Aperto o botão do despertador que indica seis horas da manhã. Abro os olhos e encaro o meu lindo teto branco. Acho que vou mandar pintar o universo nele. Nossa, que massa. Não me ache doida leitora (o) , só tenho ideias assim pela manhã cedo. Levanto e vou direto ao banheiro. Tomo um banho rápido e escovo os dentes. Visto uma calça jeans e a blusa do uniforme. Não, lá não é obrigatório usar o uniforme todos os dias, mas eles falam que é bom usar de vez em quando. Calço um tênis branco e pego minha bolsa. Quando estou a ponto de descer a escada, vejo Bernardo passando por mim.
- Bom dia - Falo.
- Bom dia mana, não vá hoje sem mim.
- Achei que nem ia... Por causa da ressaca e tals.
- Estou novo em folha. - Fala e entra no banheiro.
Desço as escadas em direção a cozinha. Mãe deve ter saido cedo para o trabalho, pois sem sinal dela. Pego leite e cereais, coloco tudo na tigela e começo a comer. trinta minutos depois Bernardo aparece pronto para a escola.
- Não vai comer hoje?
- Só uma maçã. - Diz e pega uma na fruteira. - Vamos? Hoje tem reunião do time.
- Vamos. - Falo e pego a bolsa que deixei na cadeira.
***
Bernardo estaciona o carro em uma das vagas vazias. Desce e diz que vai me encontrar mais tarde. Caminho em direção a diretoria para a inscrição do seletivo de líder de torcida.
- Bom dia, quero me candidatar a líder de torcida - Falo para a mulher ruiva que está atrás do balcão.
- Seu nome e idade.
- Melinda Montgomey, 16 anos.
- Está inscrita. A seleção é as 15 horas hoje. - Fala enquanto me encara. - Espera, alguns professores deram por sua falta ontem na aula. Por acaso você matou aula Melinda? Desculpa, mas preciso comunicar sua mãe, não aceitamos isso.
- Só precisava respirar. Acho que não precisa comunicar nada a ninguém. Eu fiquei na escola o dia inteiro. - Minto.
- Não é assim que as regras funcionam senhorita Montgomery.
- Melinda, volte aqui agora.
Não aguento mais ouvir e saio da sala esbarrando em alguém, mas como eu estou sem paciência para pedir desculpas, continuo correndo.
- Melinda! - Ouço alguém me chamar, mas não me do ao trabalho de virar e ver quem era.
Ah sério? Essa escola agora parece aqueles internados. Desde quando não se pode matar aula? Agora tenho que ouvir coisas quando chegar em casa só porque não assisti quatro aulas. É o cúmulo do absurdo mesmo. Me dirijo ao pátio e vejo Gabrielle e Fernanda sentadas.
- Oi - Falo
- Ei, e ai. Como vai as coisas?
- Acho que vou levar uma bela advertência da minha mãe por ter matado aula ontem.
- Pra ser sincera, isso é só para manter as aparências. Eu mesmo não lembro de quantas aulas matei ano passado. E ainda estou aqui, né?
- Talvez tenha razão. E você dona Fernanda? O que conta de novo?
- Nada de mais, tô é cansada. O jornal tem que postar fotos e notícias novas a cada momento. Mas nada aqui parece legal.
- Que chato amiga, mas sei que vai ter algo por ai - Gabi fala
- Falando em algo legal - Começo - E aquela festa que você falou? Ou seria acampamento?
- Simmmmmmmmm. - Gabi começa a falar - Vai ser um acampamento daqui a três meses. Em um rancho, com direito a trilha, fogueira, festas, bebidas... Vai ser para arrecadar fundos para o time de futebol. Mas parece que vamos começar as vender semana que vem, por causa dos custos dos chalés e das passagens.
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Voltei mais gostosa do que nunca
Ficção AdolescenteQuando tinha 14 anos, Melinda viu seu coração se despedaçar pelo seu primeiro amor em um baile de inverno. Após a humilhação em público na frente de seus amigos, ela viaja para o Rio de Janeiro, morar com seu pai e sua madrasta. Com o intuito de esq...