Capítulo 3

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 Ao amanhecer Dona Leda já estava no trabalho, Antônio na escola, e Alan como sempre acordara, escovara os dentes e lavara o rosto, fora até a cozinha e se serviu do café feito pela mãe na sua caneca favorita, passou margarina num pão e foi para computador. Ele entrou na rede social para ver se Fabrício estava online e por sorte ele estava.

- Fabrício?

- Oi. Como foi lá com o Santiago?

- Depois eu conto. Tenho umas perguntas para você.

- Pode falar.

- Quem é Caressa? Você a conhece?

- Bom. Eu conheço sim.

- Me fale sobre ela.

- Caressa Lincoln, tem 32 anos, é decoradora, solteira, desde que conheço Santiago sempre os via juntos, são muito próximos, mesmo a família dela sendo católica e a dele evangélica.

- São só amigos?

- Acredito que sim.

- Você ainda não me contou como conhecera o Santiago.

- Bom. Como você sabe eu nasci e cresci em Nova Friburgo. Fui para Niterói por causa de emprego. A família de Santiago morava na mesma rua que a minha, nós sempre nos víamos quando eu saia de casa, então nós criamos uma amizade, mas não cheguei a ter muita intimidade com ele.

- Como ficou sabendo que ele se interessava por homens?

- Ele nunca me contou diretamente, mas eu percebia pelo jeito dele e porque ele já me paquerou. Quando ele viu que eu não estava interessado me pediu para isso ficar só entre nós.

- Caressa sempre estava com ele?

- Quase sempre. Acredita que eles têm algo além de amizade?

- Eu não sei no que acreditar.

- Alan, relaxa. Se Caressa e Santiago tivesse algo eles a essa altura da vida já estariam casados.

- Você tem razão.

- Bom Alan. Preciso ir agora, chegou gente aqui e preciso atender. Até mais.

- Até.

 Alan começou a ficar mais tranquilo sobre a questão de ter uma mulher morando com Santiago e começou a pensar se devia procurar Santiago ou não. A responsabilidade e a vontade de estudar iam voltando para o lugar, Alan saiu da rede social e foi estudar, o seu futuro novamente voltara a ser prioridade.Passado alguns dias, Alan estava tomando um café com sua mãe após o jantar e seu irmão já dormira. Alan sempre contara tudo para mãe, ela era sua melhor amiga e sempre o ouvia. Enquanto ela falava sobre assuntos do trabalho, pois ela trabalha com doces, tortas e bolos, ele hesitava em contar tudo o que houve.

- Meu filho. Amanhã tenho que preparar uma encomenda muito grande. Acho que Mônica e eu não daremos conta. Pediram 300 rissoles, hoje em dia quem come rissoles? Com essa moda de comida saudável ninguém está querendo comer frituras. - disse Dona Leda.

- Sim mãe, é verdade. - Disse Alan com a cabeça em outro lugar.

- O que houve meu filho? Quer falar sobre aquele assunto agora? – disse Dona Leda preocupada.

- Mãe. Sabe quando você sonha com algo e não acontece nada do que você sonhou? – questionou Alan.

- O que houve exatamente meu filho? – perguntou Dona Leda.

- Eu quando fora viajar até a Nova Friburgo para vê-lo eu imaginei outras coisas diferentes do que aconteceu. – disse Alan com ar de arrasado.

- Esse rapaz te tratou mal ou te forçou a fazer algo que não queria? – perguntou Dona Leda preocupada.

O Sonho de Alan (Romance Gay)Where stories live. Discover now