Manu
1 mês se passou... O estágio era coisa de outro mundo, adorava ajudar Bruno com diversos casos. Mesmo ele não sendo formado ainda, o que estava muito próximo de acontecer, ele mandava muito tinha o sangue mesmo de advogado.
Minha sala ficava em um andar abaixo do dele, mas estava sempre por lá para ajudar os sócios, meu sobrenome dizia muito de mim e aquilo de certa forma era bom, pois estava ganhando destaque.Escolhi o horário das 8h às 15h, bom que assim eu tinha 1h de horário de almoço e ficava mais perto de Bruno, hoje foi um daqueles dias que não consegui ver ele e como tinha trabalho para terminar pulei o horário do meu almoço para sair mais cedo, cheguei em casa e fui direto para o meu quarto, tirei aquela roupa social que estava me matando e tomei um banho demorado, saí enrolada na toalha e meu celular tocou, era Analú.
IDL
A: mana, que saudades.
M: eu também pequena, como estão as coisas?
A: tudo ótimo por aqui, mas liguei para saber de você e do seu estágio dos sonhos.
M: estágio dos sonhos? – ri –.
A: estágio com o Bruno, é um estágio dos sonhos né irmã –ela riu alto –.
M: você é muito idiota Analú –revirei os olhos –.
A: sei que deve estar revirando teus olhos agora – riu e deu uma pausa – mas como esta com ele?
M: não existe nada com ele –dei um sorriso triste – ele é do mundo e não será eu que vá mudar isso, ele é muito diferente de mim Analú. Tem os amigos dele que é totalmente o oposto.
A: mas eles também fazem faculdade, não é?
M: de que adianta? Uma faz moda, outra administração, um medicina... mas é tudo porque o pai e a mãe obriga.
Bruno é diferente nesse quesito, ele ama a profissão de advogado está no sangue, na família dele igual nós – sorri – mas isso não é o suficiente.
A: você já disse pra ele o que sente?
M: claro que não, ele vai me achar uma idiota. Como uma garota se apaixona só por alguns beijos trocados? E outra, ele não deve sentir desejo nenhum em mim, sou... – respirei fundo e fechei os olhos – sou o oposto dele, e os opostos não devem se atrair mana.
A: promete que um dia você irá se abrir com ele e dizer o que sente? Não guarde pra você, tu não sabe se ele sente o mesmo, as vezes esses que parecem ser coração de pedra são os mais românticos.
M: irei pensar no seu caso –rimos –.FDL
Bruno
Quando saí de uma reunião percebi que Manu já não estava mais na empresa, tentei alcançar mas ela foi voando pra casa. Tinha uma outra reunião durante o dia mas precisava ir ver ela, não sei como nem porque mas senti saudades e aquilo era tudo muito novo pra mim.
Carol: sua reunião é daqui a 1h Bruno – falou quando passei por ela –.
Bruno: obrigada por me lembrar Carol, volto antes disso – pisquei e ela sorrio –.
Carol cuidava de mim como se fosse a minha mãe, confesso que depois que cresci e fiquei mais velho me afastei um pouco dela não por nada, mas porque ela lembrava o meu pai e me lembrava o quanto eu sofri. Peguei a moto e acelerei para a casa de Manu, quando cheguei lá vi seu carro estacionado, saí da moto e tirei o capacete, entrei de fininho queria fazer uma surpresa, subi as escadas e ouvi ela na ligação com alguém, era Analú claro e o assunto era melhor não ter escutado. Ela não confiava em mim, ela achava que não era o suficiente então eu estava sendo apenas um brinquedo pra ela? Todos sempre se afastam de mim, a não ser quem tem interesse no meu dinheiro, mas ela não, ela não queria saber nem do meu dinheiro piorou de mim.
Tentei afastar meus pensamentos mas foi em vão, uma raiva tomou conta ao lembrar da minha mãe indo embora, voltando logo após a morte do meu pai para buscar as roupas dela e sumindo de vez da minha vida e com Manu não seria diferente, ela também iria me deixar.
Saí de lá e subi na moto, coloquei o capacete e acelerei saindo dali. Passei por avenidas, ruas a milhão e o tempo todo ouvia a voz do meu pai no meu ouvido, balancei a cabeça tentando afastar mas continuava ali até que parei em frente o escritório, estacionei a moto e entrei precisava participar daquela reunião.Acabei matando aula na faculdade, meu celular tocou algumas vezes e era Manu mas não quis atender, não precisava dela no meu ouvido dizendo que não podia matar aula, que estava no meu último semestre, não precisava dessa merda toda na minha vida.
Fomos para um bar perto da casa da Nic que abriu a pouco tempo, pegamos uma mesa e pedimos dois combos um de wisk e um de ciroc, começamos a beber todas tinha dias que era só isso que eu precisava.
Mari: como nos velhos tempo né Bruno? Matando aula pra beber com os amigos – ela riu e brindamos – falando em amigos, e a sua amiguinha Manu? Não te encheu não pra tu ir pra aula? – riram –.
JP: é Bruno, e nossa aposta? Até agora não vi nada em, nem um namoro, nem você chegar se gabando de que tirou a virgindade da garota, porque ela é virgem né?
Leandro: olha os papo JP – deu um gole da bebida dele –.
Bruno: cala a porra da sua boca.
Mari: porque Bruno? Ela não pode saber que você ficou bem louco e contou que ela é virgem ainda? Com aquele corpinho todo, eu desconfio em.
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Nem todo erro é errado |
Teen FictionEscritora: Ju Rabetão • Respoansável pela história: Letícia +16 | Manuela, mais conhecida como Manu. Filha da Mia e Henrique, atualmente com 20 anos mudou para São Paulo para terminar sua faculdade de direito e começar uma nova vida longe das asas...