Capítulo 12

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Manu

Dormir depois de tudo aquilo não foi fácil, tomei um banho e revirei na cama até o sol aparecer coloquei meu tapa-olho e finalmente consegui pegar no sono. Dormi igual um bebê, fazia tempo que não descansava tanto e acordava tão tarde assim, quando abri meus olhos e olhei no relógio na cabeceira marcava 15h00 da tarde dei um pulo da cama, nunca fui de dormir tanto assim.

Abri a janela do meu quarto junto com a cortina e para a minha felicidade a piscina de casa estava com algumas pessoas, sim Enzo não parava e não tinha limites mas a parte boa foi não encontrar Bruno.

Entrei no banho e levei alguns minutos para sair, enrolei a toalha em meu corpo e fui procurar uma roupa já que o sol estava ardido e o tempo bem seco resolvi colocar um macacão de shorts que realçava bem o meu corpo, passei hidratante e desci, o cheiro de churrasco invadiu minhas narinas rapidamente e dei um sorriso estava faminta.

Isa estava em uma rodinha próximo da churrasqueira onde um dos amigos de Enzo estava comandando, Mari, Nic e JP na piscina com mais duas meninas e Bruno de canto conversando com Enzo engoli a seco quando teu olhar foi de encontro ao meu e disfarcei quando ouvi Isa me chamar. 

Isa: Enzo queria te acordar mas não deixei – ela disse empolgada ao me ver –.

Manu: muito obrigada – debrucei sobre ela para dar um abraço e ela retribuiu – não vi vocês chegando e olha que demorei pra dormir.

Isa: então, é que, é... 

Manu: não precisa explicar – ri baixinho –.

Leandro: churrasquinho bem passado saindo para as mais gatas – falou vindo em nossa direção –.

Isa: a que isso Le, coração de pão doce – rimos –.

Manu: tem pão de alho? 

Leandro: seu irmão esqueceu do principal então – ele riu –.

Manu: vou ir lá comprar.

Leandro: te acompanho então.

Bruno: eu te levo Manuela – falou alto e todos olharam pra nós, mas rapidamente voltaram a beber e dar risada –.

Manu: tenho pernas e posso ir sozinha.

Todos: uhhhhhh – zoaram Bruno que não gostou nada –.

Entrei para pegar minha carteira com habilitação e cartão, quando desci as escadas dei de cara com ele com dois capacete na mão me entregando um. 

Bruno: vamos, vou contigo. 

Manu: qual parte do não, você não entendeu Bruno? Eu hein.

Bruno: por favor – seu olhar de pidão me irritava mas não resisti, peguei o capacete e saímos –.

Enzo: cuidado com ela em.

Coloquei o capacete e Bruno fez o mesmo, era uma moto gigantesca e praticamente eu iria ficar bem encima dele, tirou a moto do lugar e apoiou os pés firme no chão, calculei tudo, eu nunca havia andado antes mesmo Enzo tendo duas. 

Bruno: dá a mão – disse estendendo –.

Não questionei, segurei em sua mão e subi na moto me sentindo nas alturas, Bruno fechou a viseira e acelerou a mesma fazendo um barulhão. 

Bruno: por favor segura forte tá? Não tenha medo linda, eu não mordo – ele disse rindo e revirei os olhos – sei que revirou os olhos e fica mais linda ainda. 

Manu: cala a boca e vai logo, to com fome. 

Ele deu uma gargalhada maravilhosa e acelerou, meus cabelos voavam enquanto aquela sensação de liberdade tomava conta de mim. Passamos em frente ao Carrefour, Extra, mas ele não parou e confesso que gostei, primeira vez inesquecível.

Paramos no Walmart e desci, tirei capacete e passei a mão entre os fios desalinhados do meu cabelo, Bruno tirou o capacete e colocou em seu braço e fiz o mesmo, caminhamos juntos um do lado do outro entramos e segui ele até a parte de pão de alho que eu era apaixonada.

Escolhi um recheado com queijo e ele pegou lingüiça e mais cachaça, falamos o básico não queria relembrar da noite passada na verdade não era nem bom pensar que aquilo realmente aconteceu. 

Bruno: não disse nada para o Enzo tá. – falou colocando as coisas no caixa –.

Manu: sobre? 

Bruno: a droga, o beijo – sussurrou a ultima parte em meu ouvido e riu –.

Manu: por mim – dei de ombros –.

Bruno: sério? Tu não se importa se eu te beijar na frente de todo mundo? –ele riu baixo e revirei os olhos –.

Manu: cala a boca Bruno pra eu gostar mais de você. 

Ele quis pagar tudo e eu odiava isso, saímos e coloquei o capacete quando ele subiu na moto.

Me ajudou novamente e coloquei as compras na minha frente, envolvi meus braços em sua barriga durinha ele colocou uma mão encima da minha e apertou, odiava o efeito que ele tinha sobre mim não entendia esse frio na barriga que eu sentia perto dele nunca senti antes.

Não demorou para chegarmos em casa, desci da moto e entrei na frente, quanto mais longe dele melhor, deixei a sacola na área da churrasqueira com Leandro, devolvi o capacete para Bruno que me fitou com o olhar como sempre e fui pra perto das meninas.

Mariana me olhava com raiva, será que ela e Bruno tinham um caso? Passamos o dia ali, comendo, bebendo, jogando conversa fora e consegui conhecer um pouquinho de cada um dos amigos de Enzo, JP e Mari tinha muita maldade não conseguia decifrar.

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