Imperador: 1. Aquele que impera, reina, governa.
2. Soberano ou monarca supremo de um império.
Caos: Desordem, confusão e tudo aquilo que está em desequilíbrio.
Blarson é um sobrenome de peso, carrega muito valor e dinheiro, sem contar com to...
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Maya Blarson
— Me promete que não vai contar a ninguém o que você viu! – Skyler ordenou desesperada, me deixando mais assustada do que já estava.
Ela me puxava pelo corredor quase correndo e eu não entendia o que estava acontecendo. Dobramos em outro corredor, onde o meu quarto e o do meu irmão ficavam. A luz fraca da lua que entrava pelas janelas iluminava o pequeno corpo dela que estava coberto de lama e o que suponho ser sangue. Um calafrio subiu por minha espinha e lágrimas acumularam em meus olhos.
— Skey, o que está acontecendo? – Perguntei, minha voz saindo falha e baixa por causa do choro entalado na garganta. Minha irmã olhou para mim sobre ombro e tentou esboçar um sorriso, mas a única coisa que via em seu rosto era o pânico.
Quando chegou ao meu quarto, abriu a porta de uma só vez e me empurrou para dentro. Assim que entrou também, fechou-a atrás de si e se virou para mim.
Agora, com a luz acesa e sem seu cabelo no rosto, pude ver o quão machucada ela estava. Ao redor do seu olho esquerdo havia uma marca roxa meio esverdeada, em sua boca havia um corte grotesco e inchado, sobre sua maçã do rosto também tinha um hematôma. O simples pijama laranja que usava estava sujo e era mesmo de sangue, provindo de cortes em suas pernas e braços, mas estes não pareciam terem sido feitos por algo afiado... chicote? Talvez.
Meus olhos já não tinham como abrir mais de tão arregalados que estavam. A vontade de chorar almentando e eu não conseguindo formular nada que pudesse fazer para a ajudar. Apenas abracei a Srta. Nicolina, minha elefanta de pelúcia, com força.
— Está tudo bem, May! – Sua voz calma era falsa. Seu sorriso era falso. Tudo ali era falso. Menos seus machucados. – Apenas deite e durma. – Ela levantou suas mãos para tocar em meu rosto, mas as abaixou assim que viu o quão suja estavam.
— Não... – Eu balançava a cabeça freneticamente enquanto as lágrimas caíam pelo meu rosto. Por que eu chorava e ela não? – O que aconteceu com você?
— Não importa, docinho, você precisa dormir agora! – Disse em um tom autoritário. Minhas pernas obedeceram-na e caminharam até minha cama, onde me deitei e cobri, ainda abraçada ao meu bichinho de pelúcia. – Obrigada... – Ela sussurrou. – Nunca, nunca mais volte ao porão, está me ouvindo?
Assenti, atônita demais com as imagens dela encolhida no quarto escuro e fedorento do porão. Eu já não a via haviam três dias...
— Você... Você vai voltar... para lá? – Perguntei receosa.
Skye me olhou com pena e angústia e eu não compreendi o porquê. Eu não compreendia como uma criança conseguia sentir essas coisas ou falar as mesmas palavras que ela. Mas, agora, olhando para seu rosto quase desfigurado e corpo maltratado, me surpreenderia se ainda houvesse inocência em sua mente.