Hazel
Acordei ao lado de Frank, sorrindo otimista. O dia havia começado bem, com o Sol resplandecente no céu e a boa notícia do casamento de Percy e Annabeth, que na semana seguinte teria uma grande festa, pelo que Piper me enviou pelo celular (sim, celulares deixaram de ser uma praga para semideuses, longa história).
Frank acordou sorrindo para mim, seus olhos puxados mirando no meu celular, curioso para ver a mensagem junto à mim.
- Bom dia. - Ele me disse antes de beijar minha bochecha e se levantar para a sua rotina matinal - ir ao banheiro, escovar os dentes, lavar o rosto, fazer a barba (todas as quartas), tomar banho e comer as sobras de ontem/tomar café em algum restaurante de Nova Roma - enquanto eu ainda tentava sair da cama, relutante pelo conforto da cama de luxo, vantagem de ser a mulher do Pretor.
Depois de uma intensa batalha contra o colchão, me levantei, ainda com sono, à procura do que sobrou da pizza de chocolate de ontem, com preguiça de preparar o café da manhã. Meu roupão negro contrastava com a minha langerie dourada e combinava com as minhas pantufas de urso.
Me peguei rindo. Quem diria que uma garota com infância tão infeliz, filha do menos felizardo dos três grandes e que nascera amaldiçoada estaria saboreando sobras de pizza pela manhã depois de uma boa noite de sono com o noivo.
Eu devia ter lembrado que semideuses não podem comemorar quando algo bom acontece. Assim que conclui meus pensamentos, uma ave com penas em tons similares a labaredas apareceu em minha janela, com uma carta no bico endereçada a mim.
- Frank! - Chamei. - Que bicho é esse? - Perguntei enquanto a ave pousava na janela, esperando que eu pegasse a carta. Relutante, eu aproximei a minha mão e assim que a toquei, a ave soltou a carta, que criou olhos e boca enquanto flutuava na altura do meu rosto. Frank apareceu bem a tempo de ver a cena, com a cara suja de espuma de barbear.
- Senhorita Hazel Levesque, - a carta falou, num tom masculino e profissional, como Frank quando estava falando de negócios com alguém. - Seu congênito sanguíneo por parte de pai, Nico di Angelo está sob custódia do Ministério da Magia, aguardando julgamento por uso não-licenciado de magia e solicitou a sua presença como advogada de defesa. Aguardaremos a sua presença na sala do julgamento durante vinte e quatro horas. O verso da carta detalha o método de entrada para nascidos-trouxas. Esperando que possa comparecer, Harry James Potter.
Ao terminar de falar, a carta perdeu o rosto, voltando a ser apenas uma carta, que caiu no chão. A ave olhou de relance para Frank e foi embora voando, deixando a carta no chão. Não me atrevi a pegá-la, com medo de um possível replay. O olhar de Frank dizia: E agora? e o meu não devia estar muito diferente. Afinal, o que eu faria agora?
- Acho que esse bicho é a tal fênix, que tem em alguma outra mitologia... - Frank se interrompeu, vendo o meu estado. - Haz, você tá bem?
- Meu irmão está sob custódia no ministério da magia por uso não-licenciado de mágica e me chamou pra ajudar a limpar a barra dele, sendo que eu nunca ouvi falar de Ministério da Magia. - despejei todas as palavras de uma vez.
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Harry Potter e Percy Jackson - O Ritual do Apocalipse
FanficNico acordou confuso. Não estava no mesmo lugar que dormiu, Will não estava perto dele e uma nuvem de escuridão que emanava ódio se aproximava do filho de Hades. Percy queria chorar. Logo após o seu casamento, enquanto ele e Annabeth pegavam uma con...