Capítulo 12

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 Dois anos se passaram e a vida de Alan mudara completamente, ele havia se formado em administração, se mudou para Nova Friburgo e conseguiu um estágio e desde então é feliz com Fabrício. Sua mãe Dona Leda e sua amiga Mônica viraram sócias e abriram um serviço de Buffet em Niterói. Antônio com apenas quatorze anos já entendia de computador mais que muitos técnicos e consertava os computadores da vizinhança. Tudo estava caminhando muito bem, Alan e Fabrício preparavam um almoço juntos, pois iam receber pessoas especiais em casa.

- Me passa essa salsinha amor. – disse Alan.

- Você acha que ela vai gostar? – perguntou Fabrício.

- Claro que vai. – respondeu Alan.

- Pois é a primeira vez que cozinho para ela e quero causar uma boa impressão. – disse Fabrício.

- Você faz o filho dela feliz e para ela isso é o que importa. Ela sabe que eu sou louco por esse loirinho lindo. – disse Alan.

- E eu sou louco pelo filho dela. – disse Fabrício.

- Acho que já está na hora de ir buscar minha mãe e o Toni, o ônibus dela deve tá chegando. – disse Alan preocupado com a hora.

- Me deixa tirar esse avental, pegar as chaves que nós já vamos. – disse Fabrício.

 Alan e Fabrício saem de casa e vão buscar Dona Leda e Antônio na rodoviária. Alan estava muito feliz em receber sua mãe, estava nervoso e ansioso, não via a mãe a muito tempo desde que se mudou para Nova Friburgo para viver com Fabrício, mas mantinha contato direto, Dona Leda fazia questão de ligar para o filho e ver se estava tudo bem com ele. Fabrício estava um pouco nervoso, pois não tinha visto a sogra pessoalmente, quando chegaram à rodoviária após estacionar o carro ficaram esperando Dona Leda e Antônio chegarem, até que o ônibus chega à plataforma e os olhos ficam voltados à porta, em meio aquelas pessoas que desciam lá estava Dona Leda e Antônio, Alan e Fabrício foram se aproximando até que Dona Leda os reconheceu.

- Mãe, como à senhora está? Fez boa viagem? – perguntou Alan.

- A melhor parte é que já acabou. – respondeu Dona Leda.

- E você Toni, como está? Consertando muitos computadores? – perguntou Alan.

- Mais ou menos. – respondeu Antônio.

- É bom tê-la aqui minha sogra. – disse Fabrício sem jeito.

- Está cuidando bem do meu filho? – perguntou Dona Leda.

- Sim. – respondeu Fabrício.

- Posso confiar meu filho? – perguntou Dona Leda a Alan.

- Pode sim mãe, vamos pro carro. – respondeu Alan feliz.

 Eles entram no carro e Fabrício dirige até Olaria, durante o caminho eles têm uma conversa agradável, o papo era descontraído, o sorriso era farto, Alan estava feliz de ver toda sua família junta, ele estava radiante por ver seu sonho se realizando. Quando chegam em casa Alan e Fabrício mandam Dona Leda e Antônio ficarem a vontade, eles se acomodam no sofá enquanto Alan e Fabrício vão pra cozinha continuar a preparar o almoço.

- Estão preparando o que? – perguntou Dona Leda.

- Lasanha. – respondeu Alan.

- Vão usar molho branco? Lasanha não pode ficar sem molho branco. – perguntou Dona Leda.

- Sim, nós vamos, mas como a gente não sabe fazer nós compramos esses sachês de molho pronto. – respondeu Alan.

- Esses molhos em sachê não prestam, deixa que eu prepare. – disse Dona Leda se levantando e indo em direção à cozinha.

- Não precisa Dona Leda. – disse Fabrício.

- Imagina se eu vou comer molho de sachê, me deem um avental. Tem todos os ingredientes aqui? – perguntou Dona Leda.

- Acabou o leite. – disse Fabrício.

- Não tem problema, o Antônio vai à rua e compra. – disse Dona Leda.

- Porque eu hein? – disse Antônio da sala.

- Porque é o único que não está fazendo nada. – disse Dona Leda.

- Pô meu, que saco. – disse Antônio indo em direção à cozinha.

- Vai até a minha bolsa, pega o dinheiro e vá comprar o leite. – disse Dona Leda.

- Mas eu não conheço nada por aqui. – disse Antônio.

- Tem uma padaria aqui perto Toni. – disse Alan.

- Ok. – disse Antônio.

- Cuidado para não se perder. – disse Alan.

 Antônio vai comprar o leite enquanto sua mãe, Alan e Fabrício continuam a preparar o almoço, a conversa fluía descontraída e os sorrisos fartos. Antônio volta com o leite e em seguida vai para a sala assistir TV, o almoço estava quase pronto e Alan fora arrumar a mesa, ele estava tão feliz que parecia outro rapaz, nada mais de choros e lamentações, estava onde queria estar. Quando todos se sentaram a mesa para comer Dona Leda estranhou ter um lugar a mais.

- Sua mãe vai vir almoçar com a gente Fabrício? – perguntou Dona Leda.

- Não, ela não pôde vir. – respondeu Fabrício.

- Estão esperando alguém? – perguntou Dona Leda.

- Sim, ela já deve estar chegando. – respondeu Fabrício.

- Os negócios estão crescendo mãe? – perguntou Alan.

- Sim, as coisas não podiam estar melhores. – respondeu Dona Leda.

- Eu quero comer. – disse Antônio.

- Filho, vamos esperar a convidada chegar. – disse Dona Leda.

- Que saco. – disse Antônio.

- Eu queria aproveitar esse momento que a minha família está toda reunida e dizer algo ao Fabrício – disse Alan olhando para Fabrício com o os olhos brilhando. – Fabrício, há dois anos eu estava com a ideia fixa de encontrar alguém, eu acabei me magoando e me frustrando muito, mas seu não tivesse entrado naquele ônibus talvez hoje não estivéssemos juntos então tudo valeu a pena, eu conheci um rapaz maravilhoso que a principio era apenas um amigo e essa amizade cresceu e se transformou em amor. Fabrício, eu amo você e estar com você foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida.

- Eu também te amo Alan, eu não me vejo agora com mais ninguém dividindo a minha vida. – disse Fabrício emocionado.

- Não sabe o quanto estou feliz por vocês meu filho, acho que meu trabalho já terminou, você finalmente se tornou o homem forte que eu sempre quis que você fosse. Quando eu não estiver mais aqui vocês tem um ao outro pra se cuidar e se apoiar. – disse Dona Leda emocionada.

- Não diga isso mãe, a senhora ainda vai viver muito, o Toni ainda depende da senhora. – disse Alan.

- Eu estou velha e minha hora vai chegar. – disse Dona Leda.

- Um dia vai chegar para todos nós, mas a senhora ainda tem muito para viver, ainda vai ver o Toni casando, vai ver seus netos crescerem... – disse Alan.

- Vocês pretendem me dar netos? – disse Dona Leda.

- Bom, eu e o Fabrício pensamos em adotar uma criança, mas só daqui uns anos. – disse Alan.

 A campainha toca e Alan vai atender, ele espera que seja a convidada especial, quando ele abre a porta ele vê na sua frente uma mulher muito elegante e exibia um sorriso e uma enorme satisfação de estar ali, Alan estava muito feliz em recebê-la, aquela mulher era Caressa Lincoln.

O Sonho de Alan (Romance Gay)Where stories live. Discover now