A escola não era exatamente o que Luna esperava, e com certeza, não era o que as outras meninas esperavam. A escola precisava de reformas, suas paredes exteriores ( de frente para a rua ), eram brancas, e haviam algumas pichações, havia de entrada, apenas um portãozinho de grade preto. Elas entraram na escola. Havia um corredor de entrada a céu aberto, bancos de concreto juntos a parede. Neste mesmo corredor haviam as salas. "Matar aulas e ir tomar um sorvete? Moleza!", pensou Luna.
Luna era a única sorrindo, Rayssa e Adryanna estavam com cara de nojo.
- Ei, meninas! Que tal me ouvir e, IREM PARA O REFEITÓRIO!! - gritou uma das funcionárias, que já estava chamando-as havia algum tempo.
- Calma... - Luna disse guiando as meninas para uma multidão que entrava num corredor.
Antes de começarem a ficar presos na multidão, Rayssa disse:
- Gente, venham por aqui!
Quando Luna raciocinou o que a amiga falara, foi atrás dela, pois, ela havia ido por outro lado. Encontrou a amiga no mesmo corredor que haviam estado quando chegaram. Adryanna havia a seguido.
- Rayssa! Onde vai?
- Vem! - Rayssa chamou as duas garotas - Lá tem muita gente, vamos procurar um atalho.
- Eu sei de um! - Adyanna declarou.
- Sabe? - Luna estranhou.
- Sei. Sigam-me!
Elas seguiram até o fim do corredor ( que nem era tão grande ), onde havia o pátio, também a céu aberto, onde entraram por uma porta.
- Outro corredor? - Luna disse em tom de desânimo.
- Sim. - Adryanna respondeu.
Elas continuaram a seguir o novo corredor. Esse também tinha portas, mas elas eram numeradas e com alguns nomes.
Depois de muito andar viram uma porta, com uma placa escrita que dizia:" Refeitório, o único lugar bom para se reunir a escola inteira.".
- Bem é aqui! - Adryanna afirmou, em seguida ela entrou e se sentou no primeiro banco.
As duas ficaram paradas na porta do refeitório.
- Luna, eu acho que nos não vamos achar esta porta de novo, não acha? - Rayssa disse, mas Luna olhava fixamente para o banco que Adryanna havia sentado. Rayssa tentava acompanhar o olhar de Luna, mas não conseguia - Luna?
- Rayssa, não me diga que não viu quem está do lado daquela garotinha? - Luna disse.
Rayssa não compreendendo, olhou para a garota que estava com elas a pouco. Luna sorriu enquanto Rayssa arregalou os olhos.
- Leon? - Rayssa disse, o garoto imediatamente olhou para elas, se levantou e foi até Rayssa e Luna.
Ele abraçou Rayssa, quanto a Luna, só a olhou sem expressão. Aquilo foi, com toda certeza a pior coisa que acontecera com Luna naquele dia, em sua vida toda só perdia para a morte de seu pai.
- Não vai me dar um abraço?
- Talvez, se você tivesse me dado um a cinco anos atrás! Vem Rayssa!
Rayssa sentou-se com ele, e Luna ficou só na porta. Luna queria chorar, mas não poderia fazer aquilo lá. Começou a procurar uma porta com seu nome( seu quarto ). Quando achou entrou, colocou sua bagagem na cama e deitou-se deitou-se cama ao lado. Ficou chorando e refletindo se Rayssa era sua amiga ou não. Rayssa tinha seus motivos para não ser mais amiga dela. E muitos motivos para estarem na mesma situação: confusas. Rayssa era toda certinha, só faria uma coisa daquelas se já estivesse num nível muito alto de enjôo. Luna começou a ouvir vozes, eram vozes conhecidas, mas com todo o ocorrido, ela não se recordava de ninguém a não ser Rayssa e Leon. A voz disse: " Ei Luna, ela está te procurando, só não sabe onde está ". Depois da voz ter dito isto, Rayssa entrou. Ela atirou a mochila ao chão a deitou-se ao lado de Luna.
- O Leon é muito idiota. E ainda disse que você sabia o motivo! Que absurdo!
- Eu sou idiota, Rayssa. Quando ele foi embora, não me despedi dele.
- E daí? Agora estou com muita raiva dele.
- E daí que não fui por puro orgulho, e você só está com raiva por que você não é ele.
- Mas você também não é ele.
- Mas sei como ele se sente. Só achei um pouco de exagero. Você viu? Ele estava cercado de gente!
- Sim, mais o que eu achei absurdo mesmo foi que ele guardou rancor todos esses anos. Como pode!
- Rayssa.
- Eu.
- Sou sua amiga?
- Se você for a minha, sim.
Essa resposta surpreendeu Luna. Rayssa fazia isso com foi frequência, e ela sempre sorria, mas aquele dia, ela desejou não ter feito tal pergunta.
- Eu acho que sou...
Elas se abraçaram.
- Luna, você não sabe o quanto me segurei para não socar a cara de Leon. - elas riram.
- E ele, onde está agora?
- Não faço ideia.
Naquela noite, elas dormiram bem tarde, ficaram conversando e contando histórias. Depois disso, Luna nunca mais tivera dúvidas de que Rayssa era sua amiga.
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Diário de Heróis
AdventureA história conta a vida de Rayssa, que aos 8 anos sofreu uma mutação genética, que se deu de um sequestro acontecido no mesmo dia. Rayssa, desde então, vive uma vida difícil, mas, no decorrer do tempo, percebe que não poderia nada sem amigos.