Brooklynn part. 2.

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Ai o bloqueio criativo passou e eu voltei.
O capitulo de hoje ta muito amorzinho, espero que  gostem. 



Os dias se passaram até chegar quinta à noite, Noah me ligou implorando, quase chorando, para que o acompanhasse em uma boate.

- Não posso Noah, tem a criança. – Falei.

- Deixa com o Jack!

Mordi o lábio.

- Eu até deixaria, mas...

- Millie, cadê a pipoca? – Brooklynn, gritou.

- Já estou colocando no pote! – Gritei de volta.

- Millie não acredito que você vai cuidar de uma criança do que ficar com seu melhor amigo!

- Sabe Noah, ela precisa disso, não tem noção do que acontece, chama o Jack, amanhã tem feriado e o mesmo precisa distrair a mente.

Escutei meu amigo bufar do outro lado da linha.

- Ok, tchau mãe, opa Millie.

- Te odeio... – ele desligou o telefone, coloquei o mesmo em cima do balcão e fui para a sala com um balde de pipoca.

Prometi para Brooklynn que se ela tentasse fazer a atividade que ela estava com tanta de dificuldade assistiríamos algum filme na quinta, e ela conseguiu, e tive que cumprir a promessa.

Ela assistiu ao filme animado em silencio, comento a pipoca devagar. Durante essa semana, percebi que Brooklynn não era uma peste completa, um pouco, mas ela é esperta e fofa. Tenho ajudado ela nas atividades por isso ela se mostrou tão capacitada, e nossa quase rotina, antes de dormir conto alguma estória, que eu conhecia ou que inventava no momento. Ela sempre dormia serenamente.

- Millie? – Escuto uma vozinha na sexta de madrugada.

- Boo, o que foi? – Perguntei sonolenta enquanto esfregava os olhos, Brooklynn me deu a liberdade de chama-la pelo apelido que o Nick deu a ela.

- Eu tive um sonho horrível. – Mesmo meu quarto estando escuro percebi que os olhos dela estavam marejados.

- Se foi horrível não era um sonho, vem cá, quer me contar o que aconteceu. – Falei acendendo o abajur.

Ela foi com passos lentos e sentou do meu lado.

- Estava todo mundo junto, mimi, Finn, Nick, tia Mary, tio Eric, até você Millie, - segurei nas mãozinhas dela – eu e mimi, fomos buscar frutas para a sobremesa, entramos na floresta, e ela sumiu – lagrimas caiam da bochecha da garotinha – eu chamei por ela só que ela não me escutava, fiquei com tanto medo. – Ele começou a soluçar.

- Brooklynn, foi só um pesadelo, - falei a puxando mais para perto de mim – nada de ruim vai acontecer, não precisa ter medo.

Enxuguei as lagrimas dela, a bochecha e nariz vermelhos, e notei que pela primeira vez naquela semana Brooklynn não me olhou com total desdém ou insegurança, muito pelo contrário.

- Posso dormir aqui? – Ela perguntou baixinho.

Poderia negar? Ela só era uma criancinha que tinha tudo a perder, num piscar de olhos, já foi negada de várias coisas, não negaria uma coisa tão boba.

Assenti com um sorrisinho de lado, ela deitou do meu lado, começou a olhar o nada, e eu abaixei a luz do abajur.

- Mils? – Ela chamou, levantando o olhar – você vai casar com o Finn? – Ri.

Mudança de Planos. (Fillie) {HIATUS}Where stories live. Discover now