Manu
Caminhei até a janela, uma enorme janela com uma sacada linda que dava de cara para uma parte da piscina e o jardim, respirei aliviada. Minha vida adulta iria iniciar ali, o calor estava bem intenso em São Paulo, tirei a polo que estava vestida e quando vi havia deixado minha mala lá embaixo, deixei a polo na cama e desci de sutiã mesmo.
Peguei a mala e quando subi as escadas e virei o corredor a direita dou de cara com um homem, arregalei os olhos quando esbarrei nele, seu cabelo estava molhado e seu corpo com alguns pingos de água, seus olhos observaram cada parte do meu corpo e eu não pude evitar de fazer o mesmo.
xXx: Nossa, Enzo não me falou que tínhamos visita a essa hora – ele riu, uma risada bem gostosa de ouvir –.
Manu: É... eu, hm –gaguejei e me odiei, porque ele me deixou tão sem graça a esse ponto? –.
xXx: calma linda – sua mão foi se aproximando do meu rosto e congelei, tirou uma mecha do meu rosto colocando atrás da orelha e sorrio – não precisa ficar nervosa.
Ouvi o barulho da porta principal se fechando e dei um pulo, o mesmo ficou me olhando e deu uma risadinha, fui até o final do corredor e antes de entrar no quarto olhei para trás e ele estava lá parado me olhando, virei rapidamente e entrei fechando a porta atrás de mim.
Respirei aliviada quando me olhei no espelho e estava com o meu melhor sutiã da vida, preto com uma rendinha, realçava bem meus seios. Tirei o restante da roupa e fui tomar um banho, agradeci ao Enzo por me deixar ficar em uma suíte, assim não precisava sair para tomar banho em outro banheiro.
Saí do banho enrolada no roupão e revirei minha pequena mala já que as outras estavam no carro de Enzo, coloquei um vestido solto acima do joelho e fiz um coque bagunçado no cabelo, peguei meu celular e saí do quarto.
Desci rindo respondendo mensagem da Lua e os dois ficaram me olhando, Enzo estava sentado no banco em frente o balcão e a coisa mais gostosa que eu já tinha visto na vida estava no celular, desviou o olhar e fixou em mim.
Enzo: banho de princesa mesmo – ele riu –.
Manu: estava precisando – ri e caminhei até minhas malas –.
Enzo: não, deixa ai, o Bruno leva –ele riu –.
Bruno: não vai apresentar sua irmã – falou sínico e quis correr dali –.
Enzo: nem vem Bruno, vai se foder em –eles riram –.
Bruno: então eu me apresento – ele se aproximou de mim e congelei outra vez prazer, sou o Bruno. O amigo que teu irmão não vive sem – sua boca se aproximou do meu rosto e ouvi o estalo do beijo –.
Manu: Prazer – foi apenas o que consegui dizer –.
Ele levou minhas malas lá pra cima e consegui sentar e soltar o ar que havia segurado esse tempo todo, ajudei Enzo arrumar a mesa para o almoço.
Manu: ele mora com você?
Enzo: Deus me livre – ele gargalhou – Bruno é meu amigo da faculdade, mora aqui perto algumas ruas apenas, mas –ele deu uma pausa – ontem foi dia de balada e deu um pouco de trabalho sabe –.
Manu: claro que sei né Enzo –ri –.
Bruno: não vou incomodar sempre – ele falou descendo as escadas – só de vez em quando e claro, quando você quiser –.
Enzo: não fode –deu o dedo e ri sem graça –.
Almoçamos todos juntos e tinha que disfarçar os olhares de Bruno pra mim, não sabia aonde enfiar a minha cara. Depois de comer e ter que aguentar os dois no meu ouvido subi para dormir um pouco, afinal estava exausta da viagem e de ter acordado muito cedo, quer dizer ter madrugado para não perder o voo.
Subi para o meu quarto e deixei a porta apenas encostada deitei do jeito que estava, conversei um pouco com Analú, Lua e minha mãe e logo dormi feito pedra, dormi tanto que perdi a noção da hora e do tempo, quando abri meus olhos estava meio aérea até me encontrar, levantei e fui direto para a varanda estava tão quieto que conseguia ouvir os grilos. Saí do quarto e desci, Enzo estava jogado no sofá com uma garrafa de cerveja ao lado e jogando vídeo game, típico meu irmão mesmo.
Enzo: pega uma aí pinga – ele disse rindo –.
Peguei uma stella na geladeira e abri com o pano de prato que estava na pia, caminhei de volta para a sala e sentei ao lado dele.
Manu: um brinde – batemos as garrafas e rimos –.
Enzo: hoje tem um barzinho e quero que tu vá comigo.
Manu: a não Enzo – balancei a cabeça e ele riu –.
Enzo: sim antissocial –gargalhou e mostrei linguá – vai ser bom pra você e é um pessoal legal, lá no Aurora as 22h, então você tem – ele olhou no relógio – 1 hora para se arrumar –.
Manu: tá, tá. O que eu não faço pra você – rimos e dei um gole terminando a cerveja –.
Joguei as garrafinhas no lixo e subi correndo para tomar banho. Tomei outro banho só que não demorei tanto, me enrolei na toalha e fui revirar minhas malas atrás de uma roupa descente.
Eu sempre usava roupas mais séria para ir na faculdade, isso eu me inspirei muito na minha mãe, não tinha um dia que ela não trabalhava impecável.
Por fim achei uma calça de pano flear, e um cropped branco, um salto e fiz uma make para não passar batido, deixei meu cabelo solto e peguei minha bolsa, me perfumei e desci.
Enzo já estava lá embaixo pronto e um gato, meu irmão era gato demais já imaginava o tanto de garota que ficava nos pés dele.
Enzo: caralho mané – ele levantou e foi em minha direção – muito minha cara, gata pra caralho – ele disse no jeito mais carinhoso do mundo e eu ri –.
Manu: tivemos a quem puxar né maninho – ri –.
Enzo: to perdido hoje, to fodido literalmente – coçou a cabeça –.
Manu: olha a boca Enzo –repreendi e ele riu –.
Enzo: daqui a pouco tu acostuma – ele mostrou língua – agora vamos que geral já esta no Aurora esperando a gente –.
Enzo abriu a porta e saí, esperei ele fechar e bateu uma foto minha.
Entramos na sua BMW e fomos com o cabelos aos ventos, não demorou para chegar nesse barzinho que teria música ao vivo, confesso que estava empolgada afinal, eu precisava conhecer gente nova principalmente se for alguém da faculdade, sim, Enzo faz a mesma faculdade que eu vou começar.
O manobrista abriu a porta do carro e sorri agradecendo, desci e aguardei meu irmão, sua mão tocou minhas costas que estava exposta e me guiou ate um camarote onde já havia pessoas, dois homens e três mulheres, ambos com copos na mão e todos bem animado.
Enzo pegou algumas pulseiras com o segurança e colocou no meu braço, enfim entramos as meninas me olharam bem preocupadas e minha vontade era de rir muito, será que não esta na cara que somos irmãos? Enzo já entrou dando esculacho nos dois homens por estarem me olhando e não segurei a risada ao ver a cara das meninas de alívio.
Enzo: Essa daqui é minha irmã, Manuela. Por favor tratem ela como uma rainha se não o problema será comigo –ele disse sério e logo todos riram – Isa, essa é a Manu que te falei – ele deu um sorriso fofo e arqueei a sobrancelha, então era ela –.
Isa: Oi Manu –ela sorriu.
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Nem todo erro é errado |
Teen FictionEscritora: Ju Rabetão • Respoansável pela história: Letícia +16 | Manuela, mais conhecida como Manu. Filha da Mia e Henrique, atualmente com 20 anos mudou para São Paulo para terminar sua faculdade de direito e começar uma nova vida longe das asas...