Capítulo 12

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Eu sei que esse capítulo está bem pequeno, mas é que eu tenho de ir para a caminhada e estou um pouco sem tempo de escrever. PORÉM, ENTRETANTO, TODAVIA, eu sempre arranjo um tempinho e escrevo um capítulo, mesmo que pequenino. 

Beijos na bunda de vocês!

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ADRIANO

Quase caio no chão depois de sentir o impacto do corpo do meu Karan junto ao meu. Não espero muito tempo e logo vou dando um beijo em sua boca e, quando temos de nos separar por nos faltar ar, coloco meu rosto na volta de seu pescoço e fico sentindo o seu cheiro que fica bem mais intenso naquela parte de seu corpo. O mundo e as pessoas ao redor, naquele momento, pareciam terem sumido e só ter ficado eu e ele... o que não durou muito, pois escutamos meu tio dizendo alguma coisa que, para mim, foi bem inaudível.

Ele se vira bem devagar, com o rosto bastante corado, já eu fico na mesma posição que eu estava, entretanto, mudando apenas que agora, ao invés de mim abraça-lo de frente, estava abraçando o mesmo pelas costas. Sentir sua bunda roçando no meu pau foi um desafio que eu, infelizmente não sou capaz de resistir... comecei a ficar excitado e isto não era o que eu queria no momento, levando em conta que tínhamos uma criança e um senhor aqui em nossa frente. Inclusive eu nem sei se ele quer fazer isso agora, então pensei em várias coisas que, para mim, eram broxantes e, assim, eu consegui controlar o meu amiguinho lá de baixo.

- Você não pode falar isso, Wesley. – Meu tio continua falando com a criança, que nem ligava para o que ele dizia.

- O que ele está falando? – Pergunto, talvez não querendo saber a resposta.

- ô pô!

- Isso responde sua pergunta? – Olho para ele com um rosto confuso. Não estava realmente entendendo nada do que se passava ali. – Ele está repetindo um palavrão, Adriano.

Deixo meu tio lá tentando ensinar para o Wesley que não podia falar aquele palavrão, e puxei Karan para um local mais afastado de onde os dois estavam. Era um local bastante bonito e que eu ainda não tinha visitado aqui na mansão do meu tio. Tinham algumas espécies de árvores, plantas e um banquinho bem no meio de tudo, sem esquecer da grama, que aqui era um pouco mais alta, mas não por falta de cuidado, mas sim porque a "proposta do lugar" era algo mais rústico.

- Você nem me avisou que estava voltando, seu cretino. – Escuto ele falar com um pouco de... raiva? Bom, não sei bem se esta seria a sua intenção, mas a forma que ele falou, o fez ficar mais vermelho do que o normal e inflar suas bochechas, lhe dando um ar muito fofo.

- Eu decidi vir de última hora. Não aguentava mais ficar lá com aquele monte de bajuladores! – Digo e ele assente, aproximo meu rosto devagar até o seu e dou uma mordida em sua bochecha.

- Virou canibal agora, caramba? – Balancei minha cabeça positivamente e ele nega.

- Seu cabelo cresceu mais, decidiu deixar sem cortar mesmo? – Pergunto passando a mão em seus cabelos e ele deita mais sua cabeça em minha mão, buscando mais contato.

- Sim, já que aqui o senhor Damien não exige o tamanho de cabelo, decidi deixa-lo grande. – Concordo com um aceno e um sorriso pequeno em meu rosto.

Decido pôr um fim naquele assunto colando nossos lábios em um beijo bastante faminto, da mesma forma que eu me sentia de tanta saudade que eu sentia dele. Puxei seu corpo pela cintura e grudei-o ao meu, ficando colados e parando de nos beijar apenas quando o ar nos faltava, entretanto, respirávamos fundo apenas um vez e já voltávamos a nos beijar. Senti meu corpo arrepiar quando a mão dele entrou dentro da minha camisa e começou a acariciar minha barriga.

O contato de sua mão com minha pele fez com que um circuito de quentura descesse, ou subisse, como vocês preferirem, e foi bem rápido em direção até os meus países baixos, fazendo com que ele se levantasse rapidinho.

- Com licença, a Malu mandou eu vir te chamar, Ka. – Chega uma menina que eu não conheço para estragar o clima, mas eu entendo, já que era o trabalho dele. Mas, porra! Por que não chegar só daqui há uns 15 minutos? Mancada!

- Já estou indo. – Ele responde apenas isto e já vai levantando, me deixando com uma ereção e uma vontade louca de o beijar do jeitinho que ele estava.

Pensei que não poderia ser mais sexy do que ele já é no dia-a-dia, mas, depois de vê-lo com seu rosto vermelho, cabelos bagunçados e lábios inchados... Ah! Não consigo encontrar uma expressão que me ajude a descrever este momento. Só... PERFEITO!

- Eu pensei que a gente teria mais tempo de ficar juntos! – Falo com pesar, pois acabei de chegar, e mesmo assim não posso passar 50 dias junto dele sem que ninguém venha a nos atrapalhar.

- Nós ainda teremos muito tempo, não acha? – Olho para ele confuso e ele revira seus lindos olhos. – Você não falou que ia para a minha casa quando voltasse? Então supus que...

- Eu vou. – Digo sem ao menos deixa-lo terminar de falar.

Acho que pareci estar muito apressado, pois ele começa a desatar a sorrir e quase não para mais. Eu ligo de, provavelmente, ter parecido isso? Mas é claro que não! O dia se arrastou bem devagar, pois a cada vez que o Wesley dizia a palavra 'porra', meu tio lançava uns olhares bem significantes para nós dois. Eu não estava nem aí e fingia que não era comigo, agora o coitado do meu namorado ficava mais vermelho do que um tomate e eu, sinceramente, queria registrar cada momento desses em uma foto, para que quando tivéssemos nossos filhos, netos e bisnetos eu pudesse mostrar para eles o quanto o pai, avô e bisavô deles era comível.

- Eu já disse que não, Adriano. E se eu disse que não é porque é não! – Karan dizia irritado enquanto negava que fossemos de carro para a casa dele.

- Mas por qual motivo que você se nega? – Pergunto sem entender o real motivo da situação. – Qualquer pessoa iria querer se livrar pelo menos um dia de ir de ônibus para casa. – Digo e isso só parece ter deixado o mesmo muito irritado.

- Mas só que você tem de entender apenas uma coisa... – Diz ele dando ênfase no 'uma coisa'. – Eu não sou todo mundo, e se você quer alguém que ceda sempre que você quiser, este alguém não será eu, até porque eu nunca dependi de homem para nada e tudo o que eu quis, fui atrás e consegui. Também não sou um prostituto para me levar por coisas materiais... – Ele fala e fica vermelho, porém, desta vez é de raiva. O Wesley começou a chorar alto e aí que ele parece ter ficado mais irritado, mas não era com o bebê e sim comigo.

Mas o que eu fiz? Será se ele se chateou por eu ter dito que qualquer um gostaria de não andar de ônibus pelo menos uma vez?

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Adriano fez merda?

Vocês acham que Karan ficou com raiva sem motivo? 

O destino de um amor (Romance Gay)Onde histórias criam vida. Descubra agora