Capítulo 18

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Manu

Olhar pra cara do Bruno a noite toda foi difícil eu não sei o que me prendia tanto nele, ou melhor o que prendia ele em mim. Eu era diferente das garotas que ele costumava sair principalmente de Mari, não sabia ser dada e nem ficava de 4 para nenhum homem como ela fazia.

Quando ele foi embora pude respirar aliviada, confesso que estava feliz por estar em família.

Isa: meu Deus, por quanto tempo eu dormi? Minhas sobrinhas estão maiores que eu, o Enzo então - ela colocou a mão no rosto e riu -.

Raphinha: falando em Enzo cadê ele?

Manu: já foi com a Isa dele -rimos -.

Mia: que bom que minhas duas princesas ainda estão aqui, porque aquele ali perdemos o controle.

Rafaela: A tia Mia daqui a pouco são as duas ai também.

Nanda: filha, xiu - puxou ela pra perto - não quero nem pensar quando for você -continuamos rindo -.

Era a melhor coisa estar em família. A tia Isa veio de Orlando só pra visitar a gente, ela e o Vitor não estavam mais juntos e o filho deles Pedro ficou lá com o pai e dava pra ver em seus olhos como isso era dolorido. Já tia Nanda e Raphinha estavam felizes com a Rafaela, ela é o orgulho e muito estudiosa seu sonho também é fazer faculdade de medicina igual a mãe.

Ficamos mais um pouco conversando e não demorou para amanhecer, Analú claro me fez dormir lá e meus pais não queriam me deixar ir embora sozinha. Fui me trocar, tirei o vestido e o salto que estava me matando e coloquei um baby-doll da Analú que servia perfeitamente em mim, ela já estava dormindo levantei e fui pegar um copo de água, caminhei até a varanda a lua permanecia lá e a vista era linda.

Mia: sem sono? - minha mãe falou enquanto passava por mim com uma mão em minha cintura -.

Manu: um pouco - sorri - senti saudades de vocês, foram apenas 6 meses que passou mas parece um século.

Mia: nós também sentimos filha, vamos fazer o possível para estar ao lado de vocês -ela fez uma pausa ao sorrir - e o tal Bruno? Eu percebi o olhar dele pra você - ela riu -.

Manu: ah não mãe - balancei a cabeça rindo - o Bruno é só um amigo, ele é o melhor amigo do Enzo não tem nada haver - fiz careta e ela riu mais ainda -.

Mia: eu sei muito bem o que é esconder uma paixão assim -ela ficou pensativa por alguns segundos mas logo voltou a me olhar - aproveite o máximo filha, o tempo passa e não quero que você se arrependa de nada.

Ela me abraçou forte, ah como eu sentia falta do colo dela. Minha mãe era a melhor pessoa do mundo, tenho tanto orgulho por tudo que ela fez por mim, sei de toda história dela com o meu pai e da mãe de Enzo e sei o quanto ela sofreu pra hoje eles viverem nessa paz.

Manu: você se arrepende de algo?

Mia: apenas do que não fiz - ela riu -.

Fui para o quarto, precisava descansar com certeza eles iriam aprontar alguma hoje e queria estar pronta pra isso. Deitei e remexi na cama até o sol invadir o quarto, Bruno... ele não saia da minha cabeça nenhum segundo.

Segunda-feira, 07h da manhã. Dei um pulo da cama quando o celular despertou, tentei dormir o máximo que consegui estudei tanto sobre a empresa dos Bottini. Tomei um banho demorado, saí enrolada na toalha e passei meu hidratante, coloquei uma saia acima do joelho e uma camisa branca social, dobrei as mangas pois estava bem quente, coloquei um scarpin e deixei os cabelos soltos, passei uma make básica e um pouco de perfume, peguei minha bolsa e desci. A mesa do café estava farta e Enzo e Bruno estavam lá, os dois me olharam de cima abaixo e claro Bruno quase cuspiu todo o café que havia acabado de beber e segurei o riso.

Manu: então, como estou? -falei caminhando até eles -.

Enzo: tu já é a mais nova associada mais gata que existe daquela empresa mana.

Manu: lindo, tá igual a mamãe né? - rimos -.

Bruno: come rápido que vou te levar

Manu: não pedi sua carona Bruno, está me apressando porque?

Enzo: toma - ele gargalhou e não segurei a risada -.

Bruno não falou mais nada até eu terminar o meu café, não comi muito a ansiedade acabava comigo. Terminei e escovei meus dentes, Enzo me deu um beijo no topo da cabeça para desejar boa sorte e peguei minha bolsa para sair, Bruno caminhou comigo e não disse nada ele abriu a porta do carro e entrei. Ele era insistente e isso me irritava tanto mas não conseguia ficar longe.

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