Quando desci as escadas, as luzes não tinham voltado ainda. Entretanto, isso não impediu que a galera estivesse mais animada do que nunca, assim que desço vejo que mais pessoas se juntou a festa, o que é meio estranho e louco ao mesmo tempo de como as pessoas são atraídas por festas. Fico durante um minuto localizar alguém conhecido, em meio a multidão desconhecida. Caminho em direção a mesa e pego uma cerveja, é a minha quarta quando observo Nanda na pista de dança e me junto a ela.
- Então, você gosta de festa? - Pergunto em uma tentativa de puxar assunto
- Não muito, mas Gabi disse que era importante para ela que eu viesse, disse que queria que eu lhe conhecesse. Na verdade, ela implorou.
- Entendo, fico feliz então em te conhecer, já que teve que quebrar seus princípios quando se trata de festas. Falando nela, você a viu?
- Acho que ela estava com seu irmão.
- Então acho que é só nos duas. Você sabe quanto tempo eles estão juntos? Ainda não tive a oportunidade de conversar com eles. - começo a rir, e ela me acompanha.
- Pouco mais de dois meses, eu acho. Eles nem se falavam na escola, mas de uma hora para outra eles começaram a ser amigos. O que foi bem esquisito.
- Devo concordar com você.
A energia volta e imediatamente a pista de dança começa a ficar animada com a volta da músicas. Dançamos muitos e pela primeira vez não me importei em estar no mesmo lugar em que o Pedro se encontra. Me divertir, e essa foi a regra número um. Nunca mais deixarei de viver a minha vida se continuar pensando em ex namorado ou em meninas que me odeiam. Dancei e não parei. Nem mesmo quando minhas pernas já estavam bambas e eu sentia meus pés doendo mesmo descalça.
- Não sei você, mas eu estou exausta - Nanda fala em meio a música alta.
- Eu também. Por que não vamos sentar?
- Estou contigo, mana - Caminhamos em direção ao espaço que continha cadeiras vazias, já que o enorme sofá estava super ocupado por casais se pegando.
- Até que enfim te achei - Ouço Bernardo dizer - Nossa, mas você tá bonita. O que fez com minha irmã?
- Ai meu Deus. Você não sabe beber mesmo, não são nem quatro horas da manhã Bernardo.
- É uma festa minha irmã, temos que comemorar a sua volta.
- Nanda, acho que preciso levar esse garoto para casa, antes que me faça passar mais vergonha - Começo a rir - Bê, tá na hora de ir pra casa, eu dirijo.
- Você não tem idade para dirigir não mocinha, opa, carteira, eu quis dizer carteira, nem carro você tem. Vamos voando então? - Reviro os olhos, Bernardo bêbado é a coisa mais ridícula. Isso porque ele acha que pode ser engraçado.
- Acha que consegue andar pelo menos? Af, esquece que eu perguntei, venha, se encoste em mim. - Coloco seu braço por cima do meu ombro, e caminho em direção a saída.
- Tchau Nanda, até depois - Grito.
- A gente se ver - A ouço dizer antes de se sentar.
- Vocês já vão? Não podem. Tá cedo. - Gabrielle vem correndo em nossa direção - Você sumiu, onde estava? Te procurei em todo local.
- Quando me procurou? Antes ou depois de estar agarrada com meu irmão? - Começo a rir e a vejo ficar vermelha.
- Eu ia te contar.
Destranco o carro e coloco Bernardo lá dentro.
- Ah, tudo bem, sério. Se você estiver feliz com ele, por mim tudo bem. Eu na verdade fiquei meio chateada porque você passou a festa inteira longe de mim e não conversamos nem um momento sem ser interrompida.

VOCÊ ESTÁ LENDO
Voltei mais gostosa do que nunca
Teen FictionQuando tinha 14 anos, Melinda viu seu coração se despedaçar pelo seu primeiro amor em um baile de inverno. Após a humilhação em público na frente de seus amigos, ela viaja para o Rio de Janeiro, morar com seu pai e sua madrasta. Com o intuito de esq...