CAPÍTULO 2

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CHRISTOPHE DUJARDINS era um profissional renomado. Com 32 anos, tinha uma vasta experiência na área criminal e empresarial, defendendo casos como o de Marcollo, que o colocou na cadeia injustamente por dois anos, por uma armação em que o júri acreditou.

Até hoje, Christophe ainda se lembrava da angústia de seu amigo, de seu olhar triste e de como estava cabisbaixo, desesperado para sair daquela droga de lugar. No entanto, Christophe falhara daquela vez. Mesmo conhecendo as leis italianas, ele não lograra em livrar Marcollo de dois longos anos atrás das grades, sendo tratado como um assassino. Mais tarde, foi provado que Luigi Campanaro era o assassino, tendo sido contratado por Fulgenzio Abbiati.

Graças a Deus, aqueles tempos terríveis passaram. Ele estava bem estabilizado e não podia reclamar de nada na vida. Christophe tinha amigos fiéis, várias casas pelo mundo, carros de luxo e mulheres lindas à sua disposição, quando ele queria e onde queria.

Assim como seus amigos antes de encontrarem as atuais esposas, Christophe era avesso a compromissos. Primeiro, Leon se casou com Felippa, depois Thomas com Sarah Welch. Posteriormente, Marcollo Bulgarelli e se casou com Nìcolla Gismondi. E depois, Trevor e juntou à Clarissa, que estava grávida.

E agora, Christophe era o único que ainda estava sozinho e às vezes, conforme suas necessidades masculinas, procurava beldades de longas pernas e com cinturas esbeltas. Tinha tudo que a maioria das pessoas poderia desejar: dinheiro, estabilidade e pais que o amavam.

Acordava, fazia musculação em sua academia particular, tomava um banho e ia ao escritório de advocacia, o Dujardins Law Offices. Tinha vários escritórios pelas principais cidades da Europa, que atendiam casos de praticamente todas as áreas do Direito, mas ele era designado pelos seus melhores clientes a resolver ações de Direito Empresarial e Direito Penal. E à noite, ele voltava para casa. Às vezes, os amigos perambulavam pela França e eles combinavam de se encontrar.

Agora, em um dos prédios de Paris e sozinho em sua moderna e grande sala, ele ainda lembrava-se do prazer que passara naquela noite com aquela mulher, e pior, quando sentiu que fora o seu primeiro homem. Na total escuridão, ele não conseguiu visualizar quem era ela, mas mesmo assim, ainda recordava-se muito bem das curvas dela e da cintura fina, que pôde tocar e sentir. Ele pegou a carteira que estava dentro da pasta de couro, e tirou de dentro o bilhete que a mulher misteriosa deixara para ele, sobre a cama, quando ele ainda estava dormindo.

"Obrigada pela noite inesquecível. Jamais esquecerei da noite que vivemos juntos. Não posso revelar minha identidade, mas mesmo assim, saiba que foi a melhor noite da minha vida."

- Com amor, E.

Christophe também recordou dos momentos em que sentiu seu corpo dentro do dela, fazendo-a gemer de prazer e sentir espasmos por todo seu ser. Ele sabia que fora o primeiro dela, afinal havia encontrado a barreira assim que a penetrou e pior que isso, ele nunca havia tirado a virgindade de uma mulher.

Seria por isso que não conseguia tirá-la da cabeça? Ainda tinha resquícios de sua pele e seu perfume?

Ele não sabia, mas ele reviveu aqueles instantes em sua mente, algo que se recusava a deixá-lo. Novamente, ele se repreendeu por estar pensando naquela mulher, uma vez que tinha muito trabalho a fazer. Tinha uma audiência à tarde, tinha que visitar Antoine Beaumont, o empresário dos perfumes mais pela tarde, e ainda tinha inúmeros compromissos.

Naquele dia, ele ajeitou o terno preto caríssimo e a camisa de seda branca, que lhe acentuavam os ombros fortes e o peito musculoso. A barba já despontava no queixo quadrado e dava um ar ainda mais masculino a ele. O cabelo era raspado, contudo Christophe se sentia bem daquela forma, que enfatizava os olhos verdes e o nariz reto e bem esculpido. Ele passou a mão pelo queixo com os dedos longos e morenos.

O Direito de Amar - Série Apaixonados e Poderosos - Livro 5 (COMPLETO)Onde histórias criam vida. Descubra agora