Capítulo 39

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Bruno

Bebemos e colocamos o assunto em dia, fazia um tempo que não me juntava com a galera. A paz estava reinando e eu estava até estranhando nenhuma piadinha do JP ou algo do tipo. Enzo estava normal comigo aparentemente, eu gosto mesmo da Manu e por ele me conhecer a um bom tempo ele sabe o quanto ela esta sendo importante pra mim.

Enzo: a Manu sabe que você esta bebendo enquanto toma os remédios pro seu braço? -ele riu e deu um gole no seu wisk -.

Bruno: quem viu mentiu - ri e dei um outro gole -.

Mari: hum, então a dona dele está controlando até o remédio? - falou passando a mão nos meus braços e desceu até meu peitoral, seus seios grandes de silicone encostou em mim e por incrível que pareça não senti nada a não ser nojo -.

Bruno: tira a porra da mão de mim - me afastei e todos olharam -.
Mari: ah, que isso Bruninho. Não vá me dizer que não gostou da cesta que eu te mandei? Ou foi a Manu que recebeu? - apenas ela e JP riu -.

Bruno: comemoração já deu -levantei -.

Enzo: vamos lá pra casa, a gente termina lá.

Bruno: Bora, vai Leandro?

Leandro: mas é claro - ele disse levantando -.

Mariana ficou me olhando com a pior cara do mundo, o restante do pessoal acompanhou a gente. Já era 20h e Manu não respondia minhas mensagens, liguei mas ela não atendeu.

Enzo: relaxa irmão, minha irmã não é a Mariana não - ele riu e dei o dedo -.

Bruno: não fode Enzo - entrei no carro e ele não quis deixar -.

Enzo: eu vou dirigindo.

Bruno: seu carro tá aí não tá? Então cada um com o seu.

Enzo: para de ser teimoso Bruno, tá aí com o braço quebrado e já bebeu umas.

Bruno: meu carro é automático, esqueceu? - ri e dessa vez ele mostrou o dedo -.

Enzo: a minha irmã esta louca apaixonada por você e eu não vou deixar acontecer outra merda pra ver ela chorar, então sai da porra do carro.

Quando ele disse aquilo não tive nem o que falar, saí do carro e ele foi dirigindo, pediu pra um dos meninos ir com o carro dele e acelerou pra sua casa. Ele não saia do celular, aumentei o som e coloquei 3030, me lembrava Manu.
Chegamos e Enzo pediu pra mim ir na frente, o restante do pessoal desceu e foram atrás de mim. Abri a porta e a sala da casa dele estava toda decorada.

Todos: SURPRESA!!!

Manu, Isa, alguns associados da firma que eu me dava bem, e a Carol... ela foi, ela estava lá engoli a seco e ignorei. Manu sorrio ao me ver e caminhei até ela, só conseguia ver ela no meio de todos, entrelacei meus braços em sua cintura e puxei ela pra mim.

Manu: parabéns de novo - ela falou me abraçando - Bruno, você bebeu - sussurrou brava em meu ouvido -.

Manu

Foi difícil dispensar Bruno quando a minha vontade era de ir pra casa com ele, se trancar no meu quarto e não sair mais. Mas, já havia combinado com todos a festinha surpresa lá em casa e não podia dar pra trás, ele iria gostar, sabia que ia. Já estava tudo combinado, saí logo em seguida e passei para buscar Isa na biblioteca da faculdade, pegamos o bolo e a decoração já estava pronta quando chegamos em casa, Beth era um amor e ajudou com as coisas.

Isa: o que você faz por ele, nunca ninguém fez Manu -falou sorrindo -.

Manu: eu fico feliz e triste ao mesmo tempo, Bruno é assim, meio revoltado por conta de tudo que ele passou, de nunca ter tido isso - olhei para a sala decorada -.

Isa: o tio Miguel amava muito o filho, só a mãe dele a Tara que era um pouco estranha, revoltada da vida - ela deu uma pausa e percebi que não sabia da Carol - eu sinto muito por ele, tudo bem que meus pais também não são os melhores - deu um sorriso triste - mas eles sempre foram muito presente, mesmo minha mãe separada do meu pai, nos falamos todos os dias. E Tara simplesmente sumiu.

Manu: o temperamento dele é forte, as pessoas não entendem, ninguém enxerga ele como eu.

Isa: eu sei disso, você é um anjo - rimos -.

Tentei não encostar no celular porque ele não parava de me ligar, o pior de tudo é que eu gosto desse jeito possessivo e ciumento do Bruno, me sinto amada por ele, esse medo de me perder mostra o quanto sou importante. Enzo mandou uma mensagem dizendo que estava chegando quando tocaram a campainha, era Carol e Isa olhou estranhando.

Carol: desculpa o atraso, tive que sair correndo do escritório.

Manu: não tem que se desculpar - sorri e peguei a bolsa dela para guardar - eles estão chegando -.

Mais alguns minutos e Bruno entrou, seus olhos encontrou o meu rapidamente e percebi o quão aliviado ele ficou ao me ver, sorri quando ele se aproximou e me abraçou, o cheiro de álcool subiu ele sabia que não podia beber mas não resistiu.

Bruno: foi só um pouco, prometo - ele me olhou segurando o riso -.

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