Contos de Terror

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- Mãe, adivinha quem passou no teste... - Falo enquanto caminho em direção a cozinha.

- Ai meu Deus!! Minha filha vai virar líder de torcida.

- Virar não mãe, acabei de me tornar uma - Começo a rir

- Que orgulho. Quero saber de tudo. Cadê seu irmão?

- Teve uma reunião com o time de última hora. Vou tomar um banho e conto tudo no jantar.

- Tudo bem então.

Subo em direção ao quarto, tiro minha roupa e entro para um banho. Lavo meu cabelo e de repente começo a pensar em Brenno. Estranho. 20 minutos depois, banho tomado e vestido, vou olhar minhas mensagens no celular.

    Me encontre na praia as 20 horas.

Número desconhecido? Até parece! Tá bom, confesso que minha curiosidade é grande. O que custa, não é mesmo? E mais, moro a cinco minutos da praia. Cinco minutos... Coloco uma sapatilha, pego uma bolsa e saio em direção a porta.

- Volto em trinta minutos, vou dar uma volta pela praia - Aviso

- Não demora - Ouço mamãe dizer.

     Caminhando percebo que a praia está calma, vejo alguns casais se beijando outros banhando. Vejo que as ondas estão calmas e resolvo molhar os pés. Retiro minha sapatilha e a seguro com uma mão enquanto caminho em direção a praia. Quando meus pés tocam a água gelada, fecho os olhos e absorvo o simples cheiro de brisa marítima. Volto para trás e sento na areia sem me importar em sair de lar com a roupa suja.

- Oi Melinda

Olho para cima e vejo aqueles olhos penetrantes de cor azul me encarando. Confesso que por dentro, me derreti todinha.

- uou, como soube meu nome? - Pergunto.

Aspen se senta do meu lado e passa a segurar minha mão.

- Sabe como é, um passarinho me contou.

- Agora você usa drogas? - Quando falo ele começa a rir.

- Vi quando saiu da diretoria. Confesso que ainda chamei por seu nome, mas você deveria estar tão irritada que não me ouviu.

- Isso. Outra pergunta, como conseguiu meu número?

- Isso foi fácil, pedi para sua amiga Gabi.

- Ah claro. Então, porque me chamou aqui, essa hora? Meio suspeito, né?

- Queria te ver. - Ele fala olhando de meus olhos para minha boca.

- Isso é amor? - Pergunto.

- Acho que sim, pois desde que eu coloquei os olhos em você, nunca mais os tirei. Nem quando durmo.

- Quer ser fofo?

- Apenas romântico - Ele ri um pouco

Pego em seu cabelo e trago sua boca para junto a minha, começamos um beijo lento, suave, que logo mais foi se transformando em algo veloz, rápido, me deixando se fôlego. Separo minha boca da dele.

- Uau!! - Falo.

- Eu sei - Sinto que ele tenta recuperar o ar novamente.

- É - e começo a rir. - Então, a quanto tempo está na escola?

- Entrei no ano passado, meio do ano basicamente. Mas como sou muito tímido, quase não me destacava.

- E o que fez ser destacado esse ano?

- Entrar para o time, ganhar massa muscular, acho que isso.

- Gosta de lá?

- Você não?

- Sinceramente não. Tenho memórias horríveis dessa escola.

- Então porque voltou?

- Saudades. Eu acho. Posso te perguntar algo?

- Sim, aceito.

- Aceita? O que?

- Namorar com você! Não era essa a pergunta?

Começo a rir descontroladamente, caindo de costas na areia quente. Rindo muito até que minha barriga começa a doer.

- Boa piada. Algo sério.

- Desculpa, mas você acabou de quebrar meu coração.

- Homem tem coração?

- Engraçadinha você. O que queria perguntar?

- Tá bom, me falaram que a Priscila tem algo contra os meninos. Quero saber o que é.

Vejo que ele ficou incomodado com a pergunta, tanto que senti como se tivesse bolando algo para falar, algo que não queria.

- Melinda, eu não sei. Quando entrei para o time, já tinha uma tensão. No inicio alguns dos caras sempre andavam juntos, andavam estressados. Outros não saiam de perto da Priscila. Um dia, depois do treino, encontrei um deles sozinho na arquibancada, Trevor, o nome dele. Ele me disse que estava muito ferrado, que tinham descoberto algo que ele e mais alguns amigos haviam feito e estavam chantageando eles. Coisas banais e outras séria  como roubar alguma prova, terminar namoro e até mesmo beijar a Priscila em público.

- Nossa, ele te disse o que ela tem para poder fazer isso com eles?

- Não exatamente, ele me disse que era uma fita. Mas não disse o que dizia nela. Acho que ele estava meio que drogado, porque no dia seguinte veio até mim e pediu para eu esquecer e não contar nada a ninguém.

- Isso é estranho.

- Demais, porque não esquece esse assunto?

- Não dá, Priscila já me humilhou tanto, está na hora de acabar com o reinado dela.

- Então te ajudarei no que for preciso.

- O que vai fazer sábado? Vai estrear um parque aquático e estou querendo ir com meu irmão e minha amiga. Seria legal se você fosse.

- Estarei lá. Preciso ir, minha irmã está em um aniversário e preciso buscar ela.

- Irmã? Não sabia dessa.

- Pois é, ela tem 14 anos ainda. Enfim, vim aqui só porque queria te ver e te dizer que sei seu nome agora. - Diz enquanto me dá um beijo -  Posso te levar para casa?

- Não precisa - começo a me levantar - Te vejo amanhã.

- Espera - O ouço chamar e meu coração acelera - Eu queria te falar algo - Diz enquanto acaricia meu rosto - Acho que estou gostando de você - Fala se aproximando, colando sua boca na minha.

                                 

Voltei mais gostosa do que nuncaOnde histórias criam vida. Descubra agora