Alexandre respirava o ar fresco, enquanto se sentava em uma cadeira de madeira velha na varanda do prédio. As pessoas se embebedavam no lado de dentro, as risadas eram altas e já chamavam a atenção de muitos mortos-vivos da região. Lá de cima ele podia ver toda a vista catastrófica e os mortos arranhando e rosnando na porta. Barnes não conseguia pensar em como que as pessoas conseguiam rir e contar sobre suas vidas antigas enquanto pessoas morriam e gritavam de agonia em seu derredor. Ele só conseguia pensar que a cada milésimo de segundos sua vida está a menos um fio de acabar, que daqui qualquer minuto os mortos podem surgir e o engolir e depois transformá-lo em um dos cadáveres ambulantes, em mais um ser deprimente e deplorável.
Respirando fundo e tragando mais uma dose de nicotina que conseguiu durante a "missão" desprezível que passando mais cedo, ele se levantou atirando a bituca acabada longe e seguiu para a festa que ocorria lá dentro.
Seu filho dormia tranquilamente no berço improvisado, e seus colegas e mulher se divertiam na bagunça.
Fechando a porta atrás de si ele caminhou pelo corredor vazio, o barulho da festa ficava cada vez mais alto. As batidas das músicas que eram improvisadas por baldes e baquetas de bateria. As pessoas dançavam e rodopiavam com copos de coquetéis de Chopps nas mãos. Dean conversava no canto da sala grande, Bobby, Morgan e Josely conversavam no outro canto. Acenei com a cabeça para eles e segui até Dean.
--- OLHA SÓ QUEM CHEGOU PARA A FESTA! - ele gritava alterado pelo som e pela bebida alcoólica ingerida - Demorou em Rapaz!
--- Estava tomando um ar fresco... perdi muita coisa?
--- Somente alguns integrantes caindo chapados no chão... nada além disso -- uma risada saiu da boca dos dois, então Alexandre se despediu e foi até seus colegas.
--- Alex! beba um pouco com a gente!
--- Estou bem pessoal... de verdade!
Todos deram de ombros e continuaram com a sua "festa"
...
Perdido em seus pensamentos Barnes percebeu uma movimentação entranha. Dean carregava junto com um dos integrantes do quarto departamento uma mulher aparentemente desmaiada. A sala ja começava a se esvaziar.
--- Alex... vamos?
Sacudindo a cabeça ele seguiu seus colegas até o quarto. Sua mente não se desligava, ele ficou pensando no que havia acontecido com aquela mulher, e porque mais ninguém na festa havia visto.
O sono pesado o engoliu por inteiro e o breu da noite caiu sobre seus olhos cansados.
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A aniquilação da sociedade - O começo do fim - Livro I
General FictionUm grupo de sobreviventes de um mundo apocalíptico tentam se salvar de " mortos-vivos" que trombam em seus caminhos. Porém também terão que tomar cuidado com outros sobreviventes sedentos por sangue.