Capítulo 52

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Bruno

O dia passou voando, quando terminou o expediente dela Manu apareceu na minha sala com aquele sorriso lindo, levantei e fui até ela, envolvi meus braços em sua cintura e ela roubou um selinho. 

Bruno: hoje você é minha –sussurrei – amanhã tenho voo as 22h para o Rio, volto apenas no sábado a noite. 

Manu: ahhhh – ela fez bico e rimos – então faço questão de dormir com você hoje. 

Bruno: mesmo se não fizesse, iria te sequestrar e levar você comigo – ri –.

Saímos de lá e estávamos indo para a casa mas Isa chamou a gente para ir jantar em um barzinho que fica perto da casa do meu tio, conversamos sobre o dia de Manu e o caso que ela estava trabalhando com Junior. Chegamos até lá e estava Isa, Enzo, Leandro e Tati. 

Bruno: pra quem era o coração de pedra né Leandrinho – todos riram –.

Leandro: não fode oh, apaixonado – deu o dedo e ri –.

Ficamos até as 23h jogando conversa fora, todos estavam bebendo cerveja menos Manu que pediu um suco natural,  mais certinha que ela estava pra nascer e eu me orgulhava disso, ela tinha limite e me colocava limite e era isso que eu estava precisando. 

Leandro: amanhã tem a comemoração do aniversário da Tati vocês vão né? 

Bruno: viajo amanhã a noite pro Rio – revirei os olhos e entrelacei minha mão na de Manu –.

Tati: ah Manu vamos com a gente então? 

Manu: é, não, não sei. Melhor não – falou sem jeito –.

Bruno: se quiser por mim tudo bem – sussurrei baixo em seu ouvido e ela sorrio –.

Enzo: eu vou ter que ir pra BH resolver alguns assuntos – fez careta – mas vai com a Manu –olhou pra Isa e ela sorrio –.

Isa: noite das garotas então.

Leandro: e eu sou o que Isabela? 

Isa: também é uma que eu sei –todos riram –

Nos despedimos de todos e fomos pra casa, não gostava da ideia de Manu sair sem mim ainda mais no meio do pessoal da faculdade que eu sabia que estariam lá, mas não iria prender, não quero um relacionamento assim. Entramos no elevador e um cara entrou com um menininho aparentava ter uns 5 anos, teimoso, fazendo birra e o pai sem saber o que fazer. Manu olhava como se quisesse fazer algo para mudar a situação, o garotinho paralisou e ficou olhando pra Manu sem nem piscar, eles desceram e ela riu. 

Manu: você pensa em ter filhos? – perguntou sem me olhar –.

Bruno: não.

Manu: sério?  –teu semblante mudou e voltei atrás –.

Bruno: não, é sim... é que –passei a mão entre os cabelo – mais ainda não me vejo como pai entende? Mas claro eu quero ter uma família, com você claro.

Manu desconversou e percebi que ela ficou sem jeito mas não quis conversar sobre, erámos novos ainda, queria aproveitar com ela antes de vir um bebê, na verdade eu nunca me vi como um pai mas ela mudou tanto a minha vida. Manu saiu do banho e foi direto pra cama, tomei um banho rápido mais quando saí ela já estava dormindo, fiquei apenas de cueca e deitei ao lado dela, envolvi meus braços em sua cintura e puxei ela pra perto de mim e dormi. 

Acordei e Manu não estava mais na cama, levantei e fiz minha higiene, saí do quarto e ela estava na cozinha preparando o nosso café. Manu detestava que tivesse alguma empregada em casa, um dos motivos que me fez apaixonar é esse, não importa o tanto dinheiro que ela e a família tenha Manu não consegue sair por aí esbanjando dinheiro. 

Bruno: está tudo bem? –abracei ela por trás e a mesma sorrio –.

Manu: claro, estou bem. E você? – ela virou pra mim e envolveu seus braços em meu pescoço –.

Bruno: é que ontem, aquele assunto... você sabe. 

Manu: eu não quero falar disso Bruno, está tudo bem eu só estou cansada. 

Bruno: vai na festa hoje com as meninas, se distraí um pouco. Queria que fosse para o Rio comigo mas amanhã eu já estou de volta. 

Manu: vou pensar até mais tarde e te falo, vai em paz tá bom? Cuido da sua casa pra você – ela riu –.

Bruno: nossa casa – falei sério e ela arregalou os olhos –.

Manu: oi? Nossa? 

Bruno: claro linda, eu não consigo pensar seguir sem você. Vem morar comigo? 

Manu: Bruno – ela falou sem jeito mas riu deixando meu coração mais aliviado precisamos ver, meus... 

Bruno: eu peço para os seus pais, a gente faz assim, antes de voltar as aulas nós vamos para BH ou melhor, marcamos um almoço aqui, eles vem e eu peço. Faço questão. 

Manu: você é maluco – ela riu e me beijou –.

Manu não quis ir comigo para o trabalho, saí um pouco mais cedo para adiantar tudo, ela quis deixar minhas coisas pronta e não questionei, fui de moto e deixei a chave do carro pra ela. O dia foi longo e rendeu, tive 3 reuniões com 2 clientes diferentes, e fui visitar Carol antes de ir viajar. Quando voltei para a empresa depois do almoço Manu já estava lá e com a cara bem desanimada, ela estava em sua sala de óculos toda linda e concentrada, bati na porta e sua atenção foi direto pra mim. 

Manu: Oi – ela sorrio –.

Bruno: está tudo bem? 

Manu: sim, um pouco de sono. Deveria ter dormido mais. 

Bruno: sai mais cedo e descansa linda, daqui a pouco vou pra casa buscar minhas coisas. 

Manu: vou sair no meu horário normal então te deixo lá. 

Bruno: combinado.

Estava com um pressentimento ruim e nunca senti isso antes, deu 16h o horário que Manu era pra sair sempre, mais ela sempre ficava até mais tarde. Ela parou na porta da minha sala e sorrio, peguei minhas coisas, entrelacei minha mão na dela e saímos juntos, chegamos em casa Manu se jogou no sofá e acabou cochilando lá mesmo, iria para o aeroporto as 20h então deixei ela dormir mais um pouco e o telefone tocou. 

IDL

L: E ai seu porra.
B: qual é Leandrinho, chora –rimos –.
L: a Manu vai hoje né? A Tati tá aqui me perturbando perguntando.
B: acho que sim, ela está dormindo, sentiu um sono e desmaiou no sofá – ri –.
L: vish, tá grávida não? 
B: tá maluco? Olha só pra minha cara de pai – rimos– mas acho que ela vai sim, já já vou acordar ela. 
L: beleza 

FDL

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