Capítulo 5

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    Quando desci as escadas, as luzes não tinham voltado ainda. Entretanto, isso não impediu que a galera estivesse mais animada do que nunca, assim que desço vejo que mais pessoas se juntou a festa, o que é meio estranho e louco ao mesmo tempo de como as pessoas são atraídas por festas. Fico durante um minuto localizar alguém conhecido, em meio a multidão desconhecida. Caminho em direção a mesa e pego uma cerveja, é a minha quarta quando observo Nanda na pista de dança e me junto a ela.

- Então, você gosta de festa? - Pergunto em uma tentativa de puxar assunto

- Não muito, mas Gabi disse que era importante para ela que eu viesse, disse que queria que eu lhe conhecesse. Na verdade, ela implorou. 

- Entendo, fico feliz então em te conhecer, já que teve que quebrar seus princípios quando se trata de festas. Falando nela, você a viu?

- Acho que ela estava com seu irmão.

- Então acho que é só nos duas. Você sabe quanto tempo eles estão juntos? Ainda não tive a oportunidade de conversar com eles.  - começo a rir, e ela me acompanha.

- Pouco mais de dois meses, eu acho. Eles nem se falavam na escola, mas de uma hora para outra eles começaram a ser amigos. O que foi bem esquisito.

- Devo concordar com você.

A energia volta e imediatamente a pista de dança começa a ficar animada com a volta da músicas. Dançamos muitos e pela primeira vez não me importei em estar no mesmo lugar em que o Pedro se encontra. Me divertir, e essa foi a regra número um. Nunca mais deixarei de viver a minha vida se continuar pensando em ex namorado ou em meninas que me odeiam. Dancei e não parei. Nem mesmo quando minhas pernas já estavam bambas e eu sentia meus pés doendo mesmo descalça. 

- Não sei você, mas eu estou exausta - Nanda fala em meio a música alta. 

- Eu também. Por que não vamos sentar?

- Estou contigo, mana - Caminhamos em direção ao espaço que continha cadeiras vazias, já que o enorme sofá estava super ocupado por casais se pegando.

- Até que enfim te achei - Ouço Bernardo dizer - Nossa, mas você tá bonita. O que fez com minha irmã?

- Ai meu Deus. Você não sabe beber mesmo, não são nem quatro horas da manhã Bernardo.

- É uma festa minha irmã, temos que comemorar a sua volta.

- Nanda, acho que preciso levar esse garoto para casa, antes que me faça passar mais vergonha - Começo a rir - Bê, tá na hora de ir pra casa, eu dirijo.

- Você não tem idade para dirigir não mocinha, opa, carteira, eu quis dizer carteira, nem carro você tem. Vamos voando então? - Reviro os olhos, Bernardo bêbado é a coisa mais ridícula. Isso porque ele acha que pode ser engraçado.

- Acha que consegue andar pelo menos? Af, esquece que eu perguntei, venha, se encoste em mim. - Coloco seu braço por cima do meu ombro, e caminho em direção a saída.

- Tchau Nanda, até depois - Grito.

- A gente se ver - A ouço dizer antes de se sentar. 

- Vocês já vão? Não podem. Tá cedo. - Gabrielle vem correndo em nossa direção - Você sumiu, onde estava? Te procurei em todo local.

- Quando me procurou? Antes ou depois de estar agarrada com meu irmão? - Começo a rir e a vejo ficar vermelha.

- Eu ia te contar.

Destranco o carro e coloco Bernardo lá dentro.

- Ah, tudo bem, sério. Se você estiver feliz com ele, por mim tudo bem. Eu na verdade fiquei meio chateada porque você passou a festa inteira longe de mim e não conversamos nem um momento sem ser interrompida. 

Voltei mais gostosa do que nuncaOnde histórias criam vida. Descubra agora