurts.

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Notas da autora: Boa noite! Eu sei que quase não dá tempo de postar antes da meia-noite, mas aqui estou eu, trazendo o último capítulo do ano! Quanta coisa já aconteceu, hein gente? Nem parece que já faz quase um ano que eu comecei a postar e mais de um ano que comecei a escrever. Já causei tanta dor e sofrimento nesse ano kkkkk

Vamos ao capítulo. Nada melhor do que fechar o ano com uma "season finale" também, né gente? Então segue aí o que seria o último "episódio" da "terceira temporada", que coincide com o final da oitava temporada da série (creio que todo mundo sabe o que acontece nela, infelizmente).

A música de hoje me traz muita melancolia, mas eu a amo de paixão. Sério, que musicão! Super recomendo para as bads.

Espero que gostem do capítulo. Boa leitura!


Sofrimento é relativo. Às vezes, algo que vai causar grande dor em você, vai trazer grande alegria para outra pessoa. Em outros casos, o que parece a coisa mais boba para você, causa grande impacto negativo na vida alheia. Não há medida universal para o sofrimento.

— Rebecca! Quanto tempo! – exclamou minha mãe, ao abrir a porta e ver a morena, abraçando-a em seguida. Aquela era a primeira vez em um bom tempo que ela aparecia na minha casa. Nossa amizade ainda não estava totalmente igual era antes, e ela usava a desculpa de estar namorando para dar alguns sumiços – Entre, o café está quase pronto. – convidou, finalmente soltando-a.

— Com licença. – Cooper sorriu fraco e adentrou a casa. Logo ela notou minha presença na sala, sentada no sofá enquanto dava uma mamadeira para Tsunade. Nossos olhares se encontraram, e um clima um pouco tenso ainda se formou. A jovem abriu mais o sorriso, provavelmente tentando aliviar a tensão, e eu imitei seu gesto.

— Bom dia. – cumprimentei, voltando a olhar para minha filha.

— Bom dia. – respondeu, e continuou parada próxima da porta, encarando-me.

— Quer dar a outra mamadeira para Akira? – perguntei, na tentativa de inclui-la em minha atividade. Se nós realmente estivéssemos com nossa amizade intacta, eu nem precisaria convidá-la para fazer tal coisa, seria algo natural de ela fazer. Nossa intimidade estava abalada, e eu não gostava daquilo.

— Claro! – deu de ombros e aproximou-se, pegou o bebê e sentou-se no sofá, fazendo algumas caretas enquanto alimentava-o com a mamadeira. Um silêncio estranho continuou reinando entre nós, sendo possível ouvir apenas os sons das crianças sugando o leite e minha mãe fazendo alguma coisa na cozinha. Eu olhei para a morena discretamente, e ela parecia bastante entretida com o que fazia, e meu filho sorria com os olhos ao encará-la. Mesmo depois de algum tempo longe, os gêmeos ainda tinham muito carinho por ela, e talvez isso também se aplicasse à nossa amizade. Afinal as melhores amizades são aquelas que mesmo depois de anos sem contato, quando as duas pessoas se reencontram, as coisas continuam iguais eram antes. Não é verdade?

— O café está pronto. – afirmou minha mãe, quebrando o silêncio.

— Eu acabei. – falei, afastando a mamadeira vazia da boca de minha filha. Coloquei-a em sua pequena cadeira de balanço e apertei o cinto.

— Pode ir tomar café, eu termino aqui. – ofereceu-se minha mãe, parando na frente de Rebecca – Vocês vão acabar se atrasando.

— Ah... – a morena fez um biquinho, olhando para a criança – Okay, vai... – suspirou e entregou o menino para a mulher, levantando-se do sofá e seguindo-me até a sala de jantar.

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