No capítulo anterior
— Vou contar-lhe tudo mais tarde, prometo. — sorveu o líquido avermelhado sem desviar os olhos do casal. Sophie viu fogo nos olhos de Connor e se perguntou se ele estava desfrutando do sentimento de ódio. — Passará as noites em minha cama, Banrigh. Não confio no duque e na duquesa ao seu redor.
— Eles ficarão por aqui?
— Eles, lamentavelmente, moram aqui. — confidencia. — Ambos são primos distantes dos meus pais, quando meu pai faleceu e deixou a propriedade para eu e Archie cuidar, o duque e a duquesa já estavam vivendo de favor aqui, meu pai concedeu-lhes esta regalia.
— Você acha que eles tentarão alguma coisa comigo?
Connor olhou dentro dos seus olhos antes de responder.
— Não tenha dúvidas disso. Passará todas as hor as possíveis ao meu lado até que a lua cheia retorne. Voltaremos para o seu século e você estará a salvo, ao meu lado é claro.
Sophie roubou-lhe o licor da mão, tomando o seu próprio gole. Ela sentiu sua garganta secar imediatamente diante das revelações de Connor. Por um instante, sentiu o ressentimento por Connor a ter envolvido em uma armadilha, mas logo sufocou o sentimento. Acabaria por direcioná-la para Connor, e ele parecia não merecer tão sentimento dado a tudo que havia passado por Emma e todas as outras almas. Estava tão encurralada quanto ele. Gostaria de saber como ele se sentia em relação a tudo.
Meath, Irlanda, novembro de 1847
Quando o banquete chegou ao fim, Sophie estava tão sonolenta que pensou que os seus membros fossem de gelatina. Connor não disse mais nada sobre o casal que muito provavelmente teria matado Emma. Connor era um homem diferente de todos os outros que ela já tinha conhecido em sua vida, mas então, considerou que ele não veio do seu tempo e que tinha aprendido maneiras agradáveis de se tratar uma mulher. Ela passou todas as horas do banquete sentada ao seu lado, admirando-o e analisando-o como antes não tinha feito. Além de bonito como uma pintura, Connor tinha uma determinação em seu olhar e ao que tudo indicava um caráter invejável. Ela admitiu que se fosse outro homem com ela no ofurô tentaria alguma coisa com toda a certeza. Connor, pelo contrário, não demonstrou nenhum interesse sexual e Sophie se sentiu aliviada. Talvez pudesse realmente confiar nele, mesmo que ele a tenha colocado dentro dessa grande bagunça efêmera.
— Está pronta para ir, Banrigh? — Sophie sorveu o último gole do licor antes de desastrosamente deixar a pequena taça cair e se partir em milhares de pedaços no chão. — Por Cristo, você está bêbada. — Connor engasgou uma risada que Sophie se pegou querendo ouvir novamente.
— Você é tão sexy! — ela elogiou, empurrando sua mão no macio cabelo ruivo do homem, perdida em sua mente embriagada. Connor olhou para Sophie considerando o seu estado, mas dentro dele uma chama começou a incendiar com proporções dais quais ele não poderia apagar facilmente.
— Sophie, pare com isso. — ele pediu, segurando o pulso dela na tentativa de manter suas mãos longe dele. Connor era um homem afinal, é homens têm todo o trabalho de pensar com duas cabeças, perdendo sempre para a que importava.
Sophie olhou dentro dos bonitos olhos de Connor com um sorriso fácil em seus lábios. Os convidados não faziam ideia de nada do que estava acontecendo e certamente não sabiam que Sophie na verdade era uma impostora. A semelhança com Emma era evidente, embora Sophie fosse mais curvilínea e estonteante, Connor admitiu que estaria perdendo sua mente para a mulher em algum momento, e com todo o licor em seu sistema poderia dizer que seria em breve.
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Laoch, Amor além do tempo
RomanceTransportada para uma época em que mulheres são submissas aos homens e guerras iminentes ameaçam a paz, Sophie se encontra em um mundo estranho, casada com um homem enigmático que acredita que ela é a reencarnação de sua amante perdida. Segundo Conn...