Dois anos se passaram e a vida de Alan mudara completamente, ele havia se formado em administração, se mudou para Nova Friburgo e conseguiu um estágio e desde então é feliz com Fabrício. Sua mãe Dona Leda e sua amiga Mônica viraram sócias e abriram um serviço de Buffet em Niterói. Antônio com apenas quatorze anos já entendia de computador mais que muitos técnicos e consertava os computadores da vizinhança. Tudo estava caminhando muito bem, Alan e Fabrício preparavam um almoço juntos, pois iam receber pessoas especiais em casa.
- Me passa essa salsinha amor. – disse Alan.
- Você acha que ela vai gostar? – perguntou Fabrício.
- Claro que vai. – respondeu Alan.
- Pois é a primeira vez que cozinho para ela e quero causar uma boa impressão. – disse Fabrício.
- Você faz o filho dela feliz e para ela isso é o que importa. Ela sabe que eu sou louco por esse loirinho lindo. – disse Alan.
- E eu sou louco pelo filho dela. – disse Fabrício.
- Acho que já está na hora de ir buscar minha mãe e o Toni, o ônibus dela deve tá chegando. – disse Alan preocupado com a hora.
- Me deixa tirar esse avental, pegar as chaves que nós já vamos. – disse Fabrício.
Alan e Fabrício saem de casa e vão buscar Dona Leda e Antônio na rodoviária. Alan estava muito feliz em receber sua mãe, estava nervoso e ansioso, não via a mãe a muito tempo desde que se mudou para Nova Friburgo para viver com Fabrício, mas mantinha contato direto, Dona Leda fazia questão de ligar para o filho e ver se estava tudo bem com ele. Fabrício estava um pouco nervoso, pois não tinha visto a sogra pessoalmente, quando chegaram à rodoviária após estacionar o carro ficaram esperando Dona Leda e Antônio chegarem, até que o ônibus chega à plataforma e os olhos ficam voltados à porta, em meio aquelas pessoas que desciam lá estava Dona Leda e Antônio, Alan e Fabrício foram se aproximando até que Dona Leda os reconheceu.
- Mãe, como à senhora está? Fez boa viagem? – perguntou Alan.
- A melhor parte é que já acabou. – respondeu Dona Leda.
- E você Toni, como está? Consertando muitos computadores? – perguntou Alan.
- Mais ou menos. – respondeu Antônio.
- É bom tê-la aqui minha sogra. – disse Fabrício sem jeito.
- Está cuidando bem do meu filho? – perguntou Dona Leda.
- Sim. – respondeu Fabrício.
- Posso confiar meu filho? – perguntou Dona Leda a Alan.
- Pode sim mãe, vamos pro carro. – respondeu Alan feliz.
Eles entram no carro e Fabrício dirige até Olaria, durante o caminho eles têm uma conversa agradável, o papo era descontraído, o sorriso era farto, Alan estava feliz de ver toda sua família junta, ele estava radiante por ver seu sonho se realizando. Quando chegam em casa Alan e Fabrício mandam Dona Leda e Antônio ficarem a vontade, eles se acomodam no sofá enquanto Alan e Fabrício vão pra cozinha continuar a preparar o almoço.
- Estão preparando o que? – perguntou Dona Leda.
- Lasanha. – respondeu Alan.
- Vão usar molho branco? Lasanha não pode ficar sem molho branco. – perguntou Dona Leda.
- Sim, nós vamos, mas como a gente não sabe fazer nós compramos esses sachês de molho pronto. – respondeu Alan.
- Esses molhos em sachê não prestam, deixa que eu prepare. – disse Dona Leda se levantando e indo em direção à cozinha.
- Não precisa Dona Leda. – disse Fabrício.
- Imagina se eu vou comer molho de sachê, me deem um avental. Tem todos os ingredientes aqui? – perguntou Dona Leda.
- Acabou o leite. – disse Fabrício.
- Não tem problema, o Antônio vai à rua e compra. – disse Dona Leda.
- Porque eu hein? – disse Antônio da sala.
- Porque é o único que não está fazendo nada. – disse Dona Leda.
- Pô meu, que saco. – disse Antônio indo em direção à cozinha.
- Vai até a minha bolsa, pega o dinheiro e vá comprar o leite. – disse Dona Leda.
- Mas eu não conheço nada por aqui. – disse Antônio.
- Tem uma padaria aqui perto Toni. – disse Alan.
- Ok. – disse Antônio.
- Cuidado para não se perder. – disse Alan.
Antônio vai comprar o leite enquanto sua mãe, Alan e Fabrício continuam a preparar o almoço, a conversa fluía descontraída e os sorrisos fartos. Antônio volta com o leite e em seguida vai para a sala assistir TV, o almoço estava quase pronto e Alan fora arrumar a mesa, ele estava tão feliz que parecia outro rapaz, nada mais de choros e lamentações, estava onde queria estar. Quando todos se sentaram a mesa para comer Dona Leda estranhou ter um lugar a mais.
- Sua mãe vai vir almoçar com a gente Fabrício? – perguntou Dona Leda.
- Não, ela não pôde vir. – respondeu Fabrício.
- Estão esperando alguém? – perguntou Dona Leda.
- Sim, ela já deve estar chegando. – respondeu Fabrício.
- Os negócios estão crescendo mãe? – perguntou Alan.
- Sim, as coisas não podiam estar melhores. – respondeu Dona Leda.
- Eu quero comer. – disse Antônio.
- Filho, vamos esperar a convidada chegar. – disse Dona Leda.
- Que saco. – disse Antônio.
- Eu queria aproveitar esse momento que a minha família está toda reunida e dizer algo ao Fabrício – disse Alan olhando para Fabrício com o os olhos brilhando. – Fabrício, há dois anos eu estava com a ideia fixa de encontrar alguém, eu acabei me magoando e me frustrando muito, mas seu não tivesse entrado naquele ônibus talvez hoje não estivéssemos juntos então tudo valeu a pena, eu conheci um rapaz maravilhoso que a principio era apenas um amigo e essa amizade cresceu e se transformou em amor. Fabrício, eu amo você e estar com você foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida.
- Eu também te amo Alan, eu não me vejo agora com mais ninguém dividindo a minha vida. – disse Fabrício emocionado.
- Não sabe o quanto estou feliz por vocês meu filho, acho que meu trabalho já terminou, você finalmente se tornou o homem forte que eu sempre quis que você fosse. Quando eu não estiver mais aqui vocês tem um ao outro pra se cuidar e se apoiar. – disse Dona Leda emocionada.
- Não diga isso mãe, a senhora ainda vai viver muito, o Toni ainda depende da senhora. – disse Alan.
- Eu estou velha e minha hora vai chegar. – disse Dona Leda.
- Um dia vai chegar para todos nós, mas a senhora ainda tem muito para viver, ainda vai ver o Toni casando, vai ver seus netos crescerem... – disse Alan.
- Vocês pretendem me dar netos? – disse Dona Leda.
- Bom, eu e o Fabrício pensamos em adotar uma criança, mas só daqui uns anos. – disse Alan.
A campainha toca e Alan vai atender, ele espera que seja a convidada especial, quando ele abre a porta ele vê na sua frente uma mulher muito elegante e exibia um sorriso e uma enorme satisfação de estar ali, Alan estava muito feliz em recebê-la, aquela mulher era Caressa Lincoln.
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O Sonho de Alan (Romance Gay)
RomantizmAlan Ferreira, um jovem gay de 24 anos, estudante de Administração, sonha viver uma história de amor. Em busca de afeto ele acaba se envolvendo com Santiago que é um homem mais velho que ele. Santiago é diretor adjunto em uma escola e também é pasto...