A porta de madeira do quarto se abriu bruscamente e se chocou contra a parede, derrubando um dos quadros de dentro para o chão. Uma toalhinha se perdeu nas escadas e Yvon estava provando o beijo mais doce e sensual de sua vida. Aquela língua quente acariciava sobre a sua e provocava sensações nunca antes sentidas por ele. Suas mãos percorreram as costas de Mikhail com sofreguidão, se deliciando com as curvas suaves do garoto. Não resistiu em fechar suas palmas contra ambas as nádegas redondas e macias do garoto, o beijo quebrado para um gemido quando as apertou em seus dedos.
— Céus Mik... eu preciso te ter. — Murmurou e voltou a beijá-lo. Mikhail segurou seu rosto e enfiou sua língua, choramingando em sua boca. Foi algo que o mago nunca tinha experimentado fazer com alguém antes, mas de certa forma, todo aquele contato lhe pareceu o céu, tão especial e tão divino ao mesmo tempo.
Mik deu alguns pulinhos, seu pênis se esfregando contra a calça de Yvon, líquido pegajoso escorrendo da ponta, em gotas brilhantes, manchando sua roupa. O mago sinceramente teve que admitir, que a melhor ideia de sua vida, fora ter feito aquele cinto de contas peroladas, com rubis dependurados. Deu ao quadril de Mikhail um toque tão sensual, de uma beleza ímpar contrastando naquela ereção avermelhada apontando para cima.
— Dói... — O garoto resmungou contra o seu ouvido, ainda balançando contra ele, se esfregando em pequenos pulinhos, que de certa forma pareceram engraçados para Yvon. — Dói...
— Onde dói bebê? — Yvon subiu suas mãos, massageando o pescoço de Mik e liberando seu rosto dos cabelos negros.
— Eu não sei... — Respondeu baixinho. Seus olhos um pouco desfocados, porém brilhantes, lábios entreabertos e avermelhados, um pequeno fio de saliva do beijo anterior escorreu pelo canto.
Yvon se surpreendeu quando os joelhos de Mik fraquejaram e ele quase caiu, se não fosse por ele tê-lo pego em seus braços e levado até a cama. E mesma que o colocasse sobre o colchão, o garoto ainda se agarrava em sua roupa, como um animal com garras, não querendo de forma alguma deixá-lo ir.
— Calma, bebê. Eu preciso tirar a roupa. — Disse gentilmente, ofegando por ansiedade.
— Hum... — Mik se deixou cair sobre a cama, olhando-o por debaixo dos cílios. — Sem roupa, sim.
Yvon sorriu. O garoto passou a tocar em si mesmo enquanto assistia o mago se desvestir. A cada peça de roupa que Yvon retirava de seu corpo e exibia pele, Mik se acariciava mais intenso. Ele grunhiu em desgosto, por que não gozava com seu próprio toque, e Yvon sabia que era proposital, algo a ver com a lua de inverno. Apenas seu amante poderia lhe dar prazer, ou seja, outra pessoa que não fosse a si mesmo.
Quando sua última peça de roupa deslizou fora de seu corpo, Mik levou os dedos a boca, chupando a si mesmo enquanto o observava. Nunca que em um milhão de anos, Yvon pensaria em uma visão tão quente, ou sentiria uma sensação tão irresistível com outra pessoa. Esse corvinho pequeno em sua cama o tentava, seu cheiro clamava por ele, além do calor de seu corpo praticamente inexistir o frio que na verdade aumentava lá fora. Não havia fogueira ou lareira que pudesse esquentar aquele quarto da forma em que eles dois estavam sentindo.
— Yvon... Yvon... — Mikhail se sentou sobre a cama, praticamente desavergonhado de tudo, Yvon subiu sobre ele o levou de volta a se deitar de costas contra o lençol. Seus lábios atingiram os lábios vermelhos e doces do outro, em um beijo que começou lento e sensual, e cresceu de forma quente e desesperada. Mãos pequenas tocaram insistentemente o corpo forte de Yvon, provando cada curva, cada detalhe e acendendo fogo em sua pele, de forma que Mik também sentia. — Me toque... me toque, por favor!
A língua do mago deslizou fora e atingiu sua mandíbula, então deslizou até a orelha de Mik, provocando arrepios e fazendo-lhe ofegar. Seus beijos faziam sons que ecoavam pelo quarto, ritmados ao som da respiração sem controle, atingindo seu pescoço, seus ombros, até a clavícula. Yvon beijou sobre o pomo-de-adão de Mik e sua mão calejada tocou sobre o baixo ventre do garoto, ignorando sua ereção pedinte, até subir vagarosamente por seu umbigo, todo o abdômen, esbarrar acidentalmente em um mamilo inchado e duro, até seu pescoço e nuca, provocando a Mikhail um gemido elevado e arrastado, além de fazê-lo arquear, estremecendo.

VOCÊ ESTÁ LENDO
As Colinas de Górki [Romance Gay]
RomanceQuando o vilarejo de Irenia é ameaçado por um miasma negro, infestando as plantações e contaminando os residentes, Mikhail é escolhido como sacrifício para livrar seu povo do que acreditavam ser a fúria de Górki - um ogro que vive além das colinas. ...