Ela não sabia mais oque fazer, não tinha mais forças para andar. Seus olhos estavam sonolentos e estava completamente esfaimada. Em um milhão de milhas de casa, ainda seguia vagando pelas ruas. Wendy se perguntava se aquilo valeria a pena, pensou em voltar para casa e esperar seu avô voltar. Ela parou seu andar e cerrou seus punhos e os dentes enchendo seus olhos de lagrimas por aquele pensamento ridículo, ela sabia oque havia acontecido, por que erá tão difícil de aceitar? na quele momento ela só queria gritar e jogar sua tristeza e sua raiva para fora, ela não sabia quando morreria e nem sabia se podia continuar viva. Ela não chorava apenas por saudades só porque ele partiu,mas também, porque se sentia mais perdida do que nunca. Se perguntava como aquilo iria acabar se continuasse, mas se não tenta-se, como saberia se iria sobreviver?
Em quanto Wendy andava perdida em seu pensamentos ouviu um barulho, pode avistar um corvo negro no alto de uma das lampadas que continuava acessas, ele olhava para a mesma com firmeza e Wendy pôde sentir um tremor e calafrio pelo seu corpo, quando percebeu um crescente horror que a sombra do corvo estava muito maior do que deveria ser; na verdade, do que poderia ser. E pior, movia-se.
O bico do corvo abriu fazendo um som agoniante em direção a Wendy, ela se preparou para correr. Mas, o corvo abriu suas asas e as bateu até a outra lampada em direção ao fim da rua, ainda a observando abriu seu bico outra vez fazendo o mesmo som agoniante.
Wendy piscou duas vezes tentando entender.
— Você quer... que eu siga você?
O corvo em resposta começou a crocitar para ela, dessa vez muito mais alto fazendo a mesma colocar as mãos tampando seus ouvidos.
— O..k. — Disse Wendy tirando as mãos do ouvido em quanto andava em direção ao corvo.O corvo voo sem pausar até o fim da rua, sempre crocitando para que Wendy o acompanhasse, ela corria passando por casas e mais ruas até chegar a estrada seguindo os posteres de luz que iluminava o caminho. "Para onde este corvo está me levando?" se perguntou Wendy entre os dentes e apertando fortemente os punhos os sacudindo para cima e para baixo tentando conter o frio gelado do vento que cortava em quanto corria. Ao passar pela ultima lampada que ainda continuava acesa, o Corvo entrou em uma fina neblina que se formava até o outro lado de uma ponte de pedra. Wendy entrou na neblina e n conseguiu ver mais o corvo nem escutar seu bater de asas. O procurou por todos os lados da pontes até ir a beira da ponte onde as barras de pedra limitava e olhou para baixo onde a metros de baixo da ponte um rio frio e escuro corria, graças a luz da lua conseguia se ver o reflexo da lua nas ondas que balançavam, Wendy imaginou o quanto seria fatal a alguém pular dali considerando uma queda da quela altura e a temperatura da água a baixo de vários graus negativos.
— Wendy Luterfor.A garota virou-se, deparando-se com um homem ao lado. Não conseguia ver sua aparência direito pela neblina e por suas vestes e por o capuz esconder boa parte de seu rosto, mas aparentava ter uns setenta anos. O homem segurava o capuz pela gola e a encarava com a cabeça meio abaixada, parecia que não queria ser reconhecido ou que visse seu rosto, ainda sim ela pode ver um sorriso que se formava em seu rosto ao Wendy o encarar.
— Como sabe meu nome? — Perguntou ela receosa.
— Acame-se criança, não há motivo para medo — Disse o homem conspirador. — Sou um amigo que veio a você com uma unica intensão... Ajudá-la.
— Me ajudar?
Mas o homem continuou calado e Wendy pode sentir uma expressão severa vindo do homem na escuridão.
— Sei que está confusa Wendy, mas oque fará agora já que seu avô não está aqui, ele faleceu não foi? — O homem falou com um sorriso medonho.— Como sabe que ele faleceu?
— Ha... Eu sei de muitas coisas Wendy, inclusive de seu relógio que carrega em seu bolço.
Nesse momento Wendy quase havia se esquecido de respirar, mas então colocou a mão no seu bolço segurando o relógio firmemente e depois engolindo a seco.
— Você quer voltar pra casa? eu também, mas sempre quando tento tudo que encontro lá é uma dimensão totalmente arruinada. Você fez isso não foi? nos prendendo aqui para sempre. — falou com o tom exacerbado e debochador. — Isso tudo vamos terminar Wendy.
O homem se aproximou mais da garota e foi ai que aconteceu, sua vista escureceu e quando ela caiu em si, estava em cima das beira da ponte segurada apenas colarinho de sua camiseta branca. Ela olhou o rosto sorridente do homem como se estivesse se divertindo pelo seu rosto em duvida, confusão e desespero por estar quase a beira da morte.
— Oque está fazendo seu idiota? meu coloque no chão! — disse Wendy em desespero.
— Não estou aqui para ajuda-la Wendy... e sim para destruí-la — Disse o homem com os lábios úmidos e nojentos, rindo dela com escárnio. — Porém você sempre foi uma peça fundamental, então faça acontecer. No fim vou ajuda-la a ir. Para casa.
Em sua ultimas palavras, homem soltou o colarinho de Wendy, a fazendo cair em queda livre.
— Não!!Ela olhou para cima aterrorizada e pode ver uma mão que se estendia para pega-la tarde de mais para alcança-la, e seus olhos e a mão que se estendia, brilharem. Era como se Wendy ouvi-se vários corvos crocitando em seu ouvido agoniantes "O relógio, dê a corda no relógio". Wendy tirou o pequeno relógio de seu bolso e girou o chave e o acertou. A ultimá coisa que viu foi um flash branco que brotou no fundo de sua mente, em seguida fechou os olhos com força esperando se chocar na água, pronta para a morte...
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A dimensão do Tempo - A GUERRA DOS ANJOS - Livro 1
Fantasía" Se anjos estão lutando por suas guerras, então, quem defende os perdidos na escuridão? Quem os guia para a luz? Quem os entrega a chave para seu destino e sua liberdade? E ao mesmo tempo, envia monstros que podem nos matar?"