JORGE POV
Martina me deixou ali sozinho naquele hospital, provavelmente eu deveria ter ido atrás dela, mas eu precisava mesmo de ver o meu irmão. Acho que ela está um pouco magoada por ainda não a ter pedido em namoro, porque basicamente namoramos, mas não é assumido, e acho que isso lhe incomoda, talvez tenha que mudar isso, isso e a opinião do meus pais em relação a ela, sim porque eu conheço-os, tiveram a mesma reação como quando eu levava garotas lá para casa, mas eles não sabem que agora é diferente.
Meu pai apareceu ali na sala de espera, e eu me levantei rapidamente.
-Senta-te - disse ele e eu obedeci - Temos que falar - disse e sentou-se ao meu lado
- Sobre o quê? - perguntei confuso
- Usas-te proteção? - perguntou ele e eu revirei os olhos
- Pai por favor, este assunto outra vez? Eu já sou adulto sei o que faço - disse me encostando para trás e cruzando os braços
- Acho bem que saibas, não quero que apareças em casa com alguma mulher grávida, pelo menos enquanto não for uma mulher estável - diz ele
- O que queres dizer com isso? - perguntei
- Quero dizer que, enquanto não tiveres um relacionamento sério e que queiras partilhar um futuro com essa pessoa, não convém acontecerem certos acidentes - diz ele - É por isso que te ofereço os preservativos
- O Daniel está numa cama de hospital e tu estás a pensar nisso? - disse
- Estou porque nos momentos de aflição, eu tentei te ligar vezes sem conta, enquanto que tentava consolar a tua mãe, e tu? Tu não estavas disponível, porque estavas com aquela garota, que provavelmente nunca mais a voltarás a ver, ela é como todas as outras, sabes Jorge - diz ele não olhando para mim
- A Martina não é igual às outras, mas claramente que tu não consegues ver isso, e eu mudei - disse me levantando
- Se não é como as outras, porque te deixou aqui sozinho no hospital? - perguntou se levantando também
- Porque eu sou um cobarde que não lhe estou a dar o valor e respeito que merece - disse - Pede desculpas ao Daniel diz que eu volto mais tarde para o ver - disse e sai do hospital a correr
Entrei no meu carro super rápido, e arranquei à procura da Martina, por um lado o meu pai fez-me ver que não estava a valorizar a Martina como merece, não a encontrava em lado nenhum, ela tinha que estar perto, pois não se foi embora assim à tanto tempo e aliás teve que ir a pé.
- Pensa Jorge, se quisesses pensar e estar sozinho onde estarias? - pensei um pouco - Já sei
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