A dor que invade a minha alma

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Doía, doía demais, era uma dor e um vazio sem fim que o torturava, Pain assistia o sol nascer sentado em uma nuvem pensativo e quieto, olhava as folhas alaranjadas das árvores caindo ao solo e os ventos fortes dando início ao outono, a colheita sempre ficava mais complicada quando entravam naquela estação, mas ele não se importava, não mais, não quando estava diante de tanto caos que até pra ele era demais, além do mais, ele já tinha preocupações demais com Konan e o fator principal entre elas, era descobrir a razão dela ter o deixado.

Será que Izumi tinha razão? Será que ele não entenderia sobre os sentimentos apenas por ser o Deus da devastação?
Impossível!

Ele amava Konan, não amava? Sim amava, sentia em seu coração imensa alegria quando a via e sentia se incompleto quando ela se distanciava, o que ele havia feito de errado? Não sabia, afinal ele sempre se dedicou demais ao amor deles e criou as rosas brancas como presente para ela, mesmo sendo ele a devastar tudo, a criação também dependia dele, os dons dos Hyugas surgiram com os sentimentos puros que ele sentia por konan, por isso os olhos claros, já o dos Uchihas surgiram pelo amor ardente de Konan por ele e nessa troca de presentes surgiu o dom da força vital dos Uzumaki representando a força do amor deles, e assim por diante com cada clã que ambos criaram.

Ele queria entender, mas nada levava a um motivo pra que ela tivesse o deixado, simplesmente teria o deixado de amar? Ah não, com certeza isso afetaria os Uchihas de alguma forma, se o amor dela por ele tivesse acabado só lhes restariam o ódio se é que já não lhes restava só o ódio, o clã se corrompeu.
Havia algum motivo além e ele descobriria, ah sim...

...

A fumaça foi criando forma dando origem a Deusa que terminava de se manifestar perante eles, ela apareceu de forma simples, diria que quase humana e usava trajes vermelhos e o corpo inteiro era bordado por símbolos escuros que saiam de sua testa, uma divindade extremamente linda.

Suigetsu se levantou e fez sua reverência.

- Itachi orou a mim pedindo proteção à Sasuke, só não imaginava que o estado dele era tão degradante. Riu maldosa.
- Pois bem, saia da frente.

Suigetsu obedeceu com prontidão, não iria ser idiota a ponto de querer contrariar a Deusa.

Sakura encostou as mãos nos ombros de Sasuke e os símbolos de deu corpo foram passando pro dele através delas, ele não entendeu o que acontecia até perceber que a dor que antes pulsava a ferida, havia passado e os olhos antes cerrados se abriam em surpresa ao contemplar a presença confortante da Deusa.

Ele se levantou e a reverenciou.

- Obrigado!

Ela o olhou com descaso enquanto os símbolos sumiam e um pequeno símbolo permanecia em sua testa, e
antes que pudessem falar qualquer outra coisa, ela se desintegrou e o cheiro de flores de cerejeira tomou conta do lugar.

"Quem diria, a Deusa do clã que quer minha cabeça, está me ajudando..."
Sasuke pensou.

Levantaram acampamento e foram em direção ao clã Aburame, quando se preparavam pra ir em um mercado enganar o mercador, foram surpreendidos por uma aglomeração de pessoas discutindo ao redor deles, se aproximaram pra saber do que se tratava e no meio da confusão um rapaz ruivo era xingado e agredido por eles.

- O que está acontecendo aqui?
Suigetsu se pôs a falar.

- Ele roubou minhas moedas.
Uma senhora acusou.

- Isto é verdade?

O rapaz baixou o olhar dando a certeza de que havia mesmo roubado.

- Vamos devolva e venha conosco.

O principe e o prisioneiro Onde histórias criam vida. Descubra agora