Capítulo 24

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Manu

Terminamos tudo, muito caco de vidro e cheiro de álcool. Quando olhei para o relógio já marcava 02h10 da manhã, olhei para o quarto dele e a luz continuava apagada sinal de que ele estava dormindo ainda. 

Isa: pode ir descansar Manu, se quiser dormir no quarto de hospedes. 

Manu: eu acho melhor né.

Isa: esta tudo pronto, qualquer coisa você me chama por favor. E obrigada por conseguir acalmar meu primo – ela sorrio agradecida –.

Subi e passei no quarto de Bruno para pegar minha bolsa, sem querer derrubei minha chave no chão e ele deu um pulo da cama e me olhou assustado. 

Manu: desculpa, foi sem querer, é... 

Bruno: vem cá – ele afastou na cama e levantou o lençol –.

Manu: vou dormir no quarto de hospedes, é melhor. 

Bruno: esta com medo de mim linda? – falou com aquele sorriso bobo no rosto  –.

Manu: eu não tenho medo de você Bruno, coloca na tua cabeça isso. 

Bruno: tá tá, então vem aqui. 

Coloquei a bolsa a onde estava e caminhei até a cama, sentei e tirei a alpargatas, Bruno sentou na cama e tirou a camiseta que estava vestido e me entregou fiquei olhando pra ela por alguns segundos e ele riu alto. 

Bruno: tu não vai dormir assim né? De jeans, não não... 

Manu: você acha uma boa ideia? Porque sinceramente eu não acho – ri junto com ele –.

Bruno: vou dormir distante de você, eu só preciso ter você aqui essa noite. 

Ter você aqui essa noite... essa noite... tentei processar as palavras dita por Bruno por todo tempo, estava deitada com sua camisa apenas sua camisa e calcinha e ele só de cueca box, tentei ao máximo não olhar para o seu corpo e nem para o volume que estava em sua calça mas era muito difícil. Seus olhos estavam fechados e sua mão próxima de mim queria não encostar mas não consegui, repousei a minha encima da dele e a mesma me acolheu, fechei meus olhos até pegar no sono e pela primeira vez dormir na mesma cama que um outro homem que não seja Enzo.

Acordei com barulho de água, chuva ou chuveiro? Abri meus olhos com dificuldades e o barulho parou, ainda estava escuro lá fora debrucei na cama para pegar meu celular e era exatamente 4h20 da manhã, quem acorda do nada e toma banho essa hora? Me assustei ao ver Bruno no quarto com a toalha enrolada em sua cintura e a camisa que eu estava vestida acima da minha cintura com minha calcinha a mostra. 

Bruno: puta que pariu linda, não faça isso – passou a mão entre os cabelos e pulei me enrolando no lençol –.

Manu: porque você acordou agora? Do nada? 

Bruno: sofro de insônia, e o banho de certa forma me acalma – falou puxando a toalha da cintura e respirei aliviada quando ele já estava de cueca, passou a toalha pelo seu cabelo para secar e confesso que observei cada detalhe –.

Manu: é, já sofri de insônia também é tão horrível... 

Bruno: horrível é eu estar no mesmo quarto que você e nem te tocar.

Manu: já falamos sobre isso, você não me tocou porque não quis aquela vez.

Bruno: porque você é a irmã do meu melhor amigo.

Manu: cala a boca Bruno, sério, Enzo não tem nada haver com isso, se você quisesse realmente – fechei minha boca antes mesmo de continuar aquele assunto –.

Bruno: não precisa ficar quieta, eu quero te ouvir Manu – ele falou baixo e mal consegui ouvir sua voz, senti um frio na espinha quando ele caminhou perto de mim e foi em direção a cama aonde eu estava –.

Manu: não é uma boa ideia isso.

Bruno: xii, confia em mim só isso que eu te peço.

Não falei nada, sentia meu peito descer e subir de tão acelerado que estava a minha respiração, Bruno estava encima de mim apoiando o seu peso em teus braços, sua boca encostou na minha e seu corpo também ele estava gelado e eu sabia que precisa esquentar não só seu corpo, ele por completo eu precisava de Bruno por inteiro.

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